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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Resenha do Livro: A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa - PJ Pereira



Oi pessoal, tudo certinho?
Ontem, dia 02, teve o lançamento oficial do mais novo livro do PJ Pereira - autor da trilogia Deuses de Dois Mundos - lá na Livraria Cultura da Avenida Paulista e eu já fiz vlog acima de como foi. E claro que vou fazer uma resenha sobre "A mãe, a filha e o espírito da santa" para vocês.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro da Morte



Eu terminei de ler recentemente (de novo) o último livro da saga “Deuses de Dois Mundos” do PJ Pereira, chamado O Livro da Morte. Já escrevi sobre os livros anteriores aqui no blog, e eu simplesmente achava que sabia o que esperar sobre o terceiro livro. Me enganei, pois se eu posso resumir o livro em uma palavra apenas, seria essa: SURPREENDENTE.

CUIDADO: Tem muitos spoilers nesse post. 
Não leia caso você não tenha lido o livro da morte. #DicaDeAmiga

Fazia muito tempo que livros de ficção e de literatura brasileira não me surpreendiam desse jeito. E o jeito que o PJ escreveu cada palavra dos três livros não me deixava parar de ler um capítulo sequer. Imaginem a minha cara quando o autor leu o prólogo do livro pra uma platéia lotada no dia 11 de maio de 2015, no teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (São Paulo) antes da noite de autógrafos?! Como assim o começo do livro era o final da história? Como assim o Newton foi assassinado?

Eu olhava pras pessoas nas cadeiras ao lado e não conseguia disfarçar a minha surpresa. Mas logo me lembrei do remake daquela novela “O Rebu”, que tinha um personagem assassinado logo no primeiro capítulo e os seguintes foram contando como tudo chegou àquele ponto. Nisso eu acertei na mosca, só que com um detalhe: as conversas virtuais entre New e Laroiê (Exu) aconteciam agora em um blog – nos livros anteriores, era através de emails – ou seja, os posts estavam dos mais recentes pros mais antigos.



Enquanto isso, no Orum, os orixás homens e orixás mulheres ainda disputavam o controle do Destino, mas a história agora era contada pelo ponto de vista feminino. A gente descobre o verdadeiro papel de Exu na história, vê como é de fato a personalidade e as peculiaridades de cada orixá – alguns, inclusive, que eu não conhecia, como é o caso de Ewá – e as conversas entre Nanã e Oxalá, os dois orixás mais velhos do Orum, me fizeram lembrar de muitas pessoas conhecidas. “Vão ser brigões assim lá longe…”, pensava ao ler as conversas deles.

Mas o final, pra mim, que mais surpreendeu foi o de minha mãe Oxum. De princesinha mimada à mulher que tomou uma grande decisão que mudou o curso dessa guerra dos sexos no mundo dos encantados. Já no mundo moderno, confesso que não esperava a morte do Newton, mesmo achando esse personagem um tremendo filho da p***, mas adorei o final da pseudo-guia Pilar. O jeito daquela mulher me dava nojo! Quem dera que todos que usam da fé (independente da religião) pra abusar da boa vontade e do desespero das pessoas tivessem o mesmo fim dela.

Espero que não demore pro PJ escrever outras histórias. Já o admirava pelos trabalhos super reconhecidos no mercado da propaganda, agora o admiro ainda mais como escritor e como pessoa. Que o Deuses de Dois Mundos ajude a quebrar ainda mais todos os preconceitos contra as religiões afro-brasileiras e que abra um novo espaço pra mudanças boas na literatura brasileira.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro da Traição



Lembram do post que fiz aqui no blog há alguns dias sobre o primeiro livro da saga “Deuses de Dois Mundos”? Esta é uma resenha do segundo livro da série. Depois de um tempo, terminei de ler o segundo livro da saga – “O Livro da Traição” – e queria contar sobre o que eu achei dele para vocês. Vamos lá? Mas só um aviso: não recomendo ler essa resenha se você não leu o livro, pode conter spoilers (fatos ou trechos do livro).

Como disse, esse é o segundo livro da série que, além de contar a continuação da história do Newton Fernandes, um jornalista que faz de tudo mesmo – sem nenhum limite ou escrúpulo – pra conseguir tudo o que mais deseja e da história de Orunmilá e seus guerreiros na missão de resgatar os 16 odus desaparecidos, para que o destino dos Orixás e dos homens não caiam em mãos erradas. Ambas as histórias se cruzam ainda mais nesse livro, ainda mais depois de uma traição nos dois lados da saga.

O livro te prende pelo modo em que o PJ conduz as duas histórias. Você não consegue parar de ler! Mas no caminho você não sabe se tem vontade de dar uns tabefes no New, se tem dó do velho babalaô, se diz “bem feito” pra Oxóssi e Xangô, se tem medo de Ogum ou se você se surpreende com as atitudes da então boba e ingênua Oxum retratados no livro. Pelo menos eu me senti assim, não sabia como eu reagiria se esses personagens do livro fossem reais e eu presenciasse as coisas que eles fazem (Acho que eu teria coragem de dar uma surra no New pra ele nunca mais esquecer…rs).

Só sei que fiquei com mais vontade de continuar lendo a saga,esperando agora o último volume, "O Livro da Morte". Mas recordando o que eu fiquei sabendo pelo próprio autor e na fila da noite de autógrafos do lançamento do “Livro da Traição” em maio de 2014, “Deuses de Dois Mundos” vai chegar à Hollywood!

A série teve seus direitos de adaptação para cinema, quadrinhos e TV vendidos e a produção parece que começa em 2016 ou 2017. Segundo o site Blah Cultural, quem comprou os direitos foi a The Alchemists, produtora dos seriados Smallville, Heroes e East Los High. A produção do filme no Brasil e nos EUA vai ser feita pela Disruption Entertainment, produtora de Supremacia Bourne (2004) e Círculo de Fogo (2013).

Que venha o livro da Morte!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro do Silêncio

Uma saga dentro da mitologia africana com toques brasileiros.



Fazia tempo que algo da literatura brasileira não me chamava tanto a atenção. Aliás, fazia tempo que nenhum tipo de literatura de ficção me chamava a atenção a ponto de eu correr atrás dos livros tradicionais – e antes que me perguntem, não, eu não sou adepta dos e-books porque eu tenho dor de cabeça forte ao ler textos muito longos na tela de computador / smartphone ou tablet.

Ouvi falar da saga “Deuses de Dois Mundos” por acaso nas redes sociais, em especial nas páginas de jornais especializados em propaganda. Afinal, o autor PJ Pereira é um dos maiores nomes da propaganda brasileira (se você não o conhece, pede a ajuda do tio Google aí!) – e confesso que quando li a resenha da saga (em especial, do primeiro livro chamado “O livro do Silêncio”) e o book trailer que está disponível no youtube, fiquei radiante em ler aquilo tudo.

Afinal, fiquei super curiosa em ler um romance baseado na mitologia africana e ainda por cima, escrito por uma pessoa que não tem uma ligação natural com a Umbanda ou o Candomblé – como é o caso do PJ (vejam entrevistas dele sobre o livro que vocês vão entender). Essa saga tem três livros: Livro do Silêncio (2013), Livro da Traição (2014) e o livro da Morte (2015). Vamos focar no primeiro livro da saga, pra início de conversa:



O Livro do Silêncio conta o início da saga de Newton Fernandes, um jornalista ambicioso que corre atrás do que quer e faz de tudo pra conseguir – coisas boas e nem tão boas assim. Ao mesmo tempo, em um outro mundo, Orunmilá, o maior adivinho de todos os tempos, perdeu o seu dom de ler os búzios. O Orum estava em silêncio… Isso porque as Iá Mi Oxorongá roubaram os Príncipes do Destino, dezesseis almas especiais que mostravam o futuro dos homens. Mas o que essas duas histórias tem em comum?

OBSERVAÇÃO: SE VOCÊ AINDA NÃO LEU O LIVRO, PARE DE LER ESSE POST AGORA POIS A PARTIR DESSE PONTO, TERÁ MUITOS SPOILERS DO LIVRO.

Quando você começa a ler o livro, nos primeiros capítulos, você não entende o que a busca de Orunmilá e de seus guerreiros e a história do jovem New tem em comum. Mas, ao continuar lendo, as conexões entre eles começam a aparecer. Não entrarei em detalhes sobre a história em si (porque não gosto de ler, muito menos escrever spoilers) mas ao ler cada palavra escrita pelo PJ, você vai se surpreender com essas conexões, a medida que elas surgem.

O que me surpreendeu na história também, no lado da história de Orum, é como cada Orixá é retratado: Eles são deuses com características fantásticas e características humanas: O silêncio de Orunmilá, a sensualidade e ciúmes de Oxum, a ansiedade e impulsividade de Exu, a elegância e sensualidade masculina de Xangô, a força de Ogum e a valentia de Iansã… Todos eles são levados para nós de forma única, como nunca imaginava ver em uma obra.

Independente de sua crença, a saga Deuses de Dois Mundos é um livro fascinante, que te prende. Sério, tinha dias que eu começava a ler e dificilmente parava, a não ser que realmente precisasse. E uma dica pra quem não acredita em religiões africanas: leiam e descubram que muitos preconceitos que as pessoas tem em relação à elas são baseadas em mentiras inventadas. Só digo uma coisa: vale muito a pena ler o livro do Silêncio.