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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

U2 anuncia Carnaval De Luz: novo álbum marca os 50 anos da banda


O U2 faz aniversário e quem ganhou um presente fomos nós, os fãs! A banda escolheu a semana de seu 50º aniversário de formação para anunciar "Carnaval De Luz". O 16º álbum de estúdio da banda chega em 13 de novembro de 2026, pela Island Records, e será seu primeiro disco de material inédito em nove anos. O anúncio veio acompanhado de “Silencio”, nova música que já pode ser ouvida nas plataformas e ganhou videoclipe.

O que já sabemos sobre Carnaval De Luz


Produzido por Jacknife Lee, o álbum reúne 12 faixas inéditas. Segundo a apresentação oficial no U2.com, as canções abordam espiritualidade, amizade, liberdade e resistência em tempos difíceis. O trabalho nasceu do mesmo período criativo dos EPs Days of Ash e Easter Lily, lançados de surpresa no início de 2026.

O disco também reúne colaboradores conhecidos dos fãs: Brian Eno participa da composição e toca sintetizadores em três músicas; Martin Garrix divide a composição de “Glorify”; Daniel Lanois toca pedal steel em “Torn”; e Ryan Tedder assina produção adicional em “Silencio”. A faixa de encerramento, “Torn”, traz um dueto de Bono com a inesquecível cantora Dolly Parton.

O U2 anunciou versões em CD, vinil, download digital e edições limitadas. A pré-venda e o pré-save estão disponíveis nos canais oficiais da banda e no site da Universal Music Store Brasil. Inclusive já garanti o meu (eu gosto de ter a mídia física dos álbuns do U2, como fã que tem coleção da banda) e eu pretendo fazer vídeo de unboxing no meu canal do Youtube e nas redes sociais quando chegar.

“Silencio”: o novo single do U2



Lançada em 24 de setembro de 2026, “Silencio” é a segunda música divulgada de Carnaval De Luz. Com 2 minutos e 35 segundos, a faixa é descrita pela banda como uma homenagem à irreverência do surf punk. Seu videoclipe foi filmado na Cidade do México e dirigido pela dupla Cliqua, formada por Pasqual Gutiérrez e Raúl “RJ” Sanchez.

A primeira música apresentada do álbum foi “Street of Dreams”, lançada em julho. “Silencio” já está disponível nas plataformas digitais, enquanto o álbum completo permanece previsto para novembro.


As 12 músicas de Carnaval De Luz



  1. Go (Carnaval De Luz)

  2. La Reina

  3. Street Of Dreams

  4. The Mirror Maker (Rosalía)

  5. Superficiality

  6. If The World Is At War We Better Not Be

  7. Silencio

  8. The Greatest Show On Earth

  9. Glorify

  10. Midnight Sunshine

  11. Can't Stop Us Now

  12. Torn (Feat. Dolly Parton)

U2: 50 anos desde o bilhete de Larry Mullen Jr.


A história começou em 25 de setembro de 1976, quando Larry Mullen Jr. (então com 14 anos de idade) colocou no mural da escola Mount Temple, em Dublin, um bilhete procurando músicos para formar uma banda. Cinquenta anos depois, Larry, Bono, The Edge e Adam Clayton anunciam um novo capítulo dessa trajetória. Segundo o comunicado do grupo, o U2 chegará ao fim de 2026 com 24 músicas novas lançadas ao longo do ano.


Irlanda anuncia moeda comemorativa de €2 do U2



A música não é a única homenagem ao aniversário. O Banco Central da Irlanda anunciou uma moeda oficial de €2 dedicada aos 50 anos de formação do U2, com lançamento marcado para 25 de setembro de 2026. O comunicado informa que ela terá versões de coleção BU (brilhante não circulada) e Proof (acabamento especial) e será vendida pelo site Collector Coins.

Entre um álbum inédito, o lançamento de “Silencio” e a homenagem em moeda, os 50 anos do U2 estão sendo celebrados com novidades concretas. Agora, a próxima data no calendário dos fãs é 13 de novembro, quando Carnaval De Luz será lançado por completo.

E teve show onde tudo começou...


Na tarde dessa sexta feira, 25 de setembro, data em que se comemora os 50 anos de carreira do U2, eles resolveram fazer um show surpresa na Mount Temple Comprehensive School, em Dublin. Eles tocaram pouco depois das 14h, apresentando-se para alunos e funcionários da escola onde sua história começou.


Precedido pelo som, nos alto falantes de “School's out", de Alice Cooper, o U2 abriu o show com o primeiro grande sucesso de sua carreira, “I will follow”, e depois tocou “Vertigo”, “Beautiful day”, para surpresa de todos, “Out of control”, faixa do seu primeiro EP, “U2-3”, de 1979. 

No pequeno palco no pátio da escola, o U2 foi acompanhado por jovens músicos do projeto Music Generation for One. Dirigindo-se a eles, Bono refletiu sobre os primórdios da banda na Mount Temple e a comunidade ao redor da escola: ”Essa sensação de que talvez tudo o que precisávamos estivesse ao nosso redor, bem debaixo dos nossos pés, se conseguíssemos enxergar isso em nossos amigos, em nossos colegas de escola, em nossa comunidade.”

Depois, Bono acrescentou: “Esta ilha (a Irlanda) é cheia de canções, música e travessuras, e temos muito orgulho de sermos irlandeses.” O U2 também fez a primeira apresentação ao vivo de seu novo single, “Silencio”, lançado na quinta-feira. E encerrou o show com “With or without you”.

E um segundo show parou o centro de Dublin...


Mais tarde, a celebração tomou conta da Grafton Street. O U2 tocou da varanda do Bewley’s Café para uma multidão reunida na rua. O repertório percorreu diferentes fases da carreira, com músicas como “I Will Follow”, “Out of Control”, “One”, “With or Without You”, “Beautiful Day” e a recém-lançada “Silencio” (curiosidade aleatória: essa música tocou no repeat o final de semana todo no meu Spotify).

Os dois shows deram um sentido especial ao aniversário: o U2 voltou primeiro à escola ligada à sua origem e depois levou a comemoração aos fãs no coração de Dublin.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Easter Lily, na visão de uma fã da banda

E a minha banda do coração lança mais uma surpresa nesse ano de 2026, em plena sexta feira santa. Depois de "Days Of Ash", lançado em plena quarta feira de cinzas desse ano, o U2 lançou de surpresa hoje um novo EP, chamado "Easter Lily", com seis músicas inéditas, que funcionam como uma espécie de contraponto ao politicamente carregado EP anterior.

Intimista, espiritual e profundamente humano, Easter Lily apresenta um U2 disposto a falar sobre amizade, perda, fé e renovação sem transformar essas questões em respostas fáceis. Enquanto Days of Ash observava as crises do mundo exterior, Easter Lily volta o olhar para dentro. A pergunta central parece ser: onde encontrar forças quando tudo ao nosso redor transmite instabilidade, violência e desesperança?

Produzido por Jacknife Lee, o trabalho preserva características marcantes do U2 — guitarras atmosféricas, melodias expansivas e letras que procuram algum tipo de transcendência —, mas evita soar como uma simples repetição do passado. São composições que respiram, crescem gradualmente e deixam espaço para dúvidas, silêncios e fragilidades.

Qual é o significado de Easter Lily, do U2?

“Easter lily” é o nome em inglês do lírio-da-páscoa, flor tradicionalmente associada à pureza, ao renascimento e à ressurreição. Esses símbolos atravessam todo o EP.

Entretanto, o U2 não trata a fé como uma certeza confortável. As músicas discutem o que significa acreditar em alguma coisa quando a religião pode ser usada para dividir pessoas, quando os relacionamentos são pressionados pelas dificuldades e quando as imagens de guerras chegam diariamente pelas telas.

De acordo com a apresentação oficial publicada pelo U2, o projeto nasceu de perguntas pessoais sobre amizade, religião, rituais e a possibilidade de renovação. O resultado não é exatamente um disco religioso, mas uma obra sobre a busca humana por sentido.

LEIA TAMBÉM: "Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda"

Easter Lily: veja o faixa a faixa do novo EP dos irlandeses


1. “Song for Hal”


O EP começa com uma ausência. “Song for Hal” é uma homenagem ao produtor musical Hal Willner, amigo da banda que morreu em 2020 durante a pandemia de Covid-19.

A escolha de The Edge como vocalista principal torna a faixa ainda mais especial. Sua interpretação é contida e vulnerável, evitando qualquer excesso dramático. Em vez de transformar o luto em espetáculo, a música preserva a sensação íntima de uma conversa interrompida.

A sonoridade também estabelece o clima de Easter Lily. As guitarras criam uma paisagem melancólica, enquanto baixo, bateria e elementos eletrônicos avançam com delicadeza. É uma abertura sobre saudade, mas também sobre a forma como alguém continua presente depois de partir.

“Song for Hal” mostra que o U2 ainda consegue trabalhar com grandes sentimentos sem depender obrigatoriamente de grandes gestos. A emoção está justamente na contenção.

2. “In a Life”


Se a primeira música fala sobre perder um amigo, “In a Life” lembra por que as amizades precisam ser valorizadas enquanto ainda há tempo. É uma celebração dos vínculos que sobrevivem aos anos, às mudanças e às dificuldades.

Dentro da história do U2, esse tema ganha um significado adicional. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. atravessaram juntos quase cinco décadas de carreira, que serão completadas no dia 25 de setembro desse ano. Por isso, a canção pode ser entendida tanto como uma reflexão universal quanto como um diálogo entre os próprios integrantes.

Musicalmente, “In a Life” cresce aos poucos. A interpretação de Bono começa reflexiva e ganha intensidade conforme os instrumentos ampliam o alcance emocional da composição. O refrão recupera uma característica essencial do U2: a capacidade de transformar uma experiência pessoal em algo que parece pertencer a todos.

É uma das faixas mais emocionantes do EP porque reconhece uma verdade simples, frequentemente esquecida: nenhuma amizade deve ser tratada como garantida.

3. “Scars”


“Scars” muda a energia do disco. Com uma sonoridade mais pulsante e referências que remetem ao pós-punk, a faixa fala sobre aceitar as próprias marcas em vez de escondê-las.

As cicatrizes aparecem como evidências de sobrevivência, erros e experiências que ajudaram a construir uma identidade. A mensagem poderia facilmente cair em um discurso genérico de autoajuda, mas a banda acrescenta uma dimensão religiosa e política ao lembrar as feridas de Cristo — provocadas pela combinação entre o poder do Estado e a autoridade religiosa.

A produção mantém o equilíbrio entre o rock e a eletrônica. A guitarra de The Edge surge com textura e precisão, enquanto Adam Clayton e Larry Mullen Jr. criam uma base firme. Entre as seis músicas, “Scars” é uma das que mais claramente apontam para um U2 interessado em recuperar energia sem abandonar a experimentação.

É também a faixa mais direta de Easter Lily: não existe vida sem marcas, e fingir perfeição pode ser muito mais destrutivo do que assumir as próprias falhas.

4. “Resurrection Song”


Embora tenha sido lançada em 2026, “Resurrection Song” começou a nascer cerca de dez anos antes, a partir de uma demo desenvolvida por The Edge e Jacknife Lee. A ideia permaneceu guardada até encontrar sua forma definitiva com a participação de toda a banda.

O próprio U2 descreve a música como uma peregrinação ou uma viagem rumo ao desconhecido ao lado de um amigo ou de alguém amado. A ressurreição mencionada no título não precisa ser entendida apenas de maneira religiosa. Ela também pode representar a decisão de continuar, recomeçar e abandonar versões antigas de nós mesmos.

A bateria de Larry Mullen Jr. é um dos destaques. Sua execução impulsiona a faixa e dá movimento à sensação de jornada. As guitarras constroem uma atmosfera ascendente, criando a impressão de que a música está permanentemente procurando uma abertura no horizonte.

“Resurrection Song” reúne vários elementos clássicos do U2 — espiritualidade, esperança e melodias crescentes —, mas os apresenta com convicção suficiente para não parecer apenas nostálgica. É um dos momentos mais fortes do EP.

5. “Easter Parade”


Com mais de seis minutos, “Easter Parade” é a faixa mais extensa e contemplativa do repertório. A música aborda fé, dúvida, renascimento e transcendência, funcionando quase como uma celebração litúrgica transformada em rock.

A composição passou por um processo longo. Segundo The Edge, sua primeira versão parecia reciclar ideias antigas da banda, até que Bono e Jacknife Lee encontraram uma abordagem capaz de renová-la. Essa transformação pode ser percebida no resultado: existem elementos familiares, mas a música não tenta simplesmente recriar um momento específico da discografia do U2.

“Easter Parade” avança lentamente, permitindo que cada camada encontre seu espaço. A guitarra, os teclados e a seção rítmica criam uma sensação de movimento coletivo, como se a faixa acompanhasse uma procissão.

Sua espiritualidade não elimina as incertezas. Pelo contrário, a canção sugere que acreditar talvez não seja possuir todas as respostas, mas continuar procurando alguma luz em meio ao trauma e à confusão.

6. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)”


O encerramento de Easter Lily é também seu momento mais experimental. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)” nasceu a partir de uma paisagem sonora criada por Brian Eno, colaborador fundamental em diferentes fases da carreira do U2.

A música é descrita pela banda como uma canção de ninar para pais de crianças presas em regiões de guerra. Essa definição já revela o contraste que sustenta a faixa: existe ternura, mas ela está cercada pelo medo.

Bono adota uma interpretação mais livre, quase improvisada, enquanto os teclados e elementos eletrônicos de Eno e Jacknife Lee constroem uma atmosfera suspensa. A ausência de uma estrutura tradicional reforça o sentimento de desorientação.

O ponto de interrogação presente no título é decisivo. A frase “I Will Bless the Lord at All Times?” deixa de ser apenas uma declaração de fé e se torna uma pergunta: ainda é possível louvar, acreditar ou encontrar sentido diante do sofrimento de crianças e famílias atingidas pela guerra?

É um encerramento inquietante e muito bonito. Em vez de concluir o EP com uma resposta triunfal, o U2 termina deixando uma questão no ar.

Algumas considerações dessa fã que vos posta...

O U2 reencontra a sua força com o EP Easter Lily? Sim, mas não é da forma que muitos imaginam. O novo EP não tenta competir com a grandiosidade de discos como The Joshua Tree, Achtung Baby ou All That You Can’t Leave Behind. Sua força está em outra direção: na intimidade, na maturidade e na disposição de enfrentar perguntas que não possuem soluções simples.

O EP também mostra os quatro integrantes funcionando novamente como uma unidade. The Edge assume os vocais em “Song for Hal”, Adam Clayton dá profundidade às composições, Larry Mullen Jr. oferece alguns dos momentos rítmicos mais marcantes do trabalho e Bono encontra interpretações menos preocupadas com o impacto imediato.

Jacknife Lee costura essas contribuições com uma produção moderna, mas sem apagar a identidade da banda. Já Brian Eno deixa sua marca justamente na faixa mais ousada do projeto.

Com apenas seis músicas, Easter Lily apresenta uma narrativa bastante coesa: começa no luto, passa pela amizade e pela aceitação das cicatrizes, procura uma ressurreição e termina diante das contradições entre fé e sofrimento.

É um EP incrível de se ouvir. Confesso que em um primeiro momento, após ouvir o EP anterior, eu estranhei algumas canções presentes nesse lançamento. Mas à medida que escutei mais vezes e fui entendendo cada palavra e cada sonoridade, vi a grandiosidade de Easter Lily.

Easter Lily é um disco sobre continuar acreditando — nas amizades, na possibilidade de mudança e na própria música — mesmo quando acreditar se torna difícil. Em vez de esconder suas cicatrizes, o U2 decide transformá-las em matéria-prima para um novo começo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda

 


Essa resenha tem toques de "opinião/relato pessoal de fã-nática" com informações relevantes e oficiais. Pois bem, hoje os fãs do U2 tiveram uma baita surpresa em plena quarta feira de cinzas - e existe até uma brincadeira bem brasileira que fala que "o ano começa de verdade depois do carnaval": a banda lançou oficialmente, nas plataformas oficiais, o EP Days of Ash (na tradução, "Dias de Cinzas" - literalmente em referência ao dia de hoje).

Para quem não sabe, o EP ("Extended Play") é um formato de gravação musical intermediário, contendo mais músicas que um single, mas menos faixas do que um álbum completo (LP - "Long Play"). Geralmente, possui de 3 a 7 faixas, com duração total inferior a 30 minutos, sendo usado para lançar músicas novas, experimentar sonoridades ou manter o público engajado. 


Days Of Ash é um EP altamente politizado, que nos faz remeter aos sons que o U2 fez no álbum War, de 1983 (que trouxe hinos como Sunday Bloody Sunday e New Year's Day). Há também algumas sonoridades que lembram lançamentos mais recentes, como o último álbum de inéditas da banda, Songs Of Experience de 2017.

Observação: se você que está lendo é daqueles que se dizem fãs do U2, mas que ficam reclamando pra eles não focarem tanto em política, sinceramente - você não é fã coisa nenhuma pois fã de verdade conhece a história da banda e a influência política na vida e na música de cada um de seus integrantes.

É um EP sombrio, com conteúdo que eu considero pesado mas é realista pois envolve todos os pavorosos acontecimentos dos últimos tempos. Uma bela resposta aos questionadores de plantão que andaram falando abobrinhas na internet, dizendo que a banda nunca se manifestou sobre o que está acontecendo nos EUA, no Irã, nas guerras de Israel contra a Palestina e da Russia contra a Ucrânia.

As faixas do EP (05 canções e um poema) são sombrias, mas falam também de pontas de esperança para o mundo. Em comunicado, Bono afirmou que as novas músicas têm clima diferente do álbum que a banda prepara para ainda este ano. Segundo ele, as faixas “não podiam esperar” para ser lançadas. “São canções de desafio, consternação e lamento”, escreveu o vocalista, reforçando que tempos “loucos e enlouquecedores” exigem posicionamento.

Vamos de um faixa a faixa, com o que tem por trás de cada canção de Days Of Ash?


A primeira faixa já é uma porrada: "American Obituary" (Obituário americano, em tradução) abre o EP de forma amplamente roqueira, com a pegada que remete às canções de protesto do álbum War (1983) e o estilo único das guitarras de The Edge. A letra é uma resposta à morte de Renee Good,  cidadã americana e mãe de três filhos que foi baleada de forma brutal em Minneapolis, em 07 de janeiro de 2026, durante um protesto contra o ICE, departamento de imigração dos EUA que se tornou violento e mal-visto sob a administração de Donald Trump.

Na canção, Bono critica o fato de Renee ter sido rotulada de "terrorista doméstica", questiona a "morte do significado das palavras", da verdade na democracia americana (que diga-se de passagem, a democracia se perdeu no governo atual americano) e ainda faz uma celebração à vida de Renee.


A segunda faixa do EP, "The Tears Of Things" (As lágrimas das coisas, em tradução), é inspirado em um livro do frei franciscano Richard Rohr. Essa canção utiliza os profetas judeus como base para refletir sobre como viver com compaixão em tempos de puro ódio e violência.

Aqui, o U2 imagina um diálogo entre o David de Michelangelo e seu criador, onde o jovem herói se recusa a se tornar um "Golias" para vencer o inimigo. Na letra, Bono faz duras críticas ao fundamentalismo religioso existente no mundo pois "quando as pessoas andam por aí falando com Deus, isso sempre termina em lágrimas".


A terceira faixa do EP, "Song Of The Future" (Canção do futuro, na tradução) é uma homenagem ao movimento "Woman, Life, Freedom" (Mulher, Vida, Liberdade) no Irã.


A quarta faixa, "Wildpeace" (Paz Selvagem, na tradução) na verdade não é uma canção de fato mas sim uma espécie de interlúdio no meio do EP com palavra falada, ou seja, uma spoken word. Trata-se de um poema do poeta israelense Yehuda Amichai, que é lido pela cantora Adeola em cima de uma ambientação criada pelo U2 em parceria com o produtor Jacknife Lee.


A quinta faixa, "One Life At a Time" (Uma vida de cada vez, na tradução), é dedicada ao professor e ativista palestino Awdah Hathaleen, morto por um colono israelense na Cisjordânia em 2025.


A sexta e última faixa desse EP, "Yours Eternally" (Eternamente seu, na tradução) é uma parceria do U2 com o cantor britânico Ed Sheeran e Taras Topolia, que faz parte da banda ucraniana Antytila e lutou na linha de frente da guerra com a Rússia.


CONSIDERAÇÕES SOBRE DAYS OF ASH...

É um EP surpreendente do começo ao fim. Me faz lembrar muito do U2 dos primeiros álbuns pela sonoridade - para quem nunca ouviu, escutem os três primeiros álbuns lançados pela banda: Boy (1980), October (1981) e War (1983). Vocês vão entender do que estou falando e vão se surpreender também.






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Vídeo: Expomusic 2015


Hoje tem vlog do primeiro evento que eu faço cobertura com o Blog Jujubaluba. 
Ainda mais um evento de música? 
Sim, eu estive na Expomusic 2015! 
Pensa em uma pessoa feliz, porque é exatamente assim que eu me sinto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vídeo: Projeto Amor na Prática


Conhecem o projeto Amor na Prática?
Eu fui voluntária por um dia desse projeto lindo idealizado pela Carla Careca lá no hospital Pérola Byington (aqui em São Paulo) e mostrou um pouco do que rolou para vocês no meu vlog.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Resenha: DVD Tecnomacumba (A Tempo e Ao Vivo)



Independente da crença religiosa de cada um, eu recomendo e muito esse DVD pois ele é a cara da cultura brasileira, a nossa cultura de raíz africana, que se formou no nordeste e está presente em todo o país há séculos. Mas, para entender o show e sua formação nesse DVD da cantora maranhense Rita Ribeiro (que trocou seu sobrenome artístico para “Beneditto”), eu preciso contar uma pequena história.

Em 2006, Rita lançou o inovador álbum “Tecnomacumba” (o termo criado pela própria cantora surgiu da mistura de músicas religiosas afro-brasileiras com ritmos eletrônicos). O álbum foi resultado de shows que viraram uma verdadeira intervenção cultural, que começou em 2002. O sucesso foi tão estrondoso, que o público pedia um registro ao vivo do show.



O CD e DVD “Tecnomacumba – A Tempo e Ao Vivo” foi lançado em 2009 e é uma parceria da Manaxica Produções, da Gravadora Biscoito Fino e do Canal Brasil (canal de TV pago). O projeto foi gravado em um grande show no Vivo Rio que contou com participação de Maria Bethânia e tem nos extras depoimentos de Alcione, Ney Matogrosso, Angela Leal e Jean Wyllys. O vídeo comemora seis anos de sucesso do projeto, que continua na estrada despertando curiosidade e trazendo cada vez mais pessoas aos shows.

Ao assistir o show, você se surpreende com a voz, o carisma e a presença de palco da cantora e, a banda que a acompanha, “Os Cavaleiros de Aruanda”, é um show a parte de talento e profissionalismo. Um DVD que agrada a todos: adeptos da Umbanda e do Candomblé, Apreciadores da boa música brasileira e para quem gosta de conhecer culturas diferentes, independente de sua religião. Uma ótima dica de DVD musical.

Faixas do DVD 

01 – Divino 
02 – Saudação 
03 – Moça Bonita/ Pontos De Pombagira 
04 – Domingo 23/ Pontos De Ogum 
05 – Cavaleiro De Aruanda/ Pontos De Oxossi 
06 – Babá Alapalá/ Pontos De Xangô 
07 – Xangô, O Vencedor/ Pontos De Xangô 
08 – Oração Ao Tempo/ Pontos De Tempo 
09 – Deusa Dos Orixás/ Pontos De Iansã 
10 – Iansã/ Pontos De Iansã 
11 – Rainha Do Mar/ Pontos De Iemanjá 
12 – É D´Oxum/ Pontos De Oxum 
13 – Coisa Da Antiga/ Pontos De Preto Velho 
14 – Cocada/ Pontos De Eres 
15 – Jurema 
16 – Tambor De Crioula 
17 – Canto Para Oxalá

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dica Musical: DVD Deus é Deus e Vice-Versa


Comemorando 10 anos de carreira, a banda de hardcore católico The Flanders lançou em 2011 o DVD “Deus é Deus e Vice-Versa”,pela gravadora Codimuc. Entre sucessos da banda, a inédita “Sempre” e participações especiais, a banda entra nessa nova fase com uma força inovadora ainda maior e deixa ainda mais clara a sua missão: levar a palavra de Deus às pessoas através de seu rock contagiante. Confira abaixo o nosso “faixa-a-faixa” do DVD (algo tradicional da nossa coluna) e uma entrevista bem legal com o Tchelão, vocalista do The Flanders.

O Show, gravado em Campinas (São Paulo) começa com a contagiante“Alice”, do CD “Reverso”. Logo depois, os sucessos “Beleza Interior”, “Barata Cascuda” e “Atiraram o pau no gato”. Letras irreverentes com mensagens legais que chegam aos jovens é marca registrada do grupo…“Tio Zé” é mais uma música que está no DVD que segue o estilo. Já em “Demasia” (com participação especial do Jonny, vocalista da banda Via33), uma frase em particular chamou demais a minha atenção quando escutei: “Os sentimentos bons não morrerão em mim…” – Isso é o que toda pessoa deveria fazer, pois os bons sentimentos são capazes de mover montanhas.

Logo em seguida, no show, a banda faz um medley com as músicas “A Festinha / Pamonha de Piracicaba / O Alienígena / Diolinda”. Depois, “Vinde a Mim”. Outra participação especial do DVD, Marcelo Mancini (vocalista da banda Strike) divide os vocais com Tchelão na música “Lembranças”, no qual Mancini também participou na versão que está no CD Reverso. Em “respostas”, a banda fala que apenas Deus pode fazer a gente viver algo diferente e nos tornar melhores…só Deus chega ao nosso coração com todas as respostas das dúvidas que adquirimos durante a vida. “Mais perto de você” é uma forma de dizer o quanto dependemos do amor do nosso Pai do Céu. Logo depois, vem “Ao Acordar” e “Música Calma para Ouvidos Sensíveis”. A música inédita “Sempre” mostra que Deus sempre está com a gente…essa música mexeu demais comigo, em especial nesse trecho: “…E o teu olhar me fez acreditar/que lá dentro de mim ainda existe um lugar/longe dos medos sem as marcas./Pois só você me faz entender/Que não importa, o que digam pois eu sei/que nos momentos mais difíceis, você sempre esteve aqui…”.

Já na parte final do show, vem “Abril”, “Tudo”. Já em “Medley/Medley 2″, pra quem não percebeu são canções que são “clássicas” na música católica em formato hardcore, como: “Amar como Jesus amou, pensar como Jesus Pensou…” e “Mãezinha do Céu, eu não sei rezar…” entre outras. O Gran finale do show que está no DVD vem com “Hugo Losão”, “Reverso” e “Santo Anjo” (uma das minhas favoritas desde que conheci o trabalho do The Flanders). Energia, Musicalidade e Espiritualidade – essas três palavras resumem o DVD “Deus é Deus e vice-versa” pra quem assiste, assim como é o The Flanders pra quem vê a banda ao vivo. E pra quem não sabe, ainda tem a participação do Francis Botene (tecladista do Anjos de Resgate) que participou de quase todas as músicas e, segundo a banda, ajudou com os arranjos das músicas acústicas.

Agora, com vocês…uma entrevista bem bacana que fizemos com o Tchelão, vocalista do The Flanders.



PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Como que foi o processo que deu origem ao DVD?

TCHELÃO: Foi bem natural, pois a banda acabara de completar 10 anos e queríamos muito dar um presente especial aos fãs. Por isso pensamos em um DVD, já que havíamos lançado a pouco tempo o CD “Reverso” e a intenção era mostrar à todos que ainda não haviam assistido um show do Flanders toda energia da banda ao vivo. Colocamos essa idéia nas mãos de Deus, rezamos, ensaiamos, mas não tínhamos dinheiro…rs! Foi aí que pintou a Codimuc (gravadora na qual já havíamos lançado nossos dois primeiros CDs) e tudo aconteceu.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Porque o nome “Deus é Deus e vice-versa”?

TCHELÃO: Foi uma idéia da Lize Borba (diretora do DVD), resgatando uma frase que usamos no final do primeiro CD. Muitas pessoas tentam explicar o que é Deus e nossa idéia foi mostrar que Ele é apenas DEUS… é tudo! “Eu sou aquele que é”.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Como foi a escolha das músicas que entraram para o DVD?

TCHELÃO: Colocamos as músicas mais pedidas pelos fãs. Fizemos algumas enquetes e depois nos reunimos para escolher. Foi um consenso.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Quais foram as expectativas e as emoções que vocês sentiram no dia da gravação?

TCHELÃO: Muitas emoções (como diria Roberto Carlos…rs). Não tínhamos muita experiência em gravar DVD e podemos dizer que não foi tão fácil. Tivemos muitos problemas técnicos no dia da gravação, mas com a graça de Deus tudo foi superado e o resultado está aí. Fora isso, você chegar no local e ver toda aquela galera, de vários estados, com bandeiras, faixas, etc… tocou muito nosso coração.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: E quais foram as participações especiais nesse DVD? Porque da escolha de cada uma?

TCHELÃO: Francis Botene (tecladista do Anjos de Resgate) sempre foi um músico muito admirado por todos na banda e ele nos ajudou muito em alguns arranjos, principalmente nas músicas acústicas, Jonny (Via 33), amigo de estrada, nós o escolhemos para representar o Via 33 que é uma banda pareceira e que também curtimos muito e o Marcelo Mancini (Strike) que já havia gravado com a gente no CD Reverso e é um cara super humilde que admiramos muito também.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: O DVD tem características diferenciadas e inovadoras em relação a outros DVDs de música católica. Vocês poderiam comentar sobre isso?

TCHELÃO: Eu e o Coelho, tivemos uma reunião com a Lize Borba para ver como estava ficando a finalização do trabalho e sentimos a necessidade de radicalizar. Demos toda liberdade a ela para que fizesse coisas bem diferentes do convencional na hora da edição. Talvez por isso tenha demorado tanto para ficar pronto…rs, mas acho que o resultado valeu a pena.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Nesses 10 anos, vocês devem ter presenciado histórias de fãs que mudaram o seu jeito de pensar, agir, e que tiveram uma mudança de vida, em especial com relação a fé. Teve alguma que mais emocionou vocês?

TCHELÃO: Temos muitas, principalmente de jovens, mas até hoje a que mais me emociona é de um pai de família que sentiu o amor de Deus através de uma música (Ao acordar) e desistiu do suicídio.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Quais os próximos planos do The Flanders para esse resto do ano de 2011?

TCHELÃO: Fazer o lançamento oficial do DVD que também será algo inédito na música católica, tocar muito e levar essa mensagem para o maior número possível de pessoas.

PORTAL CATÓLICOS – VIA LUMINA: Vocês podem deixar uma mensagem para os internautas que acessam o Portal Católicos da Via Lumina?

TCHELÃO: Não deixem nunca de acreditar que Deus está ao seu lado, olhando por você, cuidando de você e nos momentos mais difíceis é com Ele que você pode contar. Obrigado a todos pelo carinho de vocês. Vocês fazem o The Flanders! Thanxxxx!

Por: Juliana Menegussi - Portal Católicos - 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O pop-rock de Goiás



Por: Ju Menegussi (Plano Feminino) - 2011

Quem pensa que em Goiás só tem música sertaneja, está literalmente enganado. Tem várias outras sonoridades com excelentes bandas, entre elas o Pop Rock, muito bem representada pela banda Mr Gyn. A Banda tem 13 anos de carreira e na sua formação atual, estão: Anderson Richards (vocais), Rodrigo Baiocchi (baixo), Marcos César (bateria) e Pedro Lutti (guitarra).

A sonoridade da banda, a presença de palco e as letras das músicas são um caso em especial para o Mr. Gyn, por causa da qualidade musical, a sonoridade única da banda e um estilo autoral e simples de compor e interpretar as músicas, a cada ano a banda ganha um destaque maior.

Dos álbuns lançados pela banda, várias músicas podem ser destacadas por mim como “aquelas que você deveria escutar”, como: “Por que”, “Sonhando”, “A Minha Paz” e “Minha juventude” (do álbum Pirata pra que, de 2004); “Cada Dia”, “Depois Daquele Olhar”, “Ficção”, “Katreveiros do Amanhecer”, “Meus Sentidos” (do álbum Cada Dia, de 2005); “Mundo Irreal”, “O Plano”, “Outra História” e o cover de “Pra Dizer Adeus” dos Titãs (do DVD Mr Gyn Eletroacústico Ao Vivo, de 2007); “Boa Companhia”, “Surfista de Verão”, “Amante Profissional”, “Mesmo Assim” (do álbum O Melhor Lugar do Mundo, lançado em 2010).

Quem quiser conhecer mais do Mr Gyn, é só entrar no site oficial da banda - http://www.mrgyn.com.br

domingo, 9 de outubro de 2011

Resenha: CD “Jardim Secreto” (Adriana Arydes)

 

Aproveitando que está chegando o show Ágape Fest, no qual a Via Lumina é um dos apoiadores do evento, o “Dica Musical” de hoje é sobre o CD “Jardim Secreto”, da cantora católica Adriana Arydes (a atração musical do evento).

Como dizem, “o tempo de Deus não é igual ao nosso”. Dois anos do último Ao Vivo,em 2009 Adriana lança Jardim Secreto, quarto CD novamente pela Paulinas-COMEP, “gravado em um tempo muito especial (a quaresma)”, sexto de sua carreira. 
 
Nestas canções de adoração, louvor, cura e fé, as letras falam do abandono em Deus, da importância do outro, do cotidiano, da busca incessante, de espiritualidade… “A experiência com Deus que espero transmitir com minha música acontece primeiro em mim”, garante a cantora, que ganhou discos de ouro em todos seus álbuns anteriores.

Misturas nos ritmos marcam as treze composições, doze delas de autoria dos amigos Pe. Fábio de Melo, Anderson Freire, Walmir Alencar, Rodrigo Pires, Adelso Freire, Aretusa, Dirceu Freire, Italo Villar, Arnóbio Moreira e Dalvimar Gallo. Esta variedade de estilos, somada à composição própria de Adriana, resultou num repertório rico em conteúdo e musicalmente diversificado.

Jardim Secreto reflete, segundo a cantora, o momento dela e, quiçá, do mundo: nunca desistir de lutar e fazer a diferença sempre. “Muito mais que vender discos, espero que minha música alcance o coração das pessoas, como um canal limpo de evangelização”. 
 
Dirigido pelos produtores musicais Adelso Freire e Val Martins, que assinam também os arranjos (em uma faixa, com Rodrigo Pires), o álbum tem participação especial de Eliana Ribeiro (Canção Nova), Adelso Freire (Banda Giom) e de integrantes do Grupo Yahoo (Val Martins, Marcelão e Sérgio Melo, Adson Sodré e Sérgio Knust e Zé Henrique). E então, quer saber o significado de cada música desse belíssimo álbum? É só continuar lendo esse post aqui.

Na faixa que abre o disco, “Teu Milagre”, a cantora canta uma frase da canção que, creio eu, que seja enfática a todo cristão em relação À Deus: Quando eu penso que sei/Me surpreendo outra vez/Com teu milagre, ó amado Deus! – assim como na canção “Eu quero mais de ti”, que é uma canção que fala de queremos e buscarmos a Deus cada vez mais.

Em “Tocar em Tuas Vestes”, Adriana divide os vocais com Eliana Ribeiro (Comunidade Canção Nova) em uma das mais lindas canções que falam sobre como Deus pode nos curar quando nós o queremos conosco. Essa mesma temática segue em “Só a tua graça” e em “motivos para recomeçar” que também fala sobre como nossa fé em Jesus Cristo nos faz esquecer da nossa velha vida e nos faz querer recomeçar.

“Eu sou um jardim guardado em Deus/Regado com seu amor/Entre os milhões me separou/E pelo nome me chamou” – A canção “Eu sou um jardim”, sexta faixa do álbum, fala sobre como nós somos amados, cuidados e escolhidos por Deus durante a nossa vida para diversas situações. E em “Maior em Deus” mostra que nem sempre o que pensamos que é o melhor para nós, é o que Deus quer pra nossa vida. Nós passaremos por várias coisas, boas e ruins, mas sempre essas experiências nos mostrarão que Deus é maior que tudo e o que aconteceu será mais um motivo de o quanto precisaremos dele.

“Teu Amor é Maior” e “O Deus do Amor” falam sobre esse amor imenso que tanto queremos e sempre buscamos. A canção “Contigo é bem melhor” fala sobre como a nossa vida com Deus é muito melhor. “Meu Viver” e “Te engrandecer” falam do amor de Deus por nós e de como sempre temos que exaltar esse amor, um amor que foi pregado em uma cruz para nos salvar dos nossos males. Esse amor chamado Jesus Cristo.

Fechando o álbum, temos a canção “Voar em Tuas Asas”. Eu (como fã do estilo Pop Rock) assumo que essa é a minha favorita de todo o álbum e a letra é um “mix” de vários assuntos que, no final, levam a uma direção: a de que “esperando em Deus” tudo dará certo, mesmo com todos os empecilhos que possam aparecer no caminho.

Esse álbum da Adriana é pra ser ouvido em todos os momentos, dentro e fora da Igreja. É o mais recente trabalho da cantora católica que, nesse ano, lançará um novo álbum de inéditas, chamado “Coisas Que Vivi”. E dia 22 de outubro, às 19 horas, no Colégio São Miguel Arcanjo (São Paulo), esperamos vocês pra ver essa fera da música católica ao vivo no Ágape Fest 2011! =)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resenha: DVD Horizonte Vivo Distante - Rosa de Saron



Aqui no Portal Católico, vamos inaugurar uma coluna quinzenal chamada “Dica Musical”, faremos uma seleção com resenhas de diversos CDs e DVDs musicais lançados pelos artistas católicos. E pra começar, segue para vocês a resenha do DVD “Horizonte Vivo Distante”, da banda Rosa de Saron.

No dia 10 de setembro de 2010, a banda Rosa de Saron, uma das mais conhecidas bandas de rock católico do Brasil, gravou seu segundo DVD, denominado “Horizonte Vivo Distante” no HSBC Music Hall (Antigo Tom Brasil), em São Paulo. Para quem estava na gravação desse DVD (como eu mesma) foi uma noite de muitas surpresas, fatos que são constatados também por quem assiste o DVD em seu próprio lar.

Entre músicas do então recente trabalho “Horizonte Distante” (lançado em 2009 pela Som Livre), Clássicos conhecidos da banda, regravações e músicas inéditas, o Rosa de Saron empolga a todos que vão aos shows, independente da idade e da religião (pois, além dos católicos, suas músicas conseguem chamar a atenção de públicos de outros credos).

Ao começar o show naquela noite, a energia do público pode ser notada desde a primeira música, “O Sol da Meia Noite”, aonde os fãs cantavam com uma força e uma alegria o refrão “É Deus que te faz entender toda a poesia…”, algo que foi realmente lindo de se ver. Alegria essa, que continuou nas duas músicas seguintes, os clássicos “Tudo o que é meu” e “Muitos Choram” – que, durante a música, passou um clipe animado com os integrantes da banda tocando a canção que foi muito bom de ver. Na 4ª canção da noite, a primeira das inéditas chamada “Projecto Juno” – o vocalista Guilherme de Sá faz aquela brincadeira de “eu faço e vocês repetem” que animou o público presente no HSBC.

Logo após, uma sequência de músicas do CD “Horizonte Distante” pra delírio de quem esteve presente nas gravações e pra quem viu o show no DVD: “Na Chuva ao Fim da Tarde”, “Mesma Brisa” (aonde o solo de guitarra de Eduardo Faro empolgou a galera), “Mais que um mero poema” – música que fala da realidade assustadora do mundo atual, tal qual as imagens do telão, tiradas do documentário “Falcão – Meninos do Tráfico”; “Menos de Um Segundo” – música que fala sobre a perda de pessoas que amamos e a esperança de reencontrá-las. A banda montou um vídeo colaborativo com os fãs com fotos dos fãs com essas pessoas amadas que estão no céu.

Outra surpresa para os fãs que estiveram presentes na gravação do DVD foi durante a música “Folhas do Chão”. Quem esteve no HSBC naquele dia se empolgou com a nova versão da música, que continha no meio um trecho da canção “With Or Without You”, da banda U2. Mas infelizmente, os irlandeses não autorizaram o uso da música no DVD, por isso quem assiste o DVD acaba vendo uma versão editada de Folhas do Chão, como se fosse a versão original do CD “Horizonte Distante”. Mas a banda continua a tocar a nova versão nos shows pelo Brasil.

Logo após, Guilherme de Sá anuncia a próxima canção: “Essa música não é nossa, mas a gente gostaria que fosse”. Bastou isso para que os primeiros acordes de “Mais Uma Vez”, canção conhecida na voz de Renato Russo e da banda 14 Bis fizesse o público cantar mais forte ainda. Depois, em um momento “voz e violão”, Guilherme e Eduardo no palco cantam a clássica “Sem Você” em seguida a inédita “Meu Abandono”.

Única participação especial desse DVD, o cantor Maurício Manieri junta-se ao Rosa de Saron para cantar uma música da banda que ficou conhecida em outro DVD da banda, o “Acústico e Ao Vivo” (2008): Rara Calma. Para quem estranhou a presença de Maurício no show se perguntando “O Que tem a ver Maurício Manieri com Rosa de Saron?” se surpreendeu muito com a participação dele na música.



“Minha Triste Imperfeição” vem logo após e anima os fãs da banda em um clima mais intimista. Depois, mais uma surpresa: “Além do Meu Jardim”, belíssima música originalmente do álbum “Casa dos Espelhos” (2005) e que nunca tinha sido tocada ao vivo pela banda, empolga ainda mais a todos os presentes. Em um momento belíssimo de oração, o baixista e fundador da banda, Rogério Feltrin, faz uma pregação sobre a importância de Deus nas nossas vidas: sobre o amor Dele por nós e como isso é algo que devemos levar para nossas vidas, emocionando todo o público que cantou junto com a banda “Real em Mim”, música inédita que a banda liberou na internet para os fãs dias antes da gravação para que todos os presentes cantassem junto com eles. Logo em seguida, emendada na música começa “Parusia”, do CD “Depois do Inverno” (2002) que ganhou uma nova roupagem.

O fato a seguir não entrou na versão do DVD, mas quem esteve na gravação teve a oportunidade de assistir: foi passado em um telão um vídeo com o discurso do ativista Martin Luther King falando sobre o “sonho de liberdade” – sonho que, naquela época, nos EUA, o “Apartheid” disfarçado que existia alí chegasse ao fim e que ninguém mais sofreria por causa de sua cor de pele. Nas palavras do próprio MLK: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”. No fim deste vídeo a banda volta ao palco e canta outra música inédita – “Liberdade”. Logo após, mais duas músicas conhecidas da banda: “Invisível” (que, no final da música, teve um show particular do baterista Grevão, em um solo espetacular) e “Lembranças”.

Chegando a parte final do DVD, a última música inédita daquela noite: “Mais Além”, uma canção que fala sobre a busca da nossa fé que, muitas vezes, acabamos perdendo por causa das coisas que acontecem no nosso dia-a-dia e, quando acontecem coisas que não esperamos, acabávamos nos perguntando “Onde está minha fé e o que ela me dava?”. Mesmo assim, sempre tentamos buscar acreditar em algo para não enlouquecer, pois a nossa fé não nos deixa loucos, ou como diz em um verso dessa música: “sem perder a razão ela me transformava”. Enquanto a banda toca essa música, o público brincava com bolas brancas gigantes. Era até difícil saber o que fazer naquela hora: olhar pra banda, cantar ou ficar jogando as bolas quando elas iam na sua direção (risos).

Fechando o show, a música mais conhecida da história da banda: Do Alto da Pedra. Nem preciso dizer o quanto que o público presente deu um show cantando junto toda a canção. A banda sai do palco, mas os fãs não se contém e começam a gritar em coro “A Saideira! A Saideira!”. Foi o que bastou pro Rosa de Saron voltar ao palco e tocar a última música, “Velhos Outonos”, com direito a trecho inicial a capella em inglês pelo Guilherme. A música, parte cantada e parte recitada por diversas pessoas em um vídeo, fechou o DVD com chave de ouro e assim, um a um, os integrantes saem do palco enquanto o público dá um show final cantando os versos em inglês da canção: “I can trust you, I can see. I can try, I can feel it. Cause tomorrow will be better,we must believe it”.

Um show empolgante, digno de quem realmente sabe fazer música e sabe como chamar a atenção de seu público. Isso, o Rosa de Saron faz com maestria e qualidade excepcional. Um show realmente emocionante, que leva Deus a todas as pessoas (em especial, aos jovens) de forma única e especial.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(Re)Conhece Luciano Nassyn?

Ele fez sucesso na década de 80 com o grupo Trem da Alegria, que foi um dos maiores sucessos da época com o público infantil.



Você conhece Luciano Nassyn? Ou está reconhecendo ele de algum lugar? Se você foi criança ou pré-adolescente na década de 80, você deve se lembrar dele do grupo infantil Trem da Alegria, que foi um dos maiores sucessos daquela época com sucessos como “uni-duni-tê” e “He-Man”.

Mas o menino cresceu, seguiu a trilha do Rock’n’Roll e se tornou um excelente músico e produtor musical e ele está na ativa desde a metade dos anos 2000 com a banda “Luciano Nassyn e os Filhos de Dalila”, pop rock com extrema qualidade e uma energia positiva que contagia a todas as pessoas, ao ponto de que, aonde quer que eles vão…as casas de espetáculos estão sempre lotadas!

O álbum “Um Algo Além”, primeiro trabalho dessa fase do Luciano, foi lançado no ano de 2008 e produzido por Fernando Nunes (que já trabalhou com artistas como Cássia Eller, Zeca Baleiro, entre outros) e se tornou um fenômeno no Myspace com mais de 05 milhões de plays. São 10 faixas no qual o cantor mostra seu talento, energia e musicalidade, no qual você pode curtir esses sons em uma festa para cantar e dançar sem parar, colocando o som no último volume ao viajar, em momentos para relaxar,entre outros. Um álbum que vale a pena comprar e curtir muito.

Destaques para “Ver a Luz”, primeiro single desse álbum; “Eu Não Paro em Casa Mesmo” e o single mais recente, a faixa-título “Um Algo Além”, cujo clipe foi lançado recentemente e foi dirigido, produzido e editado pelo próprio Luciano.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Propaganda + Internet + Música = Novos Sucessos

Propaganda + Internet + Música = Novos Sucessos

A importância da propaganda e da internet para o sucesso da nova geração da música brasileira.


Por: Juliana (Elephante Publicidade) - 2010

Até o final da década de 1990, quando um artista e/ou um grupo musical (independente do estilo tocado pelos mesmos) queria ter seu trabalho reconhecido pelas pessoas (especialmente aqui no Brasil), estes teriam que conseguir um contrato com uma boa gravadora e depois divulgar o seu trabalho em rádios e programas de televisão.

No início dos anos 2000, uma revolução musical começou, desde a forma como se escuta música (CD virou coisa de colecionador e o uso de aparelhos de mp3 e celulares com mp3 player se tornaram cada vez mais comuns entre as pessoas) até os novos “fenômenos musicais” vindos da internet, em especial das redes sociais.

Com a pirataria de CDs e DVDs e a disponibilidade fácil dos mesmos para download na internet, os músicos enxergaram na própria web uma forma de divulgar seu trabalho, novidades e shows de uma forma mais ampla e livre para alcançar o maior número de pessoas possível, seja em nível nacional, continental ou mundial.

E esse é um assunto que é discutido por vários músicos no Brasil e no resto do mundo. E, mesmo com opiniões diversificadas, em vários pontos eles entram em um acordo: a internet, como ferramenta de propaganda, os auxiliam na divulgação de seus trabalhos.

Para Juninho Afram, guitarrista do Oficina G3, “Precisa haver uma ordem, ou seja, a internet é o maior meio de divulgação, de propaganda pra qualquer músico ou pra qualquer tipo de expressão de arte. No entanto, hoje se não houver uma regulamentação, quer dizer…uma conscientização do usuário da internet, que ele deve consumir a música e que ele deve pagar por ela, vai acontecer, a longo prazo, a extinção de muitos trabalhos, de muitas gravadoras, e conseqüentemente a música, num todo, vai perder.” Para o músico, tem que haver uma espécie de “casamento” entre esses três elementos para que não haja um prejuízo na indústria musical.



Atualmente, mesmo com os casos de pirataria e downloads ilegais , a internet e a propaganda ajudam muito os músicos na divulgação de seus trabalhos. É o caso do cantor e compositor Luciano Nassyn, que foi integrante do grupo infantil “Trem da Alegria” na década de 80. Ele gravou o seu primeiro trabalho solo “Um Algo Além” em 2008 e já alcançou a marca de mais de 05 milhões de plays de suas músicas no Myspace – batendo o recorde sobre artistas como Cine, Fresno, Capital Inicial, entre outros. Luciano ainda aparece entre os 10 melhores artistas do TOP TVZ e o seu mais recente clipe da faixa-título “Um Algo Além” passou de 34 mil visualizações no youtube em apenas 15 dias e uma agenda lotada de shows com casa lotada em vários estados do país.

Luciano faz uso freqüente da internet da divulgação de seu trabalho (com perfis no Orkut, facebook, twitter, myspace, newsletters,entre outros) e falou da importância dessa interatividade para quem trabalha na área musical.

“É importante quando você tem uma obra de arte, seja em qual segmento for, mostrar para as pessoas. Esse feedback é primordial para saber se você deve continuar o que estás fazendo, ou partir para uma outra idéia. Acho importante todos os veículos de comunicações da internet, desde que não haja interferência de grandes redes e suas imposições em acessos e downloads”. diz o cantor,em uma opinião divergente da de Juninho Afram.



O fato é que as novas gerações já absorveram essa mudança de paradigma. Aos novos artistas a internet, como ferramenta de propaganda, não é apenas importante e sim indispensável, já as gravadoras terão de se adaptar a essa realidade o mais rápido possível, uma vez que mudar a forma como se houve e consome musica hoje em dia, bem como a inclusão digital cada vez maior, é impossível.