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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda

 


Essa resenha tem toques de "opinião/relato pessoal de fã-nática" com informações relevantes e oficiais. Pois bem, hoje os fãs do U2 tiveram uma baita surpresa em plena quarta feira de cinzas - e existe até uma brincadeira bem brasileira que fala que "o ano começa de verdade depois do carnaval": a banda lançou oficialmente, nas plataformas oficiais, o EP Days of Ash (na tradução, "Dias de Cinzas" - literalmente em referência ao dia de hoje).

Para quem não sabe, o EP ("Extended Play") é um formato de gravação musical intermediário, contendo mais músicas que um single, mas menos faixas do que um álbum completo (LP - "Long Play"). Geralmente, possui de 3 a 7 faixas, com duração total inferior a 30 minutos, sendo usado para lançar músicas novas, experimentar sonoridades ou manter o público engajado. 


Days Of Ash é um EP altamente politizado, que nos faz remeter aos sons que o U2 fez no álbum War, de 1983 (que trouxe hinos como Sunday Bloody Sunday e New Year's Day). Há também algumas sonoridades que lembram lançamentos mais recentes, como o último álbum de inéditas da banda, Songs Of Experience de 2017.

Observação: se você que está lendo é daqueles que se dizem fãs do U2, mas que ficam reclamando pra eles não focarem tanto em política, sinceramente - você não é fã coisa nenhuma pois fã de verdade conhece a história da banda e a influência política na vida e na música de cada um de seus integrantes.

É um EP sombrio, com conteúdo que eu considero pesado mas é realista pois envolve todos os pavorosos acontecimentos dos últimos tempos. Uma bela resposta aos questionadores de plantão que andaram falando abobrinhas na internet, dizendo que a banda nunca se manifestou sobre o que está acontecendo nos EUA, no Irã, nas guerras de Israel contra a Palestina e da Russia contra a Ucrânia.

As faixas do EP (05 canções e um poema) são sombrias, mas falam também de pontas de esperança para o mundo. Em comunicado, Bono afirmou que as novas músicas têm clima diferente do álbum que a banda prepara para ainda este ano. Segundo ele, as faixas “não podiam esperar” para ser lançadas. “São canções de desafio, consternação e lamento”, escreveu o vocalista, reforçando que tempos “loucos e enlouquecedores” exigem posicionamento.

Vamos de um faixa a faixa, com o que tem por trás de cada canção de Days Of Ash?


A primeira faixa já é uma porrada: "American Obituary" (Obituário americano, em tradução) abre o EP de forma amplamente roqueira, com a pegada que remete às canções de protesto do álbum War (1983) e o estilo único das guitarras de The Edge. A letra é uma resposta à morte de Renee Good,  cidadã americana e mãe de três filhos que foi baleada de forma brutal em Minneapolis, em 07 de janeiro de 2026, durante um protesto contra o ICE, departamento de imigração dos EUA que se tornou violento e mal-visto sob a administração de Donald Trump.

Na canção, Bono critica o fato de Renee ter sido rotulada de "terrorista doméstica", questiona a "morte do significado das palavras", da verdade na democracia americana (que diga-se de passagem, a democracia se perdeu no governo atual americano) e ainda faz uma celebração à vida de Renee.


A segunda faixa do EP, "The Tears Of Things" (As lágrimas das coisas, em tradução), é inspirado em um livro do frei franciscano Richard Rohr. Essa canção utiliza os profetas judeus como base para refletir sobre como viver com compaixão em tempos de puro ódio e violência.

Aqui, o U2 imagina um diálogo entre o David de Michelangelo e seu criador, onde o jovem herói se recusa a se tornar um "Golias" para vencer o inimigo. Na letra, Bono faz duras críticas ao fundamentalismo religioso existente no mundo pois "quando as pessoas andam por aí falando com Deus, isso sempre termina em lágrimas".


A terceira faixa do EP, "Song Of The Future" (Canção do futuro, na tradução) é uma homenagem ao movimento "Woman, Life, Freedom" (Mulher, Vida, Liberdade) no Irã.


A quarta faixa, "Wildpeace" (Paz Selvagem, na tradução) na verdade não é uma canção de fato mas sim uma espécie de interlúdio no meio do EP com palavra falada, ou seja, uma spoken word. Trata-se de um poema do poeta israelense Yehuda Amichai, que é lido pela cantora Adeola em cima de uma ambientação criada pelo U2 em parceria com o produtor Jacknife Lee.


A quinta faixa, "One Life At a Time" (Uma vida de cada vez, na tradução), é dedicada ao professor e ativista palestino Awdah Hathaleen, morto por um colono israelense na Cisjordânia em 2025.


A sexta e última faixa desse EP, "Yours Eternally" (Eternamente seu, na tradução) é uma parceria do U2 com o cantor britânico Ed Sheeran e Taras Topolia, que faz parte da banda ucraniana Antytila e lutou na linha de frente da guerra com a Rússia.


CONSIDERAÇÕES SOBRE DAYS OF ASH...

É um EP surpreendente do começo ao fim. Me faz lembrar muito do U2 dos primeiros álbuns pela sonoridade - para quem nunca ouviu, escutem os três primeiros álbuns lançados pela banda: Boy (1980), October (1981) e War (1983). Vocês vão entender do que estou falando e vão se surpreender também.






sábado, 7 de junho de 2025

Resenha do documentário “Bono: Histórias de Surrender” (Apple TV)

Um dos meus assuntos favoritos na vida: U2! Minha banda do coração, a banda da minha história de vida e que até tenho tatuada na pele (é uma frase da música The Fly, uma das primeiras que escutei desde que me entendo por gente e que mais me impactaram). E no último dia 30 de maio, foi lançado pela Apple TV o documentário "Bono - Stories Of Surrender", uma jornada íntima pela vida e músicas pelo ponto de vista do vocalista do U2.


Por que assistir “Bono: Histórias de Surrender”?


Se você é como eu, fã de U2, uma pessoa apaixonada por biografias inspiradoras ou gosta de assistir documentários impactantes"Bono: Stories Of Surrender" (em português: "Bono: Histórias de Surrender") é uma escolha imperdível, pois mergulha fundo na alma, na criatividade e na trajetória de Paul David Hewson, um irlandês baixinho de 65 anos de idade que se tornou conhecido no mundo do Rock and Roll entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980 através de sua música, banda, ativismo e um apelido, que é sua marca registrada: Bono.

Um show solo e íntimo: Bono e sua biografia em cena


Em seu "show de um quarto" (pois se apresentava sozinho, sem seus três companheiros de banda e vida), Bono começa a contar sua história destacando momentos do que escreveu no livro, abrindo com um fato dramático de 2016 – ou um "começo dramático que poderia ter se tornado um final dramático". O cara que nasceu com um coração excêntrico, passou por uma cirurgia delicada em Nova Iorque em que poderia ter morrido.

Em seu "show de um quarto" (pois se apresentava sozinho, sem seus três companheiros de banda e vida), Bono começa a contar sua história destacando momentos do que escreveu no livro, abrindo com um fato dramático de 2016 - ou um "começo dramático que poderia ter se tornado um final dramático". O cara que nasceu com um coração excêntrico, passou por uma cirurgia delicada em Nova Iorque em que poderia ter morrido.

Relações familiares e emoções profundas


Ao som de hits que foram reeditados para esse show da turnê de seu livro e acompanhado do DJ e produtor Jacknife Lee e de duas musicistas brilhantes Kate Ellis e Gemma Doherty, vemos como Bono conta a história de sua vida e nos leva para dentro de sua ambição, sua paixão, sua celebridade, sua caridade e seus demônios familiares. Tudo isso com um tom melodramático de quem ouviu de sua mãe, Iris Hewson, que morreu quando ele tinha apenas 14 anos, que ele estava "fazendo um show".


Quem leu a biografia "Stories Of Surrender - 40 songs, one story", vai reconhecendo cada momento do show e como cada música vai se encaixando com os momentos contados por Bono. E Bono é um ótimo contador de histórias, assim como o showman que todos conhecem. Dos problemas complicados com o seu pai após a morte de sua mãe – que se tornou um assunto proibido em casa – ao primeiro encontro com sua esposa no colegial e sua entrada no U2, que ocorreram na mesma semana – Bono conta sua vida de uma maneira única e até mesmo com aquela peculiaridade e humor bem irlandeses.

Da criação do futuro primeiro hit do U2, e alguns detalhes sobre a banda que são contados, mas não é o grande foco dessa história e sim o relacionamento de Bono com seu próprio pai, Bob Hewson – a maneira como eles tomavam um drinque, uma vez por semana, no mesmo pub e simplesmente ficavam sentados ali sem dizer nada, com seu pai iniciando o processo com a pergunta ritual: "Então, algo estranho ou surpreendente?". Quando Bono fala sobre tentar impressionar seu pai com o fato de Luciano Pavarotti"o maior cantor do mundo", ter procurado o U2 para colaborar com eles, você ouve um eco do quanto ele ainda está tentando provar seu valor ao velho. E a jornada que Bono percorre para fazer isso, e para se livrar disso, é ferozdespreocupada e comovente. Você vê que Bono é alguém que, em sua luta para aceitar a natureza lamentavelmente falha do amor de seu pai, alcançou um autoconhecimento completo.

Reflexões sobre fama, ativismo e hipocrisia


Há uma outra questão que aparece nesse show: Bono confronta a questão que muitos levantaram sobre ele, a respeito da face pública de seu ativismo e filantropia — toda a imagem que ele cultivou como uma espécie de salvador dos oprimidos. Ele mesmo levanta a questão chave: ele é um astro do rock superprivilegiado, com todas as vantagens e armadilhas que vêm com isso, interpretando o papel de um santo que está fazendo algo pelos outros? Ele admite que sim. 

O cantor admite ser "um hipócrita", mas então ele a descarta, basicamente dizendo: E daí? O que importa, ele diz, não são os motivos, mas os resultados. No final, diz Bono, quem se importa se ele é um hipócrita? Ao arrecadar milhões de dólares para causas como a fome na África, ele está fazendo o que pode. Sua própria hipocrisia não precisa ser tão central. Mas aqui, de fato, está o problema com isso. 

Bono fez uma quantidade tremenda de bom trabalho. Ninguém precisa criticá-lo porque ele também é um astro do rock rico e mimado. Mas o argumento contra esse tipo de filantropia é que alguém como Bono, ao elevar o "cuidado" a um tipo de ação performática, ajudou a mudar a própria definição do que significa se importar.

Quando fazer o bem aos outros se torna uma projeção da sua própria imagem, transforma toda a cultura em algo performático. Isso dilui o significado da compaixão. E quando isso acontece, não são apenas os "motivos" que são confundidosOs resultados também.

Conclusão: uma jornada emocional e musical


Assistindo a "Stories of Surrender", você sai sabendo muito sobre Bono, sentindo como se tivesse tocado um pouco a alma dele, e isso é, em geral, uma jornada cativante. Mas você nunca se convence de que ele está em uma missão maior do que a música de si mesmoDestaque para ele cantando ópera no final do show e os pós créditos com uma versão de "The Showman" (do álbum Songs Of Experience") que dá vontade de curtir junto e até estalar os dedos no ritmo da canção.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

U2 de graça em Copacabana? Acho muito IMPROVÁVEL.

 


Quem me conhece, sabe que eu sou fã do U2. Fã de verdade, daquelas que conhece muita coisa da banda, além das músicas, tem coleção de coisas relacionadas e até tatuagem (uma frase da música The Fly, uma de minhas favoritas). Sou daquelas fãs que se empolga com coisas legais que a banda faz, mas que critica também o que não é legal.

Estou escrevendo esse texto com MINHA HUMILDE OPINIÃO de fã em MEU BLOG, sobre um assunto que vira e mexe aparece na mídia: a possibilidade da banda ser atração nos próximos anos do projeto "Todo Mundo no Rio", que traz grandes artistas pra tocarem de graça na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Sinceramente: pode o Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro) querer, a mídia anunciar loucamente e até alguns que se dizem fãs festejarem. Mas quem é fã de verdade, que conhece toda a história da banda no geral e os relatos de tudo o que ocorreu com eles no Brasil ao longo dos anos, sabe que é IMPROVÁVEL da banda aceitar participar disso. E digo improvável pra não dizer impossível, porque vai que dá uns "05 minutos" neles...

PORQUE É IMPROVÁVEL DO U2 ACEITAR SER ATRAÇÃO DO "TODO MUNDO NO RIO"?


1 - Show de 1998

O U2 veio fazer shows no Brasil em 04 ocasiões: 1998 (Turnê PopMart), 2006 (Turnê Vertigo), 2011 (Turnê 360º) e 2017 (Turnê The Joshua Tree - 30 Anos). Nessas quatro vezes, apenas em 1998 eles tocaram no Rio de Janeiro e São Paulo, todos os shows seguintes foram na capital paulista apenas.

Há vários relatos na internet, de quem viveu aquele show de 98 no Rio, que foi um verdadeiro caos, a ponto de ter deixado um verdadeiro trauma na banda. Praticamente encima da hora, trocaram o show que ocorreu em 27 de janeiro de 1998 do estádio do Morumbi para o Autódromo de Jacarepaguá. Não vou entrar em detalhes desse episódio, só dar um Google que vocês encontram.

Além disso, teve patrocinadora do show que usou uma banda cover se passando pelos integrantes, SEM AUTORIZAÇÃO DA BANDA. E outras situações bem tensas que causariam um trauma no U2, a ponto que aconteceram até processos judiciais. Em 2000, eles até retornaram ao Rio, mas para uma promotour (divulgação e um show fechado nos estúdios do programa Fantástico, da TV Globo), para a divulgação do álbum "All That You Can't Leave Behind". Durante essa estadia na cidade maravilhosa, gravaram o videoclipe de "Walk On". 

Nos anos de 2006 (com a Vertigo Tour), 2011 (com a 360º Tour) e 2017 (com a The Joshua Tree Tour 30 anos), eles retornaram com shows no Brasil, exclusivamente na cidade de São Paulo, com shows no Estádio do Morumbi. Inclusive eu tive a chance de assitir eles nas duas últimas turnês e que shows, meus amigos. QUE SHOWS! Em 2017, enquanto aconteciam os shows em São Paulo, eles deram um "pulo" no Rio de Janeiro para participar do casamento do empresário da banda, Guy Oseary, cuja cerimônia aconteceu aos pés do Cristo Redentor e a recepção foi na casa dos apresentadores Angélica e Luciano Huck.

2 - Show do U2 sem ser em turnê da banda?!

Sou uma pessoa que gosta de pesquisar muitas coisas sobre as bandas e artistas que gosto, principalmente sobre o U2. E todas as vezes que houve shows do U2 ao longo dos quase 50 anos de existência da banda - sim, ano que vem será o ano dos 50 anos de existência do U2 - sempre foram em turnês ou residências (como foi o caso da série de shows que inauguraram a The Sphere em Las Vegas). Raramente houve shows em festivais ao longo de todo esse tempo. E no caso dos shows em turnês, nunca houve uma "apresentação única" em um país só.

E já é de conhecimento de todos na internet que uma das cláusulas de contrato do show que é realizado nas areias de Copacabana, o "todo mundo no Rio", é que o artista é proibido de fazer shows em outras cidades do Brasil e países da América do Sul para que o público venha ao Rio de Janeiro para ver o artista. DUVIDO DEMAIS que o U2 venha para cá, com toda a estrutura e tal, para fazer apenas um show em um continente. 

3 - A questão do "Dinheiro Público"

OK, a maior parte do dinheiro que vai para o Todo Mundo no Rio é da iniciativa privada, através de patrocinadores e tal. Eu sei disso. Mas não dá pra negar que há o uso de dinheiro público, que vai pra segurança do povo que vai pro show e outras coisas, como acontece em qualquer cidade do país em qualquer show "gratuito". Mas conhecendo a história da banda, seu envolvimento politizado e de causas sociais - em especial do vocalista Bono - eu também duvido que eles aceitem participar disso caso chegue ao conhecimento deles o uso do dinheiro do governo estadual do Rio.

4 - Pode dar uns "05 minutos" na banda e eles virem? Até pode, mas acho improvável.

Meu post fala de algumas causas que eu acho difícil do U2 vir. Quem me acompanha no Instagram, até viu uns stories que fiz quando os boatos de que estava certo da banda vir apareceram, disse tudo isso que estava escrito e muito mais. Em uma entrevista recente ao jornal O Globo, o guitarrista The Edge nem tinha conhecimento da possibilidade deles virem tocar no Rio. Se o guitarrista não sabia, como está certo da banda vir em 2026?! Alguém me explica isso?!

Claro, pode dar uns "05 minutos" nos irlandeses e eles aceitarem vir tocar de graça no Rio de Janeiro, nesse projeto do Todo Mundo no Rio. Pode acontecer sim. Mas como fã que conhece a banda de verdade, sinceramente, eu acho muito improvável que aconteça. Então gente, vamos ficar ligados nesses boatos e clickbaits que surgem nas redes sociais. Uma dica: Se não foi divulgado pelos canais oficiais do U2, então não é verdade, por mais que o Eduardo Paes queira.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dica Musical: DVD Deus é Deus e Vice-Versa


Comemorando 10 anos de carreira, a banda de hardcore católico The Flanders lançou em 2011 o DVD “Deus é Deus e Vice-Versa”,pela gravadora Codimuc. Entre sucessos da banda, a inédita “Sempre” e participações especiais, a banda entra nessa nova fase com uma força inovadora ainda maior e deixa ainda mais clara a sua missão: levar a palavra de Deus às pessoas através de seu rock contagiante. Confira abaixo o nosso “faixa-a-faixa” do DVD (algo tradicional da nossa coluna) e uma entrevista bem legal com o Tchelão, vocalista do The Flanders.

O Show, gravado em Campinas (São Paulo) começa com a contagiante“Alice”, do CD “Reverso”. Logo depois, os sucessos “Beleza Interior”, “Barata Cascuda” e “Atiraram o pau no gato”. Letras irreverentes com mensagens legais que chegam aos jovens é marca registrada do grupo…“Tio Zé” é mais uma música que está no DVD que segue o estilo. Já em “Demasia” (com participação especial do Jonny, vocalista da banda Via33), uma frase em particular chamou demais a minha atenção quando escutei: “Os sentimentos bons não morrerão em mim…” – Isso é o que toda pessoa deveria fazer, pois os bons sentimentos são capazes de mover montanhas.

Logo em seguida, no show, a banda faz um medley com as músicas “A Festinha / Pamonha de Piracicaba / O Alienígena / Diolinda”. Depois, “Vinde a Mim”. Outra participação especial do DVD, Marcelo Mancini (vocalista da banda Strike) divide os vocais com Tchelão na música “Lembranças”, no qual Mancini também participou na versão que está no CD Reverso. Em “respostas”, a banda fala que apenas Deus pode fazer a gente viver algo diferente e nos tornar melhores…só Deus chega ao nosso coração com todas as respostas das dúvidas que adquirimos durante a vida. “Mais perto de você” é uma forma de dizer o quanto dependemos do amor do nosso Pai do Céu. Logo depois, vem “Ao Acordar” e “Música Calma para Ouvidos Sensíveis”. A música inédita “Sempre” mostra que Deus sempre está com a gente…essa música mexeu demais comigo, em especial nesse trecho: “…E o teu olhar me fez acreditar/que lá dentro de mim ainda existe um lugar/longe dos medos sem as marcas./Pois só você me faz entender/Que não importa, o que digam pois eu sei/que nos momentos mais difíceis, você sempre esteve aqui…”.

Já na parte final do show, vem “Abril”, “Tudo”. Já em “Medley/Medley 2″, pra quem não percebeu são canções que são “clássicas” na música católica em formato hardcore, como: “Amar como Jesus amou, pensar como Jesus Pensou…” e “Mãezinha do Céu, eu não sei rezar…” entre outras. O Gran finale do show que está no DVD vem com “Hugo Losão”, “Reverso” e “Santo Anjo” (uma das minhas favoritas desde que conheci o trabalho do The Flanders). Energia, Musicalidade e Espiritualidade – essas três palavras resumem o DVD “Deus é Deus e vice-versa” pra quem assiste, assim como é o The Flanders pra quem vê a banda ao vivo. E pra quem não sabe, ainda tem a participação do Francis Botene (tecladista do Anjos de Resgate) que participou de quase todas as músicas e, segundo a banda, ajudou com os arranjos das músicas acústicas.

Agora, com vocês…uma entrevista bem bacana que fizemos com o Tchelão, vocalista do The Flanders.



PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Como que foi o processo que deu origem ao DVD?

TCHELÃO: Foi bem natural, pois a banda acabara de completar 10 anos e queríamos muito dar um presente especial aos fãs. Por isso pensamos em um DVD, já que havíamos lançado a pouco tempo o CD “Reverso” e a intenção era mostrar à todos que ainda não haviam assistido um show do Flanders toda energia da banda ao vivo. Colocamos essa idéia nas mãos de Deus, rezamos, ensaiamos, mas não tínhamos dinheiro…rs! Foi aí que pintou a Codimuc (gravadora na qual já havíamos lançado nossos dois primeiros CDs) e tudo aconteceu.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Porque o nome “Deus é Deus e vice-versa”?

TCHELÃO: Foi uma idéia da Lize Borba (diretora do DVD), resgatando uma frase que usamos no final do primeiro CD. Muitas pessoas tentam explicar o que é Deus e nossa idéia foi mostrar que Ele é apenas DEUS… é tudo! “Eu sou aquele que é”.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Como foi a escolha das músicas que entraram para o DVD?

TCHELÃO: Colocamos as músicas mais pedidas pelos fãs. Fizemos algumas enquetes e depois nos reunimos para escolher. Foi um consenso.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Quais foram as expectativas e as emoções que vocês sentiram no dia da gravação?

TCHELÃO: Muitas emoções (como diria Roberto Carlos…rs). Não tínhamos muita experiência em gravar DVD e podemos dizer que não foi tão fácil. Tivemos muitos problemas técnicos no dia da gravação, mas com a graça de Deus tudo foi superado e o resultado está aí. Fora isso, você chegar no local e ver toda aquela galera, de vários estados, com bandeiras, faixas, etc… tocou muito nosso coração.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: E quais foram as participações especiais nesse DVD? Porque da escolha de cada uma?

TCHELÃO: Francis Botene (tecladista do Anjos de Resgate) sempre foi um músico muito admirado por todos na banda e ele nos ajudou muito em alguns arranjos, principalmente nas músicas acústicas, Jonny (Via 33), amigo de estrada, nós o escolhemos para representar o Via 33 que é uma banda pareceira e que também curtimos muito e o Marcelo Mancini (Strike) que já havia gravado com a gente no CD Reverso e é um cara super humilde que admiramos muito também.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: O DVD tem características diferenciadas e inovadoras em relação a outros DVDs de música católica. Vocês poderiam comentar sobre isso?

TCHELÃO: Eu e o Coelho, tivemos uma reunião com a Lize Borba para ver como estava ficando a finalização do trabalho e sentimos a necessidade de radicalizar. Demos toda liberdade a ela para que fizesse coisas bem diferentes do convencional na hora da edição. Talvez por isso tenha demorado tanto para ficar pronto…rs, mas acho que o resultado valeu a pena.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Nesses 10 anos, vocês devem ter presenciado histórias de fãs que mudaram o seu jeito de pensar, agir, e que tiveram uma mudança de vida, em especial com relação a fé. Teve alguma que mais emocionou vocês?

TCHELÃO: Temos muitas, principalmente de jovens, mas até hoje a que mais me emociona é de um pai de família que sentiu o amor de Deus através de uma música (Ao acordar) e desistiu do suicídio.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Quais os próximos planos do The Flanders para esse resto do ano de 2011?

TCHELÃO: Fazer o lançamento oficial do DVD que também será algo inédito na música católica, tocar muito e levar essa mensagem para o maior número possível de pessoas.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Vocês podem deixar uma mensagem para os internautas que acessam o Portal Católicos da Via Lumina?

TCHELÃO: Não deixem nunca de acreditar que Deus está ao seu lado, olhando por você, cuidando de você e nos momentos mais difíceis é com Ele que você pode contar. Obrigado a todos pelo carinho de vocês. Vocês fazem o The Flanders! Thanxxxx!

Por: Juliana Menegussi - Portal Católicos - 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Resenha: CD “Jardim Secreto” (Adriana Arydes)

 

Aproveitando que está chegando o show Ágape Fest, no qual a Via Lumina é um dos apoiadores do evento, o “Dica Musical” de hoje é sobre o CD “Jardim Secreto”, da cantora católica Adriana Arydes (a atração musical do evento).

Como dizem, “o tempo de Deus não é igual ao nosso”. Dois anos do último Ao Vivo,em 2009 Adriana lança Jardim Secreto, quarto CD novamente pela Paulinas-COMEP, “gravado em um tempo muito especial (a quaresma)”, sexto de sua carreira. 
 
Nestas canções de adoração, louvor, cura e fé, as letras falam do abandono em Deus, da importância do outro, do cotidiano, da busca incessante, de espiritualidade… “A experiência com Deus que espero transmitir com minha música acontece primeiro em mim”, garante a cantora, que ganhou discos de ouro em todos seus álbuns anteriores.

Misturas nos ritmos marcam as treze composições, doze delas de autoria dos amigos Pe. Fábio de Melo, Anderson Freire, Walmir Alencar, Rodrigo Pires, Adelso Freire, Aretusa, Dirceu Freire, Italo Villar, Arnóbio Moreira e Dalvimar Gallo. Esta variedade de estilos, somada à composição própria de Adriana, resultou num repertório rico em conteúdo e musicalmente diversificado.

Jardim Secreto reflete, segundo a cantora, o momento dela e, quiçá, do mundo: nunca desistir de lutar e fazer a diferença sempre. “Muito mais que vender discos, espero que minha música alcance o coração das pessoas, como um canal limpo de evangelização”. 
 
Dirigido pelos produtores musicais Adelso Freire e Val Martins, que assinam também os arranjos (em uma faixa, com Rodrigo Pires), o álbum tem participação especial de Eliana Ribeiro (Canção Nova), Adelso Freire (Banda Giom) e de integrantes do Grupo Yahoo (Val Martins, Marcelão e Sérgio Melo, Adson Sodré e Sérgio Knust e Zé Henrique). E então, quer saber o significado de cada música desse belíssimo álbum? É só continuar lendo esse post aqui.

Na faixa que abre o disco, “Teu Milagre”, a cantora canta uma frase da canção que, creio eu, que seja enfática a todo cristão em relação À Deus: Quando eu penso que sei/Me surpreendo outra vez/Com teu milagre, ó amado Deus! – assim como na canção “Eu quero mais de ti”, que é uma canção que fala de queremos e buscarmos a Deus cada vez mais.

Em “Tocar em Tuas Vestes”, Adriana divide os vocais com Eliana Ribeiro (Comunidade Canção Nova) em uma das mais lindas canções que falam sobre como Deus pode nos curar quando nós o queremos conosco. Essa mesma temática segue em “Só a tua graça” e em “motivos para recomeçar” que também fala sobre como nossa fé em Jesus Cristo nos faz esquecer da nossa velha vida e nos faz querer recomeçar.

“Eu sou um jardim guardado em Deus/Regado com seu amor/Entre os milhões me separou/E pelo nome me chamou” – A canção “Eu sou um jardim”, sexta faixa do álbum, fala sobre como nós somos amados, cuidados e escolhidos por Deus durante a nossa vida para diversas situações. E em “Maior em Deus” mostra que nem sempre o que pensamos que é o melhor para nós, é o que Deus quer pra nossa vida. Nós passaremos por várias coisas, boas e ruins, mas sempre essas experiências nos mostrarão que Deus é maior que tudo e o que aconteceu será mais um motivo de o quanto precisaremos dele.

“Teu Amor é Maior” e “O Deus do Amor” falam sobre esse amor imenso que tanto queremos e sempre buscamos. A canção “Contigo é bem melhor” fala sobre como a nossa vida com Deus é muito melhor. “Meu Viver” e “Te engrandecer” falam do amor de Deus por nós e de como sempre temos que exaltar esse amor, um amor que foi pregado em uma cruz para nos salvar dos nossos males. Esse amor chamado Jesus Cristo.

Fechando o álbum, temos a canção “Voar em Tuas Asas”. Eu (como fã do estilo Pop Rock) assumo que essa é a minha favorita de todo o álbum e a letra é um “mix” de vários assuntos que, no final, levam a uma direção: a de que “esperando em Deus” tudo dará certo, mesmo com todos os empecilhos que possam aparecer no caminho.

Esse álbum da Adriana é pra ser ouvido em todos os momentos, dentro e fora da Igreja. É o mais recente trabalho da cantora católica que, nesse ano, lançará um novo álbum de inéditas, chamado “Coisas Que Vivi”. E dia 22 de outubro, às 19 horas, no Colégio São Miguel Arcanjo (São Paulo), esperamos vocês pra ver essa fera da música católica ao vivo no Ágape Fest 2011! =)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resenha: DVD Horizonte Vivo Distante - Rosa de Saron



Aqui no Portal Católico, vamos inaugurar uma coluna quinzenal chamada “Dica Musical”, faremos uma seleção com resenhas de diversos CDs e DVDs musicais lançados pelos artistas católicos. E pra começar, segue para vocês a resenha do DVD “Horizonte Vivo Distante”, da banda Rosa de Saron.

No dia 10 de setembro de 2010, a banda Rosa de Saron, uma das mais conhecidas bandas de rock católico do Brasil, gravou seu segundo DVD, denominado “Horizonte Vivo Distante” no HSBC Music Hall (Antigo Tom Brasil), em São Paulo. Para quem estava na gravação desse DVD (como eu mesma) foi uma noite de muitas surpresas, fatos que são constatados também por quem assiste o DVD em seu próprio lar.

Entre músicas do então recente trabalho “Horizonte Distante” (lançado em 2009 pela Som Livre), Clássicos conhecidos da banda, regravações e músicas inéditas, o Rosa de Saron empolga a todos que vão aos shows, independente da idade e da religião (pois, além dos católicos, suas músicas conseguem chamar a atenção de públicos de outros credos).

Ao começar o show naquela noite, a energia do público pode ser notada desde a primeira música, “O Sol da Meia Noite”, aonde os fãs cantavam com uma força e uma alegria o refrão “É Deus que te faz entender toda a poesia…”, algo que foi realmente lindo de se ver. Alegria essa, que continuou nas duas músicas seguintes, os clássicos “Tudo o que é meu” e “Muitos Choram” – que, durante a música, passou um clipe animado com os integrantes da banda tocando a canção que foi muito bom de ver. Na 4ª canção da noite, a primeira das inéditas chamada “Projecto Juno” – o vocalista Guilherme de Sá faz aquela brincadeira de “eu faço e vocês repetem” que animou o público presente no HSBC.

Logo após, uma sequência de músicas do CD “Horizonte Distante” pra delírio de quem esteve presente nas gravações e pra quem viu o show no DVD: “Na Chuva ao Fim da Tarde”, “Mesma Brisa” (aonde o solo de guitarra de Eduardo Faro empolgou a galera), “Mais que um mero poema” – música que fala da realidade assustadora do mundo atual, tal qual as imagens do telão, tiradas do documentário “Falcão – Meninos do Tráfico”; “Menos de Um Segundo” – música que fala sobre a perda de pessoas que amamos e a esperança de reencontrá-las. A banda montou um vídeo colaborativo com os fãs com fotos dos fãs com essas pessoas amadas que estão no céu.

Outra surpresa para os fãs que estiveram presentes na gravação do DVD foi durante a música “Folhas do Chão”. Quem esteve no HSBC naquele dia se empolgou com a nova versão da música, que continha no meio um trecho da canção “With Or Without You”, da banda U2. Mas infelizmente, os irlandeses não autorizaram o uso da música no DVD, por isso quem assiste o DVD acaba vendo uma versão editada de Folhas do Chão, como se fosse a versão original do CD “Horizonte Distante”. Mas a banda continua a tocar a nova versão nos shows pelo Brasil.

Logo após, Guilherme de Sá anuncia a próxima canção: “Essa música não é nossa, mas a gente gostaria que fosse”. Bastou isso para que os primeiros acordes de “Mais Uma Vez”, canção conhecida na voz de Renato Russo e da banda 14 Bis fizesse o público cantar mais forte ainda. Depois, em um momento “voz e violão”, Guilherme e Eduardo no palco cantam a clássica “Sem Você” em seguida a inédita “Meu Abandono”.

Única participação especial desse DVD, o cantor Maurício Manieri junta-se ao Rosa de Saron para cantar uma música da banda que ficou conhecida em outro DVD da banda, o “Acústico e Ao Vivo” (2008): Rara Calma. Para quem estranhou a presença de Maurício no show se perguntando “O Que tem a ver Maurício Manieri com Rosa de Saron?” se surpreendeu muito com a participação dele na música.



“Minha Triste Imperfeição” vem logo após e anima os fãs da banda em um clima mais intimista. Depois, mais uma surpresa: “Além do Meu Jardim”, belíssima música originalmente do álbum “Casa dos Espelhos” (2005) e que nunca tinha sido tocada ao vivo pela banda, empolga ainda mais a todos os presentes. Em um momento belíssimo de oração, o baixista e fundador da banda, Rogério Feltrin, faz uma pregação sobre a importância de Deus nas nossas vidas: sobre o amor Dele por nós e como isso é algo que devemos levar para nossas vidas, emocionando todo o público que cantou junto com a banda “Real em Mim”, música inédita que a banda liberou na internet para os fãs dias antes da gravação para que todos os presentes cantassem junto com eles. Logo em seguida, emendada na música começa “Parusia”, do CD “Depois do Inverno” (2002) que ganhou uma nova roupagem.

O fato a seguir não entrou na versão do DVD, mas quem esteve na gravação teve a oportunidade de assistir: foi passado em um telão um vídeo com o discurso do ativista Martin Luther King falando sobre o “sonho de liberdade” – sonho que, naquela época, nos EUA, o “Apartheid” disfarçado que existia alí chegasse ao fim e que ninguém mais sofreria por causa de sua cor de pele. Nas palavras do próprio MLK: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”. No fim deste vídeo a banda volta ao palco e canta outra música inédita – “Liberdade”. Logo após, mais duas músicas conhecidas da banda: “Invisível” (que, no final da música, teve um show particular do baterista Grevão, em um solo espetacular) e “Lembranças”.

Chegando a parte final do DVD, a última música inédita daquela noite: “Mais Além”, uma canção que fala sobre a busca da nossa fé que, muitas vezes, acabamos perdendo por causa das coisas que acontecem no nosso dia-a-dia e, quando acontecem coisas que não esperamos, acabávamos nos perguntando “Onde está minha fé e o que ela me dava?”. Mesmo assim, sempre tentamos buscar acreditar em algo para não enlouquecer, pois a nossa fé não nos deixa loucos, ou como diz em um verso dessa música: “sem perder a razão ela me transformava”. Enquanto a banda toca essa música, o público brincava com bolas brancas gigantes. Era até difícil saber o que fazer naquela hora: olhar pra banda, cantar ou ficar jogando as bolas quando elas iam na sua direção (risos).

Fechando o show, a música mais conhecida da história da banda: Do Alto da Pedra. Nem preciso dizer o quanto que o público presente deu um show cantando junto toda a canção. A banda sai do palco, mas os fãs não se contém e começam a gritar em coro “A Saideira! A Saideira!”. Foi o que bastou pro Rosa de Saron voltar ao palco e tocar a última música, “Velhos Outonos”, com direito a trecho inicial a capella em inglês pelo Guilherme. A música, parte cantada e parte recitada por diversas pessoas em um vídeo, fechou o DVD com chave de ouro e assim, um a um, os integrantes saem do palco enquanto o público dá um show final cantando os versos em inglês da canção: “I can trust you, I can see. I can try, I can feel it. Cause tomorrow will be better,we must believe it”.

Um show empolgante, digno de quem realmente sabe fazer música e sabe como chamar a atenção de seu público. Isso, o Rosa de Saron faz com maestria e qualidade excepcional. Um show realmente emocionante, que leva Deus a todas as pessoas (em especial, aos jovens) de forma única e especial.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Esquete “Lifehouse – Everything”



Por: Juliana Menegussi - Portal Católicos (Via Lumina) - 2011

Um vídeo feito por uma igreja cristã nos Estados Unidos, em 2006, e colocado no youtube sem grandes pretensões, a peça teatral “Lifehouse’s Everything Skit” se tornou um verdadeiro fenômeno na internet, com 17.729.203 de visualizações e mais de 32 mil comentários de todos os países do mundo (até o presente momento), além de ter ‘vídeos-paródias’ feitos por igrejas católicas e protestantes de vários países. Mas afinal, qual é o segredo do sucesso dessa peça?

O “Lifehouse Everything Skit”, realizado pela Missão Baltimore com música da banda Lifehouse (cujos integrantes já disseram em entrevistas que, por mais que todos eles fossem cristãos…a banda em si e nem as suas músicas são de conteúdo cristão/religioso/gospel), tem comovido o coração e a alma da América (e diversos países). Seu “gancho” é cativar as pessoas pelo anseio de um Salvador misericordioso e afetuoso.

A esquete foi apresentada originalmente em 2006 durante o festival de inverno “Smoky Mountain Winterfest” em Knoxville, Tennessee (EUA). O público era de 30 mil pessoas por noite naquela arena e desde então o impacto tem sido profundo através da mensagem do Reino de Deus. Mas, qual é a mensagem principal desse esquete?

O drama é focado na batalha espiritual sendo travada por nossas almas. No início da esquete a jovem vive na pura alegria e inocência de encontrar seu primeiro amor em Jesus, enquanto Ele lhe mostra todas as coisas maravilhosas que tem feito e tem para ela. Mas esse momento feliz é manchado por distrações aparentemente inofensivas, que se transformam em tentações e, finalmente, em pecado mortal.

As forças espirituais começam seu ataque incessante a jovem, que tira os olhos de Jesus e coloca-os no mundo. Ela se encontra derrotada por todos os vícios feitos para se tornar atraente na vida: a impureza sexual, cobiça por dinheiro, bebedeira, bulimia, suicídio…

As mentiras que tem sido ditas sobre a sua inutilidade e incapacidade de estar a altura a levam a entrar em depressão, tentando o suicídio e, finalmente, a um desespero que a leva a procurar mais uma vez, seu primeiro amor. Somente após atingir o fundo do poço ela lembra a verdadeira fonte de sua alegria – o relacionamento com Cristo.

Mas ela não está sozinha na luta para recuperar a vida abundante que Jesus lhe deu. Incapaz de se defender do ataque do inimigo espiritual por conta própria, ela coloca os olhos em Jesus, que está à espera de seu chamado para ajudar.

Ansioso para entrar e batalhar por Sua noiva, Jesus combate e derrota os agressores demoníacos que estão diante dela. Somos lembrados de que Cristo já venceu a batalha por nossas almas na cruz, e que nós temos a vitória sobre os nossos pecados através da nossa esperança e redenção em Jesus.

O texto de I João 4:4 diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”.



Por causa de todo o sucesso que essa peça teatral teve, apareceram no youtube milhares de vídeos parecidos com o original, criados por grupos de jovens de igrejas católicas (como o vídeo acima, feito pelo Grupo de Jovens “Segue-Me”, da paróquia São Carlos Borromeu – Vila Prudente – São Paulo) e de outras denominações cristãs. Além disso, a história da peça e da música inspiraram um diretor de audiovisual nos Estados Unidos a criar um video-clipe da música inspirada na peça.



“Vendo a fé que tinham, disse Jesus: Meu amigo, os teus pecados te são perdoados”. (Lucas 5,20)

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Propaganda + Internet + Música = Novos Sucessos

Propaganda + Internet + Música = Novos Sucessos

A importância da propaganda e da internet para o sucesso da nova geração da música brasileira.


Por: Juliana (Elephante Publicidade) - 2010

Até o final da década de 1990, quando um artista e/ou um grupo musical (independente do estilo tocado pelos mesmos) queria ter seu trabalho reconhecido pelas pessoas (especialmente aqui no Brasil), estes teriam que conseguir um contrato com uma boa gravadora e depois divulgar o seu trabalho em rádios e programas de televisão.

No início dos anos 2000, uma revolução musical começou, desde a forma como se escuta música (CD virou coisa de colecionador e o uso de aparelhos de mp3 e celulares com mp3 player se tornaram cada vez mais comuns entre as pessoas) até os novos “fenômenos musicais” vindos da internet, em especial das redes sociais.

Com a pirataria de CDs e DVDs e a disponibilidade fácil dos mesmos para download na internet, os músicos enxergaram na própria web uma forma de divulgar seu trabalho, novidades e shows de uma forma mais ampla e livre para alcançar o maior número de pessoas possível, seja em nível nacional, continental ou mundial.

E esse é um assunto que é discutido por vários músicos no Brasil e no resto do mundo. E, mesmo com opiniões diversificadas, em vários pontos eles entram em um acordo: a internet, como ferramenta de propaganda, os auxiliam na divulgação de seus trabalhos.

Para Juninho Afram, guitarrista do Oficina G3, “Precisa haver uma ordem, ou seja, a internet é o maior meio de divulgação, de propaganda pra qualquer músico ou pra qualquer tipo de expressão de arte. No entanto, hoje se não houver uma regulamentação, quer dizer…uma conscientização do usuário da internet, que ele deve consumir a música e que ele deve pagar por ela, vai acontecer, a longo prazo, a extinção de muitos trabalhos, de muitas gravadoras, e conseqüentemente a música, num todo, vai perder.” Para o músico, tem que haver uma espécie de “casamento” entre esses três elementos para que não haja um prejuízo na indústria musical.



Atualmente, mesmo com os casos de pirataria e downloads ilegais , a internet e a propaganda ajudam muito os músicos na divulgação de seus trabalhos. É o caso do cantor e compositor Luciano Nassyn, que foi integrante do grupo infantil “Trem da Alegria” na década de 80. Ele gravou o seu primeiro trabalho solo “Um Algo Além” em 2008 e já alcançou a marca de mais de 05 milhões de plays de suas músicas no Myspace – batendo o recorde sobre artistas como Cine, Fresno, Capital Inicial, entre outros. Luciano ainda aparece entre os 10 melhores artistas do TOP TVZ e o seu mais recente clipe da faixa-título “Um Algo Além” passou de 34 mil visualizações no youtube em apenas 15 dias e uma agenda lotada de shows com casa lotada em vários estados do país.

Luciano faz uso freqüente da internet da divulgação de seu trabalho (com perfis no Orkut, facebook, twitter, myspace, newsletters,entre outros) e falou da importância dessa interatividade para quem trabalha na área musical.

“É importante quando você tem uma obra de arte, seja em qual segmento for, mostrar para as pessoas. Esse feedback é primordial para saber se você deve continuar o que estás fazendo, ou partir para uma outra idéia. Acho importante todos os veículos de comunicações da internet, desde que não haja interferência de grandes redes e suas imposições em acessos e downloads”. diz o cantor,em uma opinião divergente da de Juninho Afram.



O fato é que as novas gerações já absorveram essa mudança de paradigma. Aos novos artistas a internet, como ferramenta de propaganda, não é apenas importante e sim indispensável, já as gravadoras terão de se adaptar a essa realidade o mais rápido possível, uma vez que mudar a forma como se houve e consome musica hoje em dia, bem como a inclusão digital cada vez maior, é impossível.