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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Easter Lily, na visão de uma fã da banda

E a minha banda do coração lança mais uma surpresa nesse ano de 2026, em plena sexta feira santa. Depois de "Days Of Ash", lançado em plena quarta feira de cinzas desse ano, o U2 lançou de surpresa hoje um novo EP, chamado "Easter Lily", com seis músicas inéditas, que funcionam como uma espécie de contraponto ao politicamente carregado EP anterior.

Intimista, espiritual e profundamente humano, Easter Lily apresenta um U2 disposto a falar sobre amizade, perda, fé e renovação sem transformar essas questões em respostas fáceis. Enquanto Days of Ash observava as crises do mundo exterior, Easter Lily volta o olhar para dentro. A pergunta central parece ser: onde encontrar forças quando tudo ao nosso redor transmite instabilidade, violência e desesperança?

Produzido por Jacknife Lee, o trabalho preserva características marcantes do U2 — guitarras atmosféricas, melodias expansivas e letras que procuram algum tipo de transcendência —, mas evita soar como uma simples repetição do passado. São composições que respiram, crescem gradualmente e deixam espaço para dúvidas, silêncios e fragilidades.

Qual é o significado de Easter Lily, do U2?

“Easter lily” é o nome em inglês do lírio-da-páscoa, flor tradicionalmente associada à pureza, ao renascimento e à ressurreição. Esses símbolos atravessam todo o EP.

Entretanto, o U2 não trata a fé como uma certeza confortável. As músicas discutem o que significa acreditar em alguma coisa quando a religião pode ser usada para dividir pessoas, quando os relacionamentos são pressionados pelas dificuldades e quando as imagens de guerras chegam diariamente pelas telas.

De acordo com a apresentação oficial publicada pelo U2, o projeto nasceu de perguntas pessoais sobre amizade, religião, rituais e a possibilidade de renovação. O resultado não é exatamente um disco religioso, mas uma obra sobre a busca humana por sentido.

LEIA TAMBÉM: "Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda"

Easter Lily: veja o faixa a faixa do novo EP dos irlandeses


1. “Song for Hal”


O EP começa com uma ausência. “Song for Hal” é uma homenagem ao produtor musical Hal Willner, amigo da banda que morreu em 2020 durante a pandemia de Covid-19.

A escolha de The Edge como vocalista principal torna a faixa ainda mais especial. Sua interpretação é contida e vulnerável, evitando qualquer excesso dramático. Em vez de transformar o luto em espetáculo, a música preserva a sensação íntima de uma conversa interrompida.

A sonoridade também estabelece o clima de Easter Lily. As guitarras criam uma paisagem melancólica, enquanto baixo, bateria e elementos eletrônicos avançam com delicadeza. É uma abertura sobre saudade, mas também sobre a forma como alguém continua presente depois de partir.

“Song for Hal” mostra que o U2 ainda consegue trabalhar com grandes sentimentos sem depender obrigatoriamente de grandes gestos. A emoção está justamente na contenção.

2. “In a Life”


Se a primeira música fala sobre perder um amigo, “In a Life” lembra por que as amizades precisam ser valorizadas enquanto ainda há tempo. É uma celebração dos vínculos que sobrevivem aos anos, às mudanças e às dificuldades.

Dentro da história do U2, esse tema ganha um significado adicional. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. atravessaram juntos quase cinco décadas de carreira, que serão completadas no dia 25 de setembro desse ano. Por isso, a canção pode ser entendida tanto como uma reflexão universal quanto como um diálogo entre os próprios integrantes.

Musicalmente, “In a Life” cresce aos poucos. A interpretação de Bono começa reflexiva e ganha intensidade conforme os instrumentos ampliam o alcance emocional da composição. O refrão recupera uma característica essencial do U2: a capacidade de transformar uma experiência pessoal em algo que parece pertencer a todos.

É uma das faixas mais emocionantes do EP porque reconhece uma verdade simples, frequentemente esquecida: nenhuma amizade deve ser tratada como garantida.

3. “Scars”


“Scars” muda a energia do disco. Com uma sonoridade mais pulsante e referências que remetem ao pós-punk, a faixa fala sobre aceitar as próprias marcas em vez de escondê-las.

As cicatrizes aparecem como evidências de sobrevivência, erros e experiências que ajudaram a construir uma identidade. A mensagem poderia facilmente cair em um discurso genérico de autoajuda, mas a banda acrescenta uma dimensão religiosa e política ao lembrar as feridas de Cristo — provocadas pela combinação entre o poder do Estado e a autoridade religiosa.

A produção mantém o equilíbrio entre o rock e a eletrônica. A guitarra de The Edge surge com textura e precisão, enquanto Adam Clayton e Larry Mullen Jr. criam uma base firme. Entre as seis músicas, “Scars” é uma das que mais claramente apontam para um U2 interessado em recuperar energia sem abandonar a experimentação.

É também a faixa mais direta de Easter Lily: não existe vida sem marcas, e fingir perfeição pode ser muito mais destrutivo do que assumir as próprias falhas.

4. “Resurrection Song”


Embora tenha sido lançada em 2026, “Resurrection Song” começou a nascer cerca de dez anos antes, a partir de uma demo desenvolvida por The Edge e Jacknife Lee. A ideia permaneceu guardada até encontrar sua forma definitiva com a participação de toda a banda.

O próprio U2 descreve a música como uma peregrinação ou uma viagem rumo ao desconhecido ao lado de um amigo ou de alguém amado. A ressurreição mencionada no título não precisa ser entendida apenas de maneira religiosa. Ela também pode representar a decisão de continuar, recomeçar e abandonar versões antigas de nós mesmos.

A bateria de Larry Mullen Jr. é um dos destaques. Sua execução impulsiona a faixa e dá movimento à sensação de jornada. As guitarras constroem uma atmosfera ascendente, criando a impressão de que a música está permanentemente procurando uma abertura no horizonte.

“Resurrection Song” reúne vários elementos clássicos do U2 — espiritualidade, esperança e melodias crescentes —, mas os apresenta com convicção suficiente para não parecer apenas nostálgica. É um dos momentos mais fortes do EP.

5. “Easter Parade”


Com mais de seis minutos, “Easter Parade” é a faixa mais extensa e contemplativa do repertório. A música aborda fé, dúvida, renascimento e transcendência, funcionando quase como uma celebração litúrgica transformada em rock.

A composição passou por um processo longo. Segundo The Edge, sua primeira versão parecia reciclar ideias antigas da banda, até que Bono e Jacknife Lee encontraram uma abordagem capaz de renová-la. Essa transformação pode ser percebida no resultado: existem elementos familiares, mas a música não tenta simplesmente recriar um momento específico da discografia do U2.

“Easter Parade” avança lentamente, permitindo que cada camada encontre seu espaço. A guitarra, os teclados e a seção rítmica criam uma sensação de movimento coletivo, como se a faixa acompanhasse uma procissão.

Sua espiritualidade não elimina as incertezas. Pelo contrário, a canção sugere que acreditar talvez não seja possuir todas as respostas, mas continuar procurando alguma luz em meio ao trauma e à confusão.

6. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)”


O encerramento de Easter Lily é também seu momento mais experimental. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)” nasceu a partir de uma paisagem sonora criada por Brian Eno, colaborador fundamental em diferentes fases da carreira do U2.

A música é descrita pela banda como uma canção de ninar para pais de crianças presas em regiões de guerra. Essa definição já revela o contraste que sustenta a faixa: existe ternura, mas ela está cercada pelo medo.

Bono adota uma interpretação mais livre, quase improvisada, enquanto os teclados e elementos eletrônicos de Eno e Jacknife Lee constroem uma atmosfera suspensa. A ausência de uma estrutura tradicional reforça o sentimento de desorientação.

O ponto de interrogação presente no título é decisivo. A frase “I Will Bless the Lord at All Times?” deixa de ser apenas uma declaração de fé e se torna uma pergunta: ainda é possível louvar, acreditar ou encontrar sentido diante do sofrimento de crianças e famílias atingidas pela guerra?

É um encerramento inquietante e muito bonito. Em vez de concluir o EP com uma resposta triunfal, o U2 termina deixando uma questão no ar.

Algumas considerações dessa fã que vos posta...

O U2 reencontra a sua força com o EP Easter Lily? Sim, mas não é da forma que muitos imaginam. O novo EP não tenta competir com a grandiosidade de discos como The Joshua Tree, Achtung Baby ou All That You Can’t Leave Behind. Sua força está em outra direção: na intimidade, na maturidade e na disposição de enfrentar perguntas que não possuem soluções simples.

O EP também mostra os quatro integrantes funcionando novamente como uma unidade. The Edge assume os vocais em “Song for Hal”, Adam Clayton dá profundidade às composições, Larry Mullen Jr. oferece alguns dos momentos rítmicos mais marcantes do trabalho e Bono encontra interpretações menos preocupadas com o impacto imediato.

Jacknife Lee costura essas contribuições com uma produção moderna, mas sem apagar a identidade da banda. Já Brian Eno deixa sua marca justamente na faixa mais ousada do projeto.

Com apenas seis músicas, Easter Lily apresenta uma narrativa bastante coesa: começa no luto, passa pela amizade e pela aceitação das cicatrizes, procura uma ressurreição e termina diante das contradições entre fé e sofrimento.

É um EP incrível de se ouvir. Confesso que em um primeiro momento, após ouvir o EP anterior, eu estranhei algumas canções presentes nesse lançamento. Mas à medida que escutei mais vezes e fui entendendo cada palavra e cada sonoridade, vi a grandiosidade de Easter Lily.

Easter Lily é um disco sobre continuar acreditando — nas amizades, na possibilidade de mudança e na própria música — mesmo quando acreditar se torna difícil. Em vez de esconder suas cicatrizes, o U2 decide transformá-las em matéria-prima para um novo começo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda

 


Essa resenha tem toques de "opinião/relato pessoal de fã-nática" com informações relevantes e oficiais. Pois bem, hoje os fãs do U2 tiveram uma baita surpresa em plena quarta feira de cinzas - e existe até uma brincadeira bem brasileira que fala que "o ano começa de verdade depois do carnaval": a banda lançou oficialmente, nas plataformas oficiais, o EP Days of Ash (na tradução, "Dias de Cinzas" - literalmente em referência ao dia de hoje).

Para quem não sabe, o EP ("Extended Play") é um formato de gravação musical intermediário, contendo mais músicas que um single, mas menos faixas do que um álbum completo (LP - "Long Play"). Geralmente, possui de 3 a 7 faixas, com duração total inferior a 30 minutos, sendo usado para lançar músicas novas, experimentar sonoridades ou manter o público engajado. 


Days Of Ash é um EP altamente politizado, que nos faz remeter aos sons que o U2 fez no álbum War, de 1983 (que trouxe hinos como Sunday Bloody Sunday e New Year's Day). Há também algumas sonoridades que lembram lançamentos mais recentes, como o último álbum de inéditas da banda, Songs Of Experience de 2017.

Observação: se você que está lendo é daqueles que se dizem fãs do U2, mas que ficam reclamando pra eles não focarem tanto em política, sinceramente - você não é fã coisa nenhuma pois fã de verdade conhece a história da banda e a influência política na vida e na música de cada um de seus integrantes.

É um EP sombrio, com conteúdo que eu considero pesado mas é realista pois envolve todos os pavorosos acontecimentos dos últimos tempos. Uma bela resposta aos questionadores de plantão que andaram falando abobrinhas na internet, dizendo que a banda nunca se manifestou sobre o que está acontecendo nos EUA, no Irã, nas guerras de Israel contra a Palestina e da Russia contra a Ucrânia.

As faixas do EP (05 canções e um poema) são sombrias, mas falam também de pontas de esperança para o mundo. Em comunicado, Bono afirmou que as novas músicas têm clima diferente do álbum que a banda prepara para ainda este ano. Segundo ele, as faixas “não podiam esperar” para ser lançadas. “São canções de desafio, consternação e lamento”, escreveu o vocalista, reforçando que tempos “loucos e enlouquecedores” exigem posicionamento.

Vamos de um faixa a faixa, com o que tem por trás de cada canção de Days Of Ash?


A primeira faixa já é uma porrada: "American Obituary" (Obituário americano, em tradução) abre o EP de forma amplamente roqueira, com a pegada que remete às canções de protesto do álbum War (1983) e o estilo único das guitarras de The Edge. A letra é uma resposta à morte de Renee Good,  cidadã americana e mãe de três filhos que foi baleada de forma brutal em Minneapolis, em 07 de janeiro de 2026, durante um protesto contra o ICE, departamento de imigração dos EUA que se tornou violento e mal-visto sob a administração de Donald Trump.

Na canção, Bono critica o fato de Renee ter sido rotulada de "terrorista doméstica", questiona a "morte do significado das palavras", da verdade na democracia americana (que diga-se de passagem, a democracia se perdeu no governo atual americano) e ainda faz uma celebração à vida de Renee.


A segunda faixa do EP, "The Tears Of Things" (As lágrimas das coisas, em tradução), é inspirado em um livro do frei franciscano Richard Rohr. Essa canção utiliza os profetas judeus como base para refletir sobre como viver com compaixão em tempos de puro ódio e violência.

Aqui, o U2 imagina um diálogo entre o David de Michelangelo e seu criador, onde o jovem herói se recusa a se tornar um "Golias" para vencer o inimigo. Na letra, Bono faz duras críticas ao fundamentalismo religioso existente no mundo pois "quando as pessoas andam por aí falando com Deus, isso sempre termina em lágrimas".


A terceira faixa do EP, "Song Of The Future" (Canção do futuro, na tradução) é uma homenagem ao movimento "Woman, Life, Freedom" (Mulher, Vida, Liberdade) no Irã.


A quarta faixa, "Wildpeace" (Paz Selvagem, na tradução) na verdade não é uma canção de fato mas sim uma espécie de interlúdio no meio do EP com palavra falada, ou seja, uma spoken word. Trata-se de um poema do poeta israelense Yehuda Amichai, que é lido pela cantora Adeola em cima de uma ambientação criada pelo U2 em parceria com o produtor Jacknife Lee.


A quinta faixa, "One Life At a Time" (Uma vida de cada vez, na tradução), é dedicada ao professor e ativista palestino Awdah Hathaleen, morto por um colono israelense na Cisjordânia em 2025.


A sexta e última faixa desse EP, "Yours Eternally" (Eternamente seu, na tradução) é uma parceria do U2 com o cantor britânico Ed Sheeran e Taras Topolia, que faz parte da banda ucraniana Antytila e lutou na linha de frente da guerra com a Rússia.


CONSIDERAÇÕES SOBRE DAYS OF ASH...

É um EP surpreendente do começo ao fim. Me faz lembrar muito do U2 dos primeiros álbuns pela sonoridade - para quem nunca ouviu, escutem os três primeiros álbuns lançados pela banda: Boy (1980), October (1981) e War (1983). Vocês vão entender do que estou falando e vão se surpreender também.






segunda-feira, 26 de agosto de 2024

#DicaInstax: Quer viajar de avião com filmes Instax? O que fazer?

 


Essa é uma dúvida muito comum entre Instax Lovers que querem levar suas câmeras e filmes em uma viagem de avião pela primeira vez (ou que esqueceram qual é o procedimento).

Como muitos sabem e a própria Fujifilm já informou em conteúdos na internet, os filmes para Instax em geral são produtos ISO 800 - isso quer dizer que dependendo do local em que vão passar, pode ocorrer alguns riscos de estragar seu produto, como máquinas de raio X nas áreas de segurança de aeroportos.

Claro, se você pesquisar em redes sociais, vai ter depoimentos de várias pessoas dizendo que passou os filmes no raio X e não aconteceu nada. Elas só deram sorte ou estão sendo "papagaio de pirata" (só repetindo o que outros falam). O PADRÃO é que os raios X podem estragar seus filmes - e como sabemos, filmes instax, independentemente do modelo, estão bem caros aqui no Brasil. Você não vai querer contar com a sorte, né? Então continua lendo esse post que vou te ensinar como levar seus filmes para sua viagem com toda a segurança, pedindo a chamada inspeção manual no aeroporto.

Como pedir a inspeção manual de seus filmes instax?!

01 - Quando você for arrumar suas malas para viajar, separe as caixas de filmes em sacos transparentes do tipo "ziploc".

02 - Pegue seus filmes instax que for levar para a viagem e identifique onde está escrito ISO 800.

03 - Abra todas as caixinhas que você for levar e deixe a embalagem prata com o filme (a capa de proteção) do lado de fora, junto com sua caixa.

ATENÇÃO PRA DICA EXTRA: Caso você for levar filmes de molduras diferentes, recomendo você escrever na embalagem prata com caneta para CD ou um adesivo qual moldura é daquela embalagem. No aeroporto, durante a inspeção manual, os agentes costumam verificar e colocar na embalagem de qualquer jeito, misturando tudo. Sem identificação, você só vai descobrir qual é a moldura do seu filme no momento que começar a usá-lo. Mas caso você leve apenas filmes de molduras iguais, só ignorar minha dica extra.

04 - Coloque filmes e caixas no saco "ziploc".





Já no aeroporto...

05 - Quando você estiver no aeroporto, pegue o saco dos filmes antes de chegar na área de revista de segurança (onde você vai colocar sua mala na esteira do raio-x e as demais coisas, incluindo os líquidos em saco ziploc também) e avise o agente de segurança que gostaria de uma inspeção manual pois está portando produtos com ISO 800. Pegue as caixas de seus filmes e mostre onde está escrito o ISO 800. O agente pegará uma bandeja e inspecionará com as mãos cada caixa e cada embalagem de filme, colocando na bandeja. 

O agente irá segurar a sua bandeja com os filmes para que você passe no Raio X. Estando tudo certo, ele vai te passar de volta o saco com seus filmes e você segue feliz da vida para o embarque de seu voo sabendo que não há risco de seus filmes estarem estragados.

Gostou das dicas? Siga elas e aproveite para fotografar muito em sua viagem.

Depois me fala no meu instagram se foi tudo tranquilo com você: É @jujubaluba

Me segue lá que posto as fotos que eu faço, além de outros conteúdos bem bacanas =)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

#FelizAnoNovo e #FelizMiniEvoNoBrasil

 

Feliz 2024, pessoal!

Primeiro post do ano e já com uma baita novidade: Depois de muita gente pedindo na internet, a Fujifilm Brasil atendeu aos pedidos dos instaxlovers e lançaram FINALMENTE a Instax Mini Evo no Brasil nessa semana. Como eu já tenho a minha comigo - trouxe de fora, sou ansiosa 😅 - vou falar de toda a minha experiência usando ela nesse post, incluindo respostas de perguntas que fizeram para mim em meu instagram (@jujubaluba caso você que esteja lendo ainda não me siga).


A Instax Mini Evo é uma câmera instantânea híbrida 3 em 1 (ou seja, você pode fotografar com ela como uma câmera digital e imprimir as fotos que você mais gosta depois nos filmes Mini, da Instax. Além disso, através do aplicativo de celular próprio da câmera - disponível em Android e iOS - você pode usá-la como impressora e imprimir as fotos de seu celular diretamente nela).

Ela encanta por ser tecnológica e tem um visual retrô - que lembra algumas câmeras clássicas - e está disponível em duas cores: preta e marrom. A Mini Evo traz uma lente de vidro (é a única câmera instax com lente de vidro, que traz uma qualidade diferenciada em suas fotos), sensor CMOS de 1/5 polegada e resolução de 2560 x 1920 pixels, lente com abertura de f/2.0 e distância focal de 28 mm, foco automático com distância mínima de 10 cm, além de tela TFT LCD de 3 polegadas e armazenamento interno com possibilidade de expansão via cartões Micro SD. 

E qual o grande diferencial dessa câmera? 


O grande destaque da câmera, no entanto, é sua usabilidade: o dispositivo traz dois mecanismos pelos quais é possível escolher entre 10 efeitos de lente diferentes, incluindo dupla exposição, olho de peixe, espelho, foco suave e mais, e 10 efeitos de filme diferentes, como claro, azul, nítido e outros, gerando assim 100 combinações personalizáveis. Dá pra soltar a criatividade na hora de fotografar com a Mini Evo. 

Há ainda uma alavanca, similar às utilizadas em câmeras analógicas, que ativa a impressão de fotos na resolução de 1600 x 600 pixels ao ser puxada. A Instax Mini Evo é compatível com o filme Instax Mini já disponível no mercado, e se conecta a celulares com o app dedicado via Bluetooth, possibilitando seu uso como um controle remoto para capturas, a impressão de fotos tiradas com o smartphone em resolução de 800 x 600 pixels, ou mesmo o backup de imagens da câmera para o telefone.

Não é necessário o uso de baterias com a Mini Evo, ela carrega com cabo USB universal (a anterior a USB-C). Em alguns testes que fiz de eventos com ela, a bateria durou em média 02:30h - duas horas e meia direto. E NÃO, não é possível usar a câmera enquanto ela estiver carregando.

Minha câmera premium queridinha...


Tem muita coisa que eu adorei na Mini Evo, de verdade, que a fez se tornar a queridinha em minha coleção de câmeras Instax (até o presente momento, tenho 06 câmeras e 03 impressoras). Se tem alguns pontos que eu posso destacar que eu gostei nela, são:

- Soltar a criatividade nas fotos com as lentes e filtros
- A qualidade das imagens (não espere uma qualidade de fotografia profissional, não é essa a proposta dela. Entre câmeras automáticas, no "estilo cybershot dos anos 2000" eu acho a qualidade das fotos da Mini Evo excelente).
- O app dela é muito fácil de mexer e para edições bem simples das fotos de seu celular antes da impressão, o resultado fica muito bom. Mas uma diquinha da fotógrafa: analise bem a foto pra ver se ela realmente precisa de uma edição simples, que o app resolveria. Se for algo mais complexo, melhor usar apps como Photoshop ou Lightroom antes.
- É possível colocar nela LEDs para criar mais efeitos de luz e deixar suas fotos ainda melhores.

Um adendo: SIM, o preço dela é mais "salgado", apesar que eu mesma achei que seria maior do que é quando fosse lançada aqui no país. Na loja oficial da Fujifilm, está por R$1.399,00. Mas pensa em tudo o que ela oferece e eu citei aqui nesse post, especialmente de ela ser uma câmera híbrida 3 em 1. Sinceramente, o preço dela compensa e é um investimento que vale a pena.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Instantaneamente impressionante: explorando a câmera Instax Mini 12

 Oi pessoal, tudo bem?

Vim contar pra vocês sobre a Instax Mini 12 e o evento que a Fujifilm fez para lançá-la aqui no Brasil. A marca me convidou para conhecer a nova câmera, a Instax Mini 12, durante o evento de lançamento na cafeteria WeCoffee, que fica na Avenida Paulista. Foi um evento muito lindo, onde eu reencontrei amigos que a paixão por fotografia instantânea me deu, conheci Instax Lovers incríveis e houve muita troca de experiências (além de um voucher pra provar as gostosuras da WeCoffee #TaurinaFeliz).

Imaginem minha cara ao receber esse email?!

SOBRE A INSTAX MINI 12

A câmera instantânea Instax Mini 12 vem pra intensificar ainda mais a paixão dos amantes de fotografia, especialmente quem gosta de fotografia analógica/instantânea em tempos digitais. Anunciada em março de 2023, o novo modelo da câmera colorida da Fujifilm vem com melhorias e destaques comparado à modelos anteriores da marca.

As cores da câmera são muito parecidas (pra não dizer iguais) às do modelo interior, a Mini 11, mas há grandes mudanças que me agradaram muito ao testar a câmera no evento, além de um design mais "fofinho" que agrada os olhos.

- Não há mais botão para acionar/ligar a câmera. Basta girar a lente no local indicado, o que fica mais intuitivo e traz uma sensação mais agradável, que lembra as lentes de câmeras profissionais, como as DSLR;

- Gire a lente e você também vai conseguir colocar no modo Close-Up, apropriado para fazer selfies e fazer fotos em uma distância menor. Antes, o usuário precisava puxar a lente especial de dentro do cilindro e, quase sempre, você tem que fazer força pra puxar.


- O Flash ficou mais inteligente. Se você nunca usou uma Instax Mini antes, saiba que ele não pode ser desligado. Por outro lado, sensores ajustam a luz automaticamente. Esse ajuste ficou melhor na Instax Mini 12, segundo a Fujifilm, e foi automatizado para otimizar as imagens tanto em ambientes muito claros quanto em muito escuros. 

- O erro de paralaxe foi consertado e esse detalhe foi celebrado pelos Instax Lovers. Pra quem não sabe o que estou falando, paralaxe é um deslocamento aparente de um objeto quando se muda o ponto de observação. Ou seja, em modelos anteriores da Mini 12, acontecia de você mirar pra fotografar algo ou alguém, e na hora que a foto saia, o "ser fotografado" não estava onde você mirou. Na Mini 12, isso foi resolvido e é algo celebrado pelos Instax Lovers.

AQUELAS DICAS BÁSICAS (E ÓBVIAS) PRA NOVATOS EM INSTAX

Muita gente que ver esse post é novato no mundo Instax, outros nem tanto. Então, resolvi dar umas dicas básicas (e outras óbvias), em tópicos, sobre a Instax Mini 12 e sobre a marca, no geral.

- Filme: Câmeras e impressoras INSTAX MINI usam filmes que esteja escrito INSTAX MINI (parece óbvio, mas tem gente que pergunta isso e ainda compra filme errado. Vi várias vezes na internet);

- A data que você vê nas caixinhas é o vencimento do filme. SIM, o filme tem prazo de vencimento (em média são 02 anos). Armazenando bem, de acordo com as regras da própria Fuji, é possível usar o filme após vencer, mas haverá consequências. Melhor usar o filme dentro do prazo de vencimento.

- PILHAS #01: As câmeras Instax Mini (como a Mini 12 e suas predecessoras Mini 11, Mini 9, etc...) usam duas pilhas AA para funcionar. E as pilhas tem que ser, OBRIGATORIAMENTE, alcalinas. Outros tipos não funcionam direito e podem até prejudicar o funcionamento da sua câmera.

- PILHAS #02: Se não for usar a câmera, retire as pilhas. Se as pilhas vazarem dentro da câmera, ela irá estragar e não tem como arrumar.

MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS DA INSTAX MINI 12


Eu tô apaixonada pela Mini 12! As melhorias que fizeram nela são muito significativas. Não corremos mais o risco de ficar com "cara de fantasma" na selfie, além de quem vai mexer com ela vai sentir maior facilidade. É uma câmera muito intuitiva, e vai ser ótima para quem quer ter sua primeira instax. Parabéns pelo lançamento, Fuji!

Confira abaixo o vídeo que fiz sobre o evento de lançamento

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Vamos falar da Instax Mini 11?

 Recentemente foi (finalmente) lançada aqui no Brasil a Instax Mini 11, novo lançamento da linha de câmeras instantâneas da Fujifilm que é um verdadeiro xodó de muitas pessoas ao redor do mundo. E eu convidei a maravilhosa @carolina_krol (que participou recentemente de uma live no instagram oficial da Instax Brasil) para falarmos juntas nesse post sobre a câmera e suas diferenças em relação a sua "irmã mais velha", a Instax Mini 9.


Instax Mini 11 x Instax Mini 9


A Instax Mini 9 foi lançada no mercado oficialmente em 2017 e é uma câmera instantânea (estilo "polaroid", que revela fotos na hora) semi automática. Ela é muito fácil de usar, pois possui sensor de luminosidade que indica o modo ideal. Mas mesmo com essa facilidade muita gente se perdia no processo e a foto não ficava com a luz ideal. 


Comparada com modelos anteriores lançados, um dos diferenciais da Mini 9 eram a lente close-up / selfie que vinha com a câmera e o espelho próximo a lente que facilita na hora de tirar uma selfie.

Falando da Mini 11...


A Instax Mini 11 vem com um design mais arredondado e cores pastéis, eu (Juliana) curti todas as cores. Muitas pessoas tem dificuldades de escolher a cor favorita de câmera. Mas fui da mesma opinião da Carol, a Lilás (Lilac Purple).

Testes nas palavras da Carol...


"Fiquei muita maravilhada com a evolução, logo na primeira foto vi uma diferença significativa de luminosidade e nitidez. Realmente a câmera cumpre a promessa da fabricante. 

O sensor de luminosidade e o flash são super potentes e trabalham muito bem em conjunto. 

 A lente close-up / selfie já vem acoplada na câmera (ou seja, não existe mais a necessidade daquela lente que tinha na Mini 9) e com uma ação simples está pronta para o uso. Além disso, as selfies saem com muito mais detalhes. 

Os acessórios da câmera são muito fofos e você pode personalizar deixando a Mini 11 sua cara: além da cordinha de segurança, ela vem com dois botões. Um deles é da cor da câmera e o outro brilha no escuro. 

Quanto a minha experiência com as fotos, como disse anteriormente, foram fotos lindas, claras, nítidas e cheia de detalhes. A exposição automática da mais segurança na hora dos cliques, e nos meus testes perdi apenas uma foto e foi por conta da distancia focal. Ou seja, a possibilidade de perder filmes diminuiu bastante. 

Quem ama fotografia instantânea sabe que a gente só aprende a fotografar na prática e nesse processo por conta da luz, acabamos perdendo algumas poses. Um dos testes que mais fiquei impressionada foi o da potência do flash. Apaguei todas as luzes e pedi para que minha esposa tirasse uma foto minha. Como eu já sabia que o flash era forte, cobri os olhos com as mãos para não prejudicar minha visão (sim é muito forte). O que eu não esperava era que a foto sairia perfeita mesmo a noite e com luzes apagadas. Mostrando mais uma vez que a câmera cumpre com o prometido. 

Muita gente me perguntou se eu tive alguma dificuldade, mas eu não tive nenhuma. A praticidade da câmera é maravilhosa, perfeita para quem quer comprar sua primeira Instax e nunca teve nenhum contato com a fotografia instantânea. 

Para quem trabalha com eventos a câmera também será perfeita, principalmente em eventos noturnos."

(Essa dica eu, Juliana, como fotógrafa de eventos, simplesmente amei pois realmente vai facilitar a vida nos eventos, principalmente em locais fechados e/ou com pouca luminosidade).

Vejam algumas das fotos feitas pela Carol com a Mini 11 - juro: não há nenhum tipo de edição nas imagens. Olhem que perfeição!







Outras dúvidas e curiosidades...

Muitas pessoas gostam de comprar bolsas ou cases de proteção para suas câmeras Instax. A case da Mini 9 serve na Mini 11? A resposta é NÃO! O design das duas câmeras são bem diferentes - como você pode ver na primeira imagem desse post. Segundo a própria Fuji, vem novidades por aí em relação à isso (case própria pra Mini 11? Kit com câmera e bolsa? Vamos aguardar).

Os filmes que se usam na câmera Instax Mini 11 (assim como suas antecessoras), assim como está no nome da linha, são os filmes Mini - assim como as câmeras Square/SQ usam os filmes Square e as câmeras Wide usam os filmes Wide.

Os filmes Mini tem uma variedade maior de modelos comparados com os outros modelos de filme aqui no Brasil. Além do tradicional (borda branca), existem o Black (borda preta), o Sky Blue (borda azul celeste), o Rainbow (cujas cores lembram o arco-íris em degradê) e os recém lançados Macaron (cores pastéis em degradê), Pink Lemonade (Rosa) e Comic (com desenhos em forma de quadrinhos). Claro que ao redor do mundo existem milhares de outros modelos de filmes, mas esses que citei são os que você encontra com maior facilidade em nosso país.

Assim que tiver mais novidades relacionadas à Mini 11, eu vou atualizar esse post.
Fiquem ligados! Pretendo fazer mais posts relacionados à Instax aqui no blog.

E Carol, Obrigada pela ajuda <3

domingo, 5 de agosto de 2018

A magia da fotografia instantânea: Descubra a Instax Mini 9

Oi pessoal, tudo bem??? 
Quem aqui ama fotografia e, assim como eu, teve fascinação pelas fotos instantâneas/polaroids?
Estou entrando nesse mundo através da Instax Mini 9, câmera instantânea da Fujifilm.
O post é sobre a câmera e minhas primeiras impressões usando ela. Com o passar do tempo, se eu me empolgar, pretendo fazer outros tipos de conteúdos sobre instax.


Instax Mini 9

Lançada oficialmente em 2017, a Instax Mini 9 é uma câmera instantânea da Fujifilm que que chama a atenção pelo design retrô e charmoso. Além de ser muito divertido revelar fotos na hora, o modelo poderia facilmente servir como um item de decoração na estante de casa.  

Seu design retrô e colorido chama a atenção. Além da Rosa Flamingo (que eu ganhei em um sorteio no instagram), as cores disponíveis aqui no Brasil são: verde limão, azul piscina, branco gelo e azul cobalto. Comparado com os modelos anteriores, a Mini 9 tem dois grandes diferenciais:o espelho frontal para facilitar a captura de selfies e um acessório (que acompanha o kit) para fazer fotografias no modo close-up de detalhes. 

O filme que vai nela é o "Instax Mini", cujos papéis são do tamanho de um cartão de crédito, aproximadamente (62 mm x 46 mm). O valor dos filmes depende da loja ou se é colorido, preto e branco, com desenhos nas bordas ou não. Em vários sites você encontra uma variedade.

Na parte de trás da câmera, há a entrada do cartucho do filme, o contador de fotos (que mostra quantos papéis restam para impressão) e o visor ótico. As duas pilhas AA entram na lateral do produto - atenção: use pilhas alcalinas na sua câmera, recomendação de melhor desempenho da própria Fuji.

É na parte da frente, porém, que fica a diferença visual em relação à geração anterior: um pequeno espelho para selfies. A mudança é muito bem-vinda e, durante os testes, foi possível enquadrar as fotos com mais facilidade ao visualizá-la previamente no recurso. Além disso, é nesse espaço que ficam localizados os sensores de flash e luz que ajustam a exposição do ambiente automaticamente. O botão do obturador e o "power" também estão posicionados na parte frontal da câmera.

Ela é uma graça e muito fácil de usar e transportar. Eu adorei a experiência de tirar fotos instantâneas em modo totalmente analógico (ou seja, sem visualizar em uma tela antes se a foto está boa ou não). Claro que precisa de prática para pegar o jeito e eu ainda estou treinando - se eu contar meus erros, é de assustar! kkkkkkk Mas fica para um outro post aqui no blog.

Antes de descobrir se a Instax cumpre com suas expectativas, é importante destacar que a principal proposta do produto não é capturar imagens excepcionais, como celulares premium fazem atualmente e sim fotografar como nos anos 90 ou antes mesmo, de forma totalmente analógica e os resultados saem na hora, totalmente impressos. Para quem está disposto a entrar nesse mundo, eu posso dizer que até o presente momento, é bem divertido.


ATUALIZAÇÃO 06/06/2019

Eu fiz um vídeo, que está em meu canal no youtube, mostrando o tempo de revelação de uma foto instax com a minha Mini 9 - em média, é de 02 minutos. Veja abaixo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Resenha do Livro: A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa - PJ Pereira



Oi pessoal, tudo certinho?
Ontem, dia 02, teve o lançamento oficial do mais novo livro do PJ Pereira - autor da trilogia Deuses de Dois Mundos - lá na Livraria Cultura da Avenida Paulista e eu já fiz vlog acima de como foi. E claro que vou fazer uma resenha sobre "A mãe, a filha e o espírito da santa" para vocês.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Resenha Musical: Íngreme (Guilherme de Sá)

Oi meu povo e minha pova, tudo bem? Desculpem o sumiço...aconteceu milhares de coisas que eu estava meio que sem inspiração para blogar, acredita? Achei um motivo bom pra postar...e espero que vocês gostem da minha primeira resenha musical. Let's go!


No dia 17 de março de 2017, o cantor Guilherme de Sá (vocalista da banda Rosa de Saron - sim, VOCALISTA...ele NÃO saiu da banda), lançou todas as músicas de seu primeiro projeto solo, um cd chamado "Íngreme". Ao invés de fazer uma resenha tradicional, do álbum como um todo, resolvi fazer um "faixa a faixa", comentando a minha humilde opinião enquanto estou escutando as músicas pela primeira vez. Não sou especialista, muito menos crítica musical - sou apenas fã de boa música e resolvi escrever sobre o que agrada aos meus ouvidos.


Mano, que baita música! Perfeita para curtir com seu amor e ver que, apesar de todos os contratempos que uma relação tem - querer estar junto de quem se ama e ser correspondido é o que importa. É a primeira canção do álbum e ela já me ganhou.


Ágora foi o primeiro single lançado, tem clipe rolando há uns dias e não é fácil de entender logo de cara. Eu mesma, ouvi trocentas mil vezes e interpretá-la como um todo ainda é uma dificuldade. Mas, pelo o pouco que eu entendi da canção, fala de um amor que é realmente puro - coisa quase inexistente, infelizmente, nos dias de hoje. E sabe aquele ditado popular conhecido, "Se você ama, deixe partir...se voltar, quer dizer que seu amor é correspondido"? Ao ler alguns trechos da canção, isso me veio na cabeça. Fora que o belíssimo arranjo é uma delícia de ouvir, em um estilo que lembrou Jack Johnson e John Mayer.


Esta canção pop francesa é um cover da Marilou Bourdon. Não falo quase nada de francês nem entendo ("dá-lhe google translator"), fala de um amor tão grande que podemos sentir que nos falta o ar e mesmo assim, queremos seguir com ele para sempre.


Como é QUERER recomeçar após erros e arrependimentos? Quem nunca amou e quem nunca errou ao amar, que atire a primeira pedra. Mostrar que você ama aquela pessoa muito, apesar do que aconteceu antes e reconhecer que errou...dizendo "fiz besteira, estou aqui e eu te amo" de uma maneira tão singular, coisas que me conquistaram nessa música do Guilherme.


"Nada é eterno que não dure até amanhã/ Se for pra sempre, cumpre-se o rito/ Que perdure até de manhã". Preciso falar mais alguma coisa? Pra mim ficou claro uma coisa nessa música - e me corrijam se meu pensamento sobre essa canção estiver errada - Fala-se sobre as dúvidas que temos ao estar em um relacionamento com quem amamos. Será que é pra sempre mesmo? Mas nada nessa vida é eterno, né? Como lidar com tudo isso? Será que é tão dificil viver um amor como se fosse durar a eternidade, mesmo com todas as pedras que encontramos no caminho? Não sei as respostas pra essas perguntas que vieram na minha cabeça, mas eu me considero uma pessoa romântica e gosto da intensidade de um verdadeiro amor, com seus prós e contras.


Como mega-fã do U2 (quem me conhece, sabe), eu sou muito chata com relação aos covers que fazem das músicas deles. E não é a primeira vez que vejo o Guilherme cantando U2 - na gravação do DVD Horizonte Vivo Distante (eu estava lá), ele e o Rosa de Saron tocaram um trecho de "With Or Without You" junto com a canção "Folhas do Chão. E "Sometimes" é uma música que sempre mexeu comigo pelo significado dela - a relação de Bono com seu pai - e o Guilherme conseguiu passar, ao meu ver, um sentimento tão grande enquanto canta a canção que parece que a história aconteceu com ele e isso me emocionou...sem mais palavras: BRAVO!


A batida da música me fez lembrar de algumas músicas de uma banda gringa que eu gosto: City And Colour. E a letra, um clamor à Deus para olhar por todos seus filhos no meio deste mundo maluco, cheio de ódio e intolerância. E para que Ele nos mostre como podermos ser e agir, de verdade, como Ele, para podermos mudar as coisas para melhor.


Que, infelizmente, o amor foi banalizado de tantas formas e modos nos dias de hoje não é novidade pra ninguém. Mas será que, só porque a maioria banaliza, temos que fazer o mesmo, a ponto de saber que corremos o risco de estarmos sempre sozinhos? Não sei vocês, caros leitores desse humilde blog, mas eu não quero. Eu não me envolvo com alguém sem ter um sentimento forte junto e não quero "casar pensando em separar". Amor é para sempre...vi muito disso na letra dessa música e a melodia dela me encantou.


Olha, acho que essa é a música com a maior influência "indie rock" do álbum, e tem uma pegada muito gostosa de ouvir. Curti <3


Essa canção, segundo o próprio Guilherme disse uma vez, é uma homenagem aos Judeus que foram mortos pelos nazistas. E que bela homenagem! Que a gente nunca se esqueça que discriminação e preconceito são nocivos para a nossa sociedade e que eles podem matar! Cara, somos todos iguais...viemos do mesmo lugar e vamos voltar ao mesmo lugar também, porque tem gente que insiste que é melhor do que os outros por causa de cor de pele, gênero, sexo, etc? Que nós e, principalmente, as próximas gerações sejam muito melhores.


Esse é o segundo single e a música-título do álbum, que ganhou um lyric video muito poético, como a canção. Mas tem um trava-língua que é difícil de acompanhar...hahahahaha. Brincadeiras à parte, a música é lindíssima e o cantor me surpreendeu com um jeito de cantar bem diferente do que estou acostumada dos trabalhos dele com o Rosa de Saron, mesmo com os famosos falsetes do cantor.

Em geral: Pra quem espera um disco de música cristã, como os do Rosa de Saron...esquece! Não é que Deus não esteja presente nesse trabalho, Ele está...através do amor romântico e de letras e sonoridades mais subjetivas do que as do grupo na qual Guilherme é vocalista. Destaque para as influências do folk e do indie, sem deixar o rock de lado, com uma pegada mais leve e limpa. Simplesmente adorei, na minha humilde opinião de admiradora de boa música.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Show do Roupa Nova no Clube Atlético Juventus


Esse dia foi bem especial, pois eu simplesmente AMO Roupa Nova, cresci escutando eles e foi a primeira vez que os vi tocando ao vivo no Clube Juventus, aqui em São Paulo, durante a turnê do álbum "Todo Amor do Mundo". Curtam um pouco nesse vlog como foi o show.

sábado, 9 de abril de 2016

Relembrando: U2 360º Tour

Gente, não sei se vocês sabem...hoje (09 de abril de 2016) fazem exatos 05 anos da primeira vez que eu vi minha banda do coração, o U2, ao vivo aqui no Brasil durante a turnê 360º. Bateu uma saudade tão grande que resolvi relembrar - fazendo pequenas adaptações de tempo - o relato que fiz em um antigo blog meu que nem existe mais pra falar daquele dia tão especial.


Fim de Show...U2 saindo do palco. Foi a única foto que consegui tirar com os 04 juntos :P


09 de abril de 2011: Há 05 anos, bate uma nostalgia dentro de mim. Eu nem sonhava em ser fotógrafa nessa época (pra mim, fotografia era um hobby, uma diversão e não um início de carreira profissional, como agora), mas nesse dia, bateu uma inveja dos fotógrafos e da imprensa presente por um único motivo: era o show dos meus maiores ídolos e eu os veria pela primeira vez ao vivo: U2.

Mesmo assim, foi inesquecível. Como diz uma canção deles, “She’s gonna dream out loud”. E eu sonhei tanto em voz alta que realizei esse sonho, o maior da minha vida. E eu lembro de muitas coisas daquele dia como se fosse hoje.



Estava combinada num revezamento com algumas amigas que já se encontravam no Morumbi desde o dia 08 a noite, e eu só podia ir dps das 04 da manhã. Pois 04:40 da manhã eu estava no Metrô, numa viagem de 02 horas rumo ao estádio do Morumbi - eu moro literalmente do lado oposto da cidade e mal chegou o metrô por esses lados. Cheguei e encontrei as meninas as 06 da manhã (se não fosse o TCC da faculdade, eu teria ido acampar na porta do Morumbi).

Foi uma espera muito intensa, com várias situações inusitadas, engraçadas e cansativas. Mas quando abriram-se os portões do Morumbi, passei a revista…corri como nunca tinha corrido em toda a minha vida (apesar do cansaço). Eu já estava perdida das minhas amigas (pois na hora de passar o ingresso, a máquina de leitura do cara que tava comigo quebrou! aff) mas corri de toda a forma possível, num restinho de força que eu ainda tinha pra conseguir um bom lugar. Quando dei por mim, estava no INNER CIRCLE (Círculo Interno), um pouco mais pra lateral aonde ficaria o guitarrista The Edge e….NA GRADE!!!

Só sei que a espera até a hora de começar o show do U2 foi bem longa. Pra ser mais exata, os portões abriram as 15h….o show do Muse (Abertura) começaria só as 20h. E choveu, parou de chover…mil e uma coisas, mas aguentei alí, firme e forte e com um pensamento: Faltava algumas horas pra quebrar o jejum de 13 anos sem ver o U2 ao vivo…era o 1º show deles que veria na minha vida,ainda mais no mês do meu aniversário! Eu tava ali e precisava aguentar….só me permitiria passar mal depois que o show do U2 acabasse,lá pela meia noite. Além de curtir muito o show, eu queria registrar os momentos de qualquer maneira – mesmo com uma câmera automática da Samsung e meu celular touchscreen (eu tinha um Samsung Corby na época).








Mas as 21h e 40 minutos o relógio que fazia a contagem regressiva pro show do U2 se desmanchou na tela. E a 1ª música antes da entrada oficial da banda pro palco foi “Trem das Onze” do Adoniran Barbosa. Você já imaginou 90 mil pessoas cantando “Trem das Onze” no estádio do Morumbi? Em um show de rock? É, isso aconteceu e eu era uma dessas milhares de pessoas. Logo após, a música de “entrada” do U2: Space Oddity do David Bowie. É, nós havíamos embarcado na louca estação espacial dos meus amores irlandeses.

















Infelizmente a câmera que eu usava no dia não me ajudou 100% no quesito “tirar fotos decentes” e eu logo parti para os vídeos – sempre que dá saudades do show, eu os vejo. Tenho bastante fotos mandadas por amigas e que busquei na web também. Mas uma coisa não posso negar: foi O SHOW DA MINHA VIDA. Um presente e tanto de aniversário antecipado (já que eu faço aniversário no final de abril). Mas são situações que me traz muitas lembranças boas através das fotos e vídeos e por isso quis compartilhar com vocês...foi um sábado que nunca mais vai sair da minha memória.