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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

U2 anuncia Carnaval De Luz: novo álbum marca os 50 anos da banda


O U2 faz aniversário e quem ganhou um presente fomos nós, os fãs! A banda escolheu a semana de seu 50º aniversário de formação para anunciar "Carnaval De Luz". O 16º álbum de estúdio da banda chega em 13 de novembro de 2026, pela Island Records, e será seu primeiro disco de material inédito em nove anos. O anúncio veio acompanhado de “Silencio”, nova música que já pode ser ouvida nas plataformas e ganhou videoclipe.

O que já sabemos sobre Carnaval De Luz


Produzido por Jacknife Lee, o álbum reúne 12 faixas inéditas. Segundo a apresentação oficial no U2.com, as canções abordam espiritualidade, amizade, liberdade e resistência em tempos difíceis. O trabalho nasceu do mesmo período criativo dos EPs Days of Ash e Easter Lily, lançados de surpresa no início de 2026.

O disco também reúne colaboradores conhecidos dos fãs: Brian Eno participa da composição e toca sintetizadores em três músicas; Martin Garrix divide a composição de “Glorify”; Daniel Lanois toca pedal steel em “Torn”; e Ryan Tedder assina produção adicional em “Silencio”. A faixa de encerramento, “Torn”, traz um dueto de Bono com a inesquecível cantora Dolly Parton.

O U2 anunciou versões em CD, vinil, download digital e edições limitadas. A pré-venda e o pré-save estão disponíveis nos canais oficiais da banda e no site da Universal Music Store Brasil. Inclusive já garanti o meu (eu gosto de ter a mídia física dos álbuns do U2, como fã que tem coleção da banda) e eu pretendo fazer vídeo de unboxing no meu canal do Youtube e nas redes sociais quando chegar.

“Silencio”: o novo single do U2



Lançada em 24 de setembro de 2026, “Silencio” é a segunda música divulgada de Carnaval De Luz. Com 2 minutos e 35 segundos, a faixa é descrita pela banda como uma homenagem à irreverência do surf punk. Seu videoclipe foi filmado na Cidade do México e dirigido pela dupla Cliqua, formada por Pasqual Gutiérrez e Raúl “RJ” Sanchez.

A primeira música apresentada do álbum foi “Street of Dreams”, lançada em julho. “Silencio” já está disponível nas plataformas digitais, enquanto o álbum completo permanece previsto para novembro.


As 12 músicas de Carnaval De Luz



  1. Go (Carnaval De Luz)

  2. La Reina

  3. Street Of Dreams

  4. The Mirror Maker (Rosalía)

  5. Superficiality

  6. If The World Is At War We Better Not Be

  7. Silencio

  8. The Greatest Show On Earth

  9. Glorify

  10. Midnight Sunshine

  11. Can't Stop Us Now

  12. Torn (Feat. Dolly Parton)

U2: 50 anos desde o bilhete de Larry Mullen Jr.


A história começou em 25 de setembro de 1976, quando Larry Mullen Jr. (então com 14 anos de idade) colocou no mural da escola Mount Temple, em Dublin, um bilhete procurando músicos para formar uma banda. Cinquenta anos depois, Larry, Bono, The Edge e Adam Clayton anunciam um novo capítulo dessa trajetória. Segundo o comunicado do grupo, o U2 chegará ao fim de 2026 com 24 músicas novas lançadas ao longo do ano.


Irlanda anuncia moeda comemorativa de €2 do U2



A música não é a única homenagem ao aniversário. O Banco Central da Irlanda anunciou uma moeda oficial de €2 dedicada aos 50 anos de formação do U2, com lançamento marcado para 25 de setembro de 2026. O comunicado informa que ela terá versões de coleção BU (brilhante não circulada) e Proof (acabamento especial) e será vendida pelo site Collector Coins.

Entre um álbum inédito, o lançamento de “Silencio” e a homenagem em moeda, os 50 anos do U2 estão sendo celebrados com novidades concretas. Agora, a próxima data no calendário dos fãs é 13 de novembro, quando Carnaval De Luz será lançado por completo.

E teve show onde tudo começou...


Na tarde dessa sexta feira, 25 de setembro, data em que se comemora os 50 anos de carreira do U2, eles resolveram fazer um show surpresa na Mount Temple Comprehensive School, em Dublin. Eles tocaram pouco depois das 14h, apresentando-se para alunos e funcionários da escola onde sua história começou.


Precedido pelo som, nos alto falantes de “School's out", de Alice Cooper, o U2 abriu o show com o primeiro grande sucesso de sua carreira, “I will follow”, e depois tocou “Vertigo”, “Beautiful day”, para surpresa de todos, “Out of control”, faixa do seu primeiro EP, “U2-3”, de 1979. 

No pequeno palco no pátio da escola, o U2 foi acompanhado por jovens músicos do projeto Music Generation for One. Dirigindo-se a eles, Bono refletiu sobre os primórdios da banda na Mount Temple e a comunidade ao redor da escola: ”Essa sensação de que talvez tudo o que precisávamos estivesse ao nosso redor, bem debaixo dos nossos pés, se conseguíssemos enxergar isso em nossos amigos, em nossos colegas de escola, em nossa comunidade.”

Depois, Bono acrescentou: “Esta ilha (a Irlanda) é cheia de canções, música e travessuras, e temos muito orgulho de sermos irlandeses.” O U2 também fez a primeira apresentação ao vivo de seu novo single, “Silencio”, lançado na quinta-feira. E encerrou o show com “With or without you”.

E um segundo show parou o centro de Dublin...


Mais tarde, a celebração tomou conta da Grafton Street. O U2 tocou da varanda do Bewley’s Café para uma multidão reunida na rua. O repertório percorreu diferentes fases da carreira, com músicas como “I Will Follow”, “Out of Control”, “One”, “With or Without You”, “Beautiful Day” e a recém-lançada “Silencio” (curiosidade aleatória: essa música tocou no repeat o final de semana todo no meu Spotify).

Os dois shows deram um sentido especial ao aniversário: o U2 voltou primeiro à escola ligada à sua origem e depois levou a comemoração aos fãs no coração de Dublin.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Easter Lily, na visão de uma fã da banda

E a minha banda do coração lança mais uma surpresa nesse ano de 2026, em plena sexta feira santa. Depois de "Days Of Ash", lançado em plena quarta feira de cinzas desse ano, o U2 lançou de surpresa hoje um novo EP, chamado "Easter Lily", com seis músicas inéditas, que funcionam como uma espécie de contraponto ao politicamente carregado EP anterior.

Intimista, espiritual e profundamente humano, Easter Lily apresenta um U2 disposto a falar sobre amizade, perda, fé e renovação sem transformar essas questões em respostas fáceis. Enquanto Days of Ash observava as crises do mundo exterior, Easter Lily volta o olhar para dentro. A pergunta central parece ser: onde encontrar forças quando tudo ao nosso redor transmite instabilidade, violência e desesperança?

Produzido por Jacknife Lee, o trabalho preserva características marcantes do U2 — guitarras atmosféricas, melodias expansivas e letras que procuram algum tipo de transcendência —, mas evita soar como uma simples repetição do passado. São composições que respiram, crescem gradualmente e deixam espaço para dúvidas, silêncios e fragilidades.

Qual é o significado de Easter Lily, do U2?

“Easter lily” é o nome em inglês do lírio-da-páscoa, flor tradicionalmente associada à pureza, ao renascimento e à ressurreição. Esses símbolos atravessam todo o EP.

Entretanto, o U2 não trata a fé como uma certeza confortável. As músicas discutem o que significa acreditar em alguma coisa quando a religião pode ser usada para dividir pessoas, quando os relacionamentos são pressionados pelas dificuldades e quando as imagens de guerras chegam diariamente pelas telas.

De acordo com a apresentação oficial publicada pelo U2, o projeto nasceu de perguntas pessoais sobre amizade, religião, rituais e a possibilidade de renovação. O resultado não é exatamente um disco religioso, mas uma obra sobre a busca humana por sentido.

LEIA TAMBÉM: "Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda"

Easter Lily: veja o faixa a faixa do novo EP dos irlandeses


1. “Song for Hal”


O EP começa com uma ausência. “Song for Hal” é uma homenagem ao produtor musical Hal Willner, amigo da banda que morreu em 2020 durante a pandemia de Covid-19.

A escolha de The Edge como vocalista principal torna a faixa ainda mais especial. Sua interpretação é contida e vulnerável, evitando qualquer excesso dramático. Em vez de transformar o luto em espetáculo, a música preserva a sensação íntima de uma conversa interrompida.

A sonoridade também estabelece o clima de Easter Lily. As guitarras criam uma paisagem melancólica, enquanto baixo, bateria e elementos eletrônicos avançam com delicadeza. É uma abertura sobre saudade, mas também sobre a forma como alguém continua presente depois de partir.

“Song for Hal” mostra que o U2 ainda consegue trabalhar com grandes sentimentos sem depender obrigatoriamente de grandes gestos. A emoção está justamente na contenção.

2. “In a Life”


Se a primeira música fala sobre perder um amigo, “In a Life” lembra por que as amizades precisam ser valorizadas enquanto ainda há tempo. É uma celebração dos vínculos que sobrevivem aos anos, às mudanças e às dificuldades.

Dentro da história do U2, esse tema ganha um significado adicional. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. atravessaram juntos quase cinco décadas de carreira, que serão completadas no dia 25 de setembro desse ano. Por isso, a canção pode ser entendida tanto como uma reflexão universal quanto como um diálogo entre os próprios integrantes.

Musicalmente, “In a Life” cresce aos poucos. A interpretação de Bono começa reflexiva e ganha intensidade conforme os instrumentos ampliam o alcance emocional da composição. O refrão recupera uma característica essencial do U2: a capacidade de transformar uma experiência pessoal em algo que parece pertencer a todos.

É uma das faixas mais emocionantes do EP porque reconhece uma verdade simples, frequentemente esquecida: nenhuma amizade deve ser tratada como garantida.

3. “Scars”


“Scars” muda a energia do disco. Com uma sonoridade mais pulsante e referências que remetem ao pós-punk, a faixa fala sobre aceitar as próprias marcas em vez de escondê-las.

As cicatrizes aparecem como evidências de sobrevivência, erros e experiências que ajudaram a construir uma identidade. A mensagem poderia facilmente cair em um discurso genérico de autoajuda, mas a banda acrescenta uma dimensão religiosa e política ao lembrar as feridas de Cristo — provocadas pela combinação entre o poder do Estado e a autoridade religiosa.

A produção mantém o equilíbrio entre o rock e a eletrônica. A guitarra de The Edge surge com textura e precisão, enquanto Adam Clayton e Larry Mullen Jr. criam uma base firme. Entre as seis músicas, “Scars” é uma das que mais claramente apontam para um U2 interessado em recuperar energia sem abandonar a experimentação.

É também a faixa mais direta de Easter Lily: não existe vida sem marcas, e fingir perfeição pode ser muito mais destrutivo do que assumir as próprias falhas.

4. “Resurrection Song”


Embora tenha sido lançada em 2026, “Resurrection Song” começou a nascer cerca de dez anos antes, a partir de uma demo desenvolvida por The Edge e Jacknife Lee. A ideia permaneceu guardada até encontrar sua forma definitiva com a participação de toda a banda.

O próprio U2 descreve a música como uma peregrinação ou uma viagem rumo ao desconhecido ao lado de um amigo ou de alguém amado. A ressurreição mencionada no título não precisa ser entendida apenas de maneira religiosa. Ela também pode representar a decisão de continuar, recomeçar e abandonar versões antigas de nós mesmos.

A bateria de Larry Mullen Jr. é um dos destaques. Sua execução impulsiona a faixa e dá movimento à sensação de jornada. As guitarras constroem uma atmosfera ascendente, criando a impressão de que a música está permanentemente procurando uma abertura no horizonte.

“Resurrection Song” reúne vários elementos clássicos do U2 — espiritualidade, esperança e melodias crescentes —, mas os apresenta com convicção suficiente para não parecer apenas nostálgica. É um dos momentos mais fortes do EP.

5. “Easter Parade”


Com mais de seis minutos, “Easter Parade” é a faixa mais extensa e contemplativa do repertório. A música aborda fé, dúvida, renascimento e transcendência, funcionando quase como uma celebração litúrgica transformada em rock.

A composição passou por um processo longo. Segundo The Edge, sua primeira versão parecia reciclar ideias antigas da banda, até que Bono e Jacknife Lee encontraram uma abordagem capaz de renová-la. Essa transformação pode ser percebida no resultado: existem elementos familiares, mas a música não tenta simplesmente recriar um momento específico da discografia do U2.

“Easter Parade” avança lentamente, permitindo que cada camada encontre seu espaço. A guitarra, os teclados e a seção rítmica criam uma sensação de movimento coletivo, como se a faixa acompanhasse uma procissão.

Sua espiritualidade não elimina as incertezas. Pelo contrário, a canção sugere que acreditar talvez não seja possuir todas as respostas, mas continuar procurando alguma luz em meio ao trauma e à confusão.

6. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)”


O encerramento de Easter Lily é também seu momento mais experimental. “COEXIST (I Will Bless the Lord at All Times?)” nasceu a partir de uma paisagem sonora criada por Brian Eno, colaborador fundamental em diferentes fases da carreira do U2.

A música é descrita pela banda como uma canção de ninar para pais de crianças presas em regiões de guerra. Essa definição já revela o contraste que sustenta a faixa: existe ternura, mas ela está cercada pelo medo.

Bono adota uma interpretação mais livre, quase improvisada, enquanto os teclados e elementos eletrônicos de Eno e Jacknife Lee constroem uma atmosfera suspensa. A ausência de uma estrutura tradicional reforça o sentimento de desorientação.

O ponto de interrogação presente no título é decisivo. A frase “I Will Bless the Lord at All Times?” deixa de ser apenas uma declaração de fé e se torna uma pergunta: ainda é possível louvar, acreditar ou encontrar sentido diante do sofrimento de crianças e famílias atingidas pela guerra?

É um encerramento inquietante e muito bonito. Em vez de concluir o EP com uma resposta triunfal, o U2 termina deixando uma questão no ar.

Algumas considerações dessa fã que vos posta...

O U2 reencontra a sua força com o EP Easter Lily? Sim, mas não é da forma que muitos imaginam. O novo EP não tenta competir com a grandiosidade de discos como The Joshua Tree, Achtung Baby ou All That You Can’t Leave Behind. Sua força está em outra direção: na intimidade, na maturidade e na disposição de enfrentar perguntas que não possuem soluções simples.

O EP também mostra os quatro integrantes funcionando novamente como uma unidade. The Edge assume os vocais em “Song for Hal”, Adam Clayton dá profundidade às composições, Larry Mullen Jr. oferece alguns dos momentos rítmicos mais marcantes do trabalho e Bono encontra interpretações menos preocupadas com o impacto imediato.

Jacknife Lee costura essas contribuições com uma produção moderna, mas sem apagar a identidade da banda. Já Brian Eno deixa sua marca justamente na faixa mais ousada do projeto.

Com apenas seis músicas, Easter Lily apresenta uma narrativa bastante coesa: começa no luto, passa pela amizade e pela aceitação das cicatrizes, procura uma ressurreição e termina diante das contradições entre fé e sofrimento.

É um EP incrível de se ouvir. Confesso que em um primeiro momento, após ouvir o EP anterior, eu estranhei algumas canções presentes nesse lançamento. Mas à medida que escutei mais vezes e fui entendendo cada palavra e cada sonoridade, vi a grandiosidade de Easter Lily.

Easter Lily é um disco sobre continuar acreditando — nas amizades, na possibilidade de mudança e na própria música — mesmo quando acreditar se torna difícil. Em vez de esconder suas cicatrizes, o U2 decide transformá-las em matéria-prima para um novo começo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Resenha do Novo EP do U2, Days Of Ash, na visão de uma fã da banda

 


Essa resenha tem toques de "opinião/relato pessoal de fã-nática" com informações relevantes e oficiais. Pois bem, hoje os fãs do U2 tiveram uma baita surpresa em plena quarta feira de cinzas - e existe até uma brincadeira bem brasileira que fala que "o ano começa de verdade depois do carnaval": a banda lançou oficialmente, nas plataformas oficiais, o EP Days of Ash (na tradução, "Dias de Cinzas" - literalmente em referência ao dia de hoje).

Para quem não sabe, o EP ("Extended Play") é um formato de gravação musical intermediário, contendo mais músicas que um single, mas menos faixas do que um álbum completo (LP - "Long Play"). Geralmente, possui de 3 a 7 faixas, com duração total inferior a 30 minutos, sendo usado para lançar músicas novas, experimentar sonoridades ou manter o público engajado. 


Days Of Ash é um EP altamente politizado, que nos faz remeter aos sons que o U2 fez no álbum War, de 1983 (que trouxe hinos como Sunday Bloody Sunday e New Year's Day). Há também algumas sonoridades que lembram lançamentos mais recentes, como o último álbum de inéditas da banda, Songs Of Experience de 2017.

Observação: se você que está lendo é daqueles que se dizem fãs do U2, mas que ficam reclamando pra eles não focarem tanto em política, sinceramente - você não é fã coisa nenhuma pois fã de verdade conhece a história da banda e a influência política na vida e na música de cada um de seus integrantes.

É um EP sombrio, com conteúdo que eu considero pesado mas é realista pois envolve todos os pavorosos acontecimentos dos últimos tempos. Uma bela resposta aos questionadores de plantão que andaram falando abobrinhas na internet, dizendo que a banda nunca se manifestou sobre o que está acontecendo nos EUA, no Irã, nas guerras de Israel contra a Palestina e da Russia contra a Ucrânia.

As faixas do EP (05 canções e um poema) são sombrias, mas falam também de pontas de esperança para o mundo. Em comunicado, Bono afirmou que as novas músicas têm clima diferente do álbum que a banda prepara para ainda este ano. Segundo ele, as faixas “não podiam esperar” para ser lançadas. “São canções de desafio, consternação e lamento”, escreveu o vocalista, reforçando que tempos “loucos e enlouquecedores” exigem posicionamento.

Vamos de um faixa a faixa, com o que tem por trás de cada canção de Days Of Ash?


A primeira faixa já é uma porrada: "American Obituary" (Obituário americano, em tradução) abre o EP de forma amplamente roqueira, com a pegada que remete às canções de protesto do álbum War (1983) e o estilo único das guitarras de The Edge. A letra é uma resposta à morte de Renee Good,  cidadã americana e mãe de três filhos que foi baleada de forma brutal em Minneapolis, em 07 de janeiro de 2026, durante um protesto contra o ICE, departamento de imigração dos EUA que se tornou violento e mal-visto sob a administração de Donald Trump.

Na canção, Bono critica o fato de Renee ter sido rotulada de "terrorista doméstica", questiona a "morte do significado das palavras", da verdade na democracia americana (que diga-se de passagem, a democracia se perdeu no governo atual americano) e ainda faz uma celebração à vida de Renee.


A segunda faixa do EP, "The Tears Of Things" (As lágrimas das coisas, em tradução), é inspirado em um livro do frei franciscano Richard Rohr. Essa canção utiliza os profetas judeus como base para refletir sobre como viver com compaixão em tempos de puro ódio e violência.

Aqui, o U2 imagina um diálogo entre o David de Michelangelo e seu criador, onde o jovem herói se recusa a se tornar um "Golias" para vencer o inimigo. Na letra, Bono faz duras críticas ao fundamentalismo religioso existente no mundo pois "quando as pessoas andam por aí falando com Deus, isso sempre termina em lágrimas".


A terceira faixa do EP, "Song Of The Future" (Canção do futuro, na tradução) é uma homenagem ao movimento "Woman, Life, Freedom" (Mulher, Vida, Liberdade) no Irã.


A quarta faixa, "Wildpeace" (Paz Selvagem, na tradução) na verdade não é uma canção de fato mas sim uma espécie de interlúdio no meio do EP com palavra falada, ou seja, uma spoken word. Trata-se de um poema do poeta israelense Yehuda Amichai, que é lido pela cantora Adeola em cima de uma ambientação criada pelo U2 em parceria com o produtor Jacknife Lee.


A quinta faixa, "One Life At a Time" (Uma vida de cada vez, na tradução), é dedicada ao professor e ativista palestino Awdah Hathaleen, morto por um colono israelense na Cisjordânia em 2025.


A sexta e última faixa desse EP, "Yours Eternally" (Eternamente seu, na tradução) é uma parceria do U2 com o cantor britânico Ed Sheeran e Taras Topolia, que faz parte da banda ucraniana Antytila e lutou na linha de frente da guerra com a Rússia.


CONSIDERAÇÕES SOBRE DAYS OF ASH...

É um EP surpreendente do começo ao fim. Me faz lembrar muito do U2 dos primeiros álbuns pela sonoridade - para quem nunca ouviu, escutem os três primeiros álbuns lançados pela banda: Boy (1980), October (1981) e War (1983). Vocês vão entender do que estou falando e vão se surpreender também.






quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Quer fazer a foto da Trend da Polaroid com IA?! Aqui eu te ensino!


A inteligência artificial está cada vez mais parte do nosso dia a dia e pode ajudar a materializar alguns sonhos nossos. No meu caso, como mostra a imagem acima, fotos com os integrantes do U2, minha banda do coração. As quatro fotos acima foram geradas pela inteligência artificial Gemini, do Google. E são fotos tão realistas que começou a viralizar o modo de fazê-las nas redes sociais.

Quer aprender a fazer essas fotos com seus ídolos, com a sua versão criança ou até mesmo com pessoas especiais que estão longe ou já faleceram? Vou colocar abaixo o que eu fiz.

Como criar foto estilo Polaroid usando IA

  • Acesse o Gemini pelo site ou aplicativo.
  • Escolha imagens em boa qualidade: selecione uma sua e outra do artista desejado.
  • Use o seguinte prompt (comando): "Crie uma foto estilo Polaroid, formato quadrado, tirada de perto mostrando mais os rostos. Duas pessoas com os rostos bem próximos uma da outra. A imagem deve parecer uma foto real, sem assunto ou objeto em destaque, com leve desfoque e luz consistente, como o flash de um quarto escuro espalhado pela cena. Não alterar os rostos. Substituir o fundo por uma cortina branca."
  • Em poucos segundos, a IA gera a foto.
MAS ATENÇÃO: Nem sempre a foto sairá boa na primeira tentativa. Vai testando com fotos diferentes (tanto sua quanto da pessoa que você quer estar na foto, seja famosa ou não). No meu caso, apenas a foto com o Bono saiu boa de primeira, as outras eu fui testando até acertar do jeito que eu gostaria.

E resolvi ir além: tirei as fotos polaroids feitas de IA das telas e trouxe para a vida real, "revelando-as" através da minha impressora instax mini. Assistam o processo e o resultado no vídeo que postei em meu perfil no instagram (aproveita e me segue lá - @jujubaluba).

segunda-feira, 5 de maio de 2025

U2 de graça em Copacabana? Acho muito IMPROVÁVEL.

 


Quem me conhece, sabe que eu sou fã do U2. Fã de verdade, daquelas que conhece muita coisa da banda, além das músicas, tem coleção de coisas relacionadas e até tatuagem (uma frase da música The Fly, uma de minhas favoritas). Sou daquelas fãs que se empolga com coisas legais que a banda faz, mas que critica também o que não é legal.

Estou escrevendo esse texto com MINHA HUMILDE OPINIÃO de fã em MEU BLOG, sobre um assunto que vira e mexe aparece na mídia: a possibilidade da banda ser atração nos próximos anos do projeto "Todo Mundo no Rio", que traz grandes artistas pra tocarem de graça na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Sinceramente: pode o Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro) querer, a mídia anunciar loucamente e até alguns que se dizem fãs festejarem. Mas quem é fã de verdade, que conhece toda a história da banda no geral e os relatos de tudo o que ocorreu com eles no Brasil ao longo dos anos, sabe que é IMPROVÁVEL da banda aceitar participar disso. E digo improvável pra não dizer impossível, porque vai que dá uns "05 minutos" neles...

PORQUE É IMPROVÁVEL DO U2 ACEITAR SER ATRAÇÃO DO "TODO MUNDO NO RIO"?


1 - Show de 1998

O U2 veio fazer shows no Brasil em 04 ocasiões: 1998 (Turnê PopMart), 2006 (Turnê Vertigo), 2011 (Turnê 360º) e 2017 (Turnê The Joshua Tree - 30 Anos). Nessas quatro vezes, apenas em 1998 eles tocaram no Rio de Janeiro e São Paulo, todos os shows seguintes foram na capital paulista apenas.

Há vários relatos na internet, de quem viveu aquele show de 98 no Rio, que foi um verdadeiro caos, a ponto de ter deixado um verdadeiro trauma na banda. Praticamente encima da hora, trocaram o show que ocorreu em 27 de janeiro de 1998 do estádio do Morumbi para o Autódromo de Jacarepaguá. Não vou entrar em detalhes desse episódio, só dar um Google que vocês encontram.

Além disso, teve patrocinadora do show que usou uma banda cover se passando pelos integrantes, SEM AUTORIZAÇÃO DA BANDA. E outras situações bem tensas que causariam um trauma no U2, a ponto que aconteceram até processos judiciais. Em 2000, eles até retornaram ao Rio, mas para uma promotour (divulgação e um show fechado nos estúdios do programa Fantástico, da TV Globo), para a divulgação do álbum "All That You Can't Leave Behind". Durante essa estadia na cidade maravilhosa, gravaram o videoclipe de "Walk On". 

Nos anos de 2006 (com a Vertigo Tour), 2011 (com a 360º Tour) e 2017 (com a The Joshua Tree Tour 30 anos), eles retornaram com shows no Brasil, exclusivamente na cidade de São Paulo, com shows no Estádio do Morumbi. Inclusive eu tive a chance de assitir eles nas duas últimas turnês e que shows, meus amigos. QUE SHOWS! Em 2017, enquanto aconteciam os shows em São Paulo, eles deram um "pulo" no Rio de Janeiro para participar do casamento do empresário da banda, Guy Oseary, cuja cerimônia aconteceu aos pés do Cristo Redentor e a recepção foi na casa dos apresentadores Angélica e Luciano Huck.

2 - Show do U2 sem ser em turnê da banda?!

Sou uma pessoa que gosta de pesquisar muitas coisas sobre as bandas e artistas que gosto, principalmente sobre o U2. E todas as vezes que houve shows do U2 ao longo dos quase 50 anos de existência da banda - sim, ano que vem será o ano dos 50 anos de existência do U2 - sempre foram em turnês ou residências (como foi o caso da série de shows que inauguraram a The Sphere em Las Vegas). Raramente houve shows em festivais ao longo de todo esse tempo. E no caso dos shows em turnês, nunca houve uma "apresentação única" em um país só.

E já é de conhecimento de todos na internet que uma das cláusulas de contrato do show que é realizado nas areias de Copacabana, o "todo mundo no Rio", é que o artista é proibido de fazer shows em outras cidades do Brasil e países da América do Sul para que o público venha ao Rio de Janeiro para ver o artista. DUVIDO DEMAIS que o U2 venha para cá, com toda a estrutura e tal, para fazer apenas um show em um continente. 

3 - A questão do "Dinheiro Público"

OK, a maior parte do dinheiro que vai para o Todo Mundo no Rio é da iniciativa privada, através de patrocinadores e tal. Eu sei disso. Mas não dá pra negar que há o uso de dinheiro público, que vai pra segurança do povo que vai pro show e outras coisas, como acontece em qualquer cidade do país em qualquer show "gratuito". Mas conhecendo a história da banda, seu envolvimento politizado e de causas sociais - em especial do vocalista Bono - eu também duvido que eles aceitem participar disso caso chegue ao conhecimento deles o uso do dinheiro do governo estadual do Rio.

4 - Pode dar uns "05 minutos" na banda e eles virem? Até pode, mas acho improvável.

Meu post fala de algumas causas que eu acho difícil do U2 vir. Quem me acompanha no Instagram, até viu uns stories que fiz quando os boatos de que estava certo da banda vir apareceram, disse tudo isso que estava escrito e muito mais. Em uma entrevista recente ao jornal O Globo, o guitarrista The Edge nem tinha conhecimento da possibilidade deles virem tocar no Rio. Se o guitarrista não sabia, como está certo da banda vir em 2026?! Alguém me explica isso?!

Claro, pode dar uns "05 minutos" nos irlandeses e eles aceitarem vir tocar de graça no Rio de Janeiro, nesse projeto do Todo Mundo no Rio. Pode acontecer sim. Mas como fã que conhece a banda de verdade, sinceramente, eu acho muito improvável que aconteça. Então gente, vamos ficar ligados nesses boatos e clickbaits que surgem nas redes sociais. Uma dica: Se não foi divulgado pelos canais oficiais do U2, então não é verdade, por mais que o Eduardo Paes queira.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Vídeo: Live na Bienal do Livro de São Paulo 2018


Quer conferir um pouco como foi a Bienal do Livro de São Paulo 2018? Eu fiz essa live e publiquei em meu canal no Youtube para vocês verem como foi.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Resenha do Livro: A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa - PJ Pereira



Oi pessoal, tudo certinho?
Ontem, dia 02, teve o lançamento oficial do mais novo livro do PJ Pereira - autor da trilogia Deuses de Dois Mundos - lá na Livraria Cultura da Avenida Paulista e eu já fiz vlog acima de como foi. E claro que vou fazer uma resenha sobre "A mãe, a filha e o espírito da santa" para vocês.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Resenha Musical: Íngreme (Guilherme de Sá)

Oi meu povo e minha pova, tudo bem? Desculpem o sumiço...aconteceu milhares de coisas que eu estava meio que sem inspiração para blogar, acredita? Achei um motivo bom pra postar...e espero que vocês gostem da minha primeira resenha musical. Let's go!


No dia 17 de março de 2017, o cantor Guilherme de Sá (vocalista da banda Rosa de Saron - sim, VOCALISTA...ele NÃO saiu da banda), lançou todas as músicas de seu primeiro projeto solo, um cd chamado "Íngreme". Ao invés de fazer uma resenha tradicional, do álbum como um todo, resolvi fazer um "faixa a faixa", comentando a minha humilde opinião enquanto estou escutando as músicas pela primeira vez. Não sou especialista, muito menos crítica musical - sou apenas fã de boa música e resolvi escrever sobre o que agrada aos meus ouvidos.


Mano, que baita música! Perfeita para curtir com seu amor e ver que, apesar de todos os contratempos que uma relação tem - querer estar junto de quem se ama e ser correspondido é o que importa. É a primeira canção do álbum e ela já me ganhou.


Ágora foi o primeiro single lançado, tem clipe rolando há uns dias e não é fácil de entender logo de cara. Eu mesma, ouvi trocentas mil vezes e interpretá-la como um todo ainda é uma dificuldade. Mas, pelo o pouco que eu entendi da canção, fala de um amor que é realmente puro - coisa quase inexistente, infelizmente, nos dias de hoje. E sabe aquele ditado popular conhecido, "Se você ama, deixe partir...se voltar, quer dizer que seu amor é correspondido"? Ao ler alguns trechos da canção, isso me veio na cabeça. Fora que o belíssimo arranjo é uma delícia de ouvir, em um estilo que lembrou Jack Johnson e John Mayer.


Esta canção pop francesa é um cover da Marilou Bourdon. Não falo quase nada de francês nem entendo ("dá-lhe google translator"), fala de um amor tão grande que podemos sentir que nos falta o ar e mesmo assim, queremos seguir com ele para sempre.


Como é QUERER recomeçar após erros e arrependimentos? Quem nunca amou e quem nunca errou ao amar, que atire a primeira pedra. Mostrar que você ama aquela pessoa muito, apesar do que aconteceu antes e reconhecer que errou...dizendo "fiz besteira, estou aqui e eu te amo" de uma maneira tão singular, coisas que me conquistaram nessa música do Guilherme.


"Nada é eterno que não dure até amanhã/ Se for pra sempre, cumpre-se o rito/ Que perdure até de manhã". Preciso falar mais alguma coisa? Pra mim ficou claro uma coisa nessa música - e me corrijam se meu pensamento sobre essa canção estiver errada - Fala-se sobre as dúvidas que temos ao estar em um relacionamento com quem amamos. Será que é pra sempre mesmo? Mas nada nessa vida é eterno, né? Como lidar com tudo isso? Será que é tão dificil viver um amor como se fosse durar a eternidade, mesmo com todas as pedras que encontramos no caminho? Não sei as respostas pra essas perguntas que vieram na minha cabeça, mas eu me considero uma pessoa romântica e gosto da intensidade de um verdadeiro amor, com seus prós e contras.


Como mega-fã do U2 (quem me conhece, sabe), eu sou muito chata com relação aos covers que fazem das músicas deles. E não é a primeira vez que vejo o Guilherme cantando U2 - na gravação do DVD Horizonte Vivo Distante (eu estava lá), ele e o Rosa de Saron tocaram um trecho de "With Or Without You" junto com a canção "Folhas do Chão. E "Sometimes" é uma música que sempre mexeu comigo pelo significado dela - a relação de Bono com seu pai - e o Guilherme conseguiu passar, ao meu ver, um sentimento tão grande enquanto canta a canção que parece que a história aconteceu com ele e isso me emocionou...sem mais palavras: BRAVO!


A batida da música me fez lembrar de algumas músicas de uma banda gringa que eu gosto: City And Colour. E a letra, um clamor à Deus para olhar por todos seus filhos no meio deste mundo maluco, cheio de ódio e intolerância. E para que Ele nos mostre como podermos ser e agir, de verdade, como Ele, para podermos mudar as coisas para melhor.


Que, infelizmente, o amor foi banalizado de tantas formas e modos nos dias de hoje não é novidade pra ninguém. Mas será que, só porque a maioria banaliza, temos que fazer o mesmo, a ponto de saber que corremos o risco de estarmos sempre sozinhos? Não sei vocês, caros leitores desse humilde blog, mas eu não quero. Eu não me envolvo com alguém sem ter um sentimento forte junto e não quero "casar pensando em separar". Amor é para sempre...vi muito disso na letra dessa música e a melodia dela me encantou.


Olha, acho que essa é a música com a maior influência "indie rock" do álbum, e tem uma pegada muito gostosa de ouvir. Curti <3


Essa canção, segundo o próprio Guilherme disse uma vez, é uma homenagem aos Judeus que foram mortos pelos nazistas. E que bela homenagem! Que a gente nunca se esqueça que discriminação e preconceito são nocivos para a nossa sociedade e que eles podem matar! Cara, somos todos iguais...viemos do mesmo lugar e vamos voltar ao mesmo lugar também, porque tem gente que insiste que é melhor do que os outros por causa de cor de pele, gênero, sexo, etc? Que nós e, principalmente, as próximas gerações sejam muito melhores.


Esse é o segundo single e a música-título do álbum, que ganhou um lyric video muito poético, como a canção. Mas tem um trava-língua que é difícil de acompanhar...hahahahaha. Brincadeiras à parte, a música é lindíssima e o cantor me surpreendeu com um jeito de cantar bem diferente do que estou acostumada dos trabalhos dele com o Rosa de Saron, mesmo com os famosos falsetes do cantor.

Em geral: Pra quem espera um disco de música cristã, como os do Rosa de Saron...esquece! Não é que Deus não esteja presente nesse trabalho, Ele está...através do amor romântico e de letras e sonoridades mais subjetivas do que as do grupo na qual Guilherme é vocalista. Destaque para as influências do folk e do indie, sem deixar o rock de lado, com uma pegada mais leve e limpa. Simplesmente adorei, na minha humilde opinião de admiradora de boa música.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Show do Roupa Nova no Clube Atlético Juventus


Esse dia foi bem especial, pois eu simplesmente AMO Roupa Nova, cresci escutando eles e foi a primeira vez que os vi tocando ao vivo no Clube Juventus, aqui em São Paulo, durante a turnê do álbum "Todo Amor do Mundo". Curtam um pouco nesse vlog como foi o show.

sábado, 9 de abril de 2016

Relembrando: U2 360º Tour

Gente, não sei se vocês sabem...hoje (09 de abril de 2016) fazem exatos 05 anos da primeira vez que eu vi minha banda do coração, o U2, ao vivo aqui no Brasil durante a turnê 360º. Bateu uma saudade tão grande que resolvi relembrar - fazendo pequenas adaptações de tempo - o relato que fiz em um antigo blog meu que nem existe mais pra falar daquele dia tão especial.


Fim de Show...U2 saindo do palco. Foi a única foto que consegui tirar com os 04 juntos :P


09 de abril de 2011: Há 05 anos, bate uma nostalgia dentro de mim. Eu nem sonhava em ser fotógrafa nessa época (pra mim, fotografia era um hobby, uma diversão e não um início de carreira profissional, como agora), mas nesse dia, bateu uma inveja dos fotógrafos e da imprensa presente por um único motivo: era o show dos meus maiores ídolos e eu os veria pela primeira vez ao vivo: U2.

Mesmo assim, foi inesquecível. Como diz uma canção deles, “She’s gonna dream out loud”. E eu sonhei tanto em voz alta que realizei esse sonho, o maior da minha vida. E eu lembro de muitas coisas daquele dia como se fosse hoje.



Estava combinada num revezamento com algumas amigas que já se encontravam no Morumbi desde o dia 08 a noite, e eu só podia ir dps das 04 da manhã. Pois 04:40 da manhã eu estava no Metrô, numa viagem de 02 horas rumo ao estádio do Morumbi - eu moro literalmente do lado oposto da cidade e mal chegou o metrô por esses lados. Cheguei e encontrei as meninas as 06 da manhã (se não fosse o TCC da faculdade, eu teria ido acampar na porta do Morumbi).

Foi uma espera muito intensa, com várias situações inusitadas, engraçadas e cansativas. Mas quando abriram-se os portões do Morumbi, passei a revista…corri como nunca tinha corrido em toda a minha vida (apesar do cansaço). Eu já estava perdida das minhas amigas (pois na hora de passar o ingresso, a máquina de leitura do cara que tava comigo quebrou! aff) mas corri de toda a forma possível, num restinho de força que eu ainda tinha pra conseguir um bom lugar. Quando dei por mim, estava no INNER CIRCLE (Círculo Interno), um pouco mais pra lateral aonde ficaria o guitarrista The Edge e….NA GRADE!!!

Só sei que a espera até a hora de começar o show do U2 foi bem longa. Pra ser mais exata, os portões abriram as 15h….o show do Muse (Abertura) começaria só as 20h. E choveu, parou de chover…mil e uma coisas, mas aguentei alí, firme e forte e com um pensamento: Faltava algumas horas pra quebrar o jejum de 13 anos sem ver o U2 ao vivo…era o 1º show deles que veria na minha vida,ainda mais no mês do meu aniversário! Eu tava ali e precisava aguentar….só me permitiria passar mal depois que o show do U2 acabasse,lá pela meia noite. Além de curtir muito o show, eu queria registrar os momentos de qualquer maneira – mesmo com uma câmera automática da Samsung e meu celular touchscreen (eu tinha um Samsung Corby na época).








Mas as 21h e 40 minutos o relógio que fazia a contagem regressiva pro show do U2 se desmanchou na tela. E a 1ª música antes da entrada oficial da banda pro palco foi “Trem das Onze” do Adoniran Barbosa. Você já imaginou 90 mil pessoas cantando “Trem das Onze” no estádio do Morumbi? Em um show de rock? É, isso aconteceu e eu era uma dessas milhares de pessoas. Logo após, a música de “entrada” do U2: Space Oddity do David Bowie. É, nós havíamos embarcado na louca estação espacial dos meus amores irlandeses.

















Infelizmente a câmera que eu usava no dia não me ajudou 100% no quesito “tirar fotos decentes” e eu logo parti para os vídeos – sempre que dá saudades do show, eu os vejo. Tenho bastante fotos mandadas por amigas e que busquei na web também. Mas uma coisa não posso negar: foi O SHOW DA MINHA VIDA. Um presente e tanto de aniversário antecipado (já que eu faço aniversário no final de abril). Mas são situações que me traz muitas lembranças boas através das fotos e vídeos e por isso quis compartilhar com vocês...foi um sábado que nunca mais vai sair da minha memória.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Vídeo: Expomusic 2015


Hoje tem vlog do primeiro evento que eu faço cobertura com o Blog Jujubaluba. 
Ainda mais um evento de música? 
Sim, eu estive na Expomusic 2015! 
Pensa em uma pessoa feliz, porque é exatamente assim que eu me sinto.

domingo, 26 de julho de 2015

Vídeo: Ballet "Tão Longe, Tão Perto"


Resolvi me arriscar um pouco nesse mundo do Youtube, mesmo sem ser vlogger ou "youtuber", como o povo anda falando por aí. Primeiro vídeo do meu canal, gravado enquanto eu fiz um exercício nas aulas de ballet adulto onde eu faço aulas de dança.

A música é uma versão "lullaby" de Stay (Far Away, So Close) da minha banda do coração, o U2. Espero que gostem.

Obs: Vídeo repostado e republicado em 2023 no novo canal da Jujubaluba no Youtube.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro da Morte



Eu terminei de ler recentemente (de novo) o último livro da saga “Deuses de Dois Mundos” do PJ Pereira, chamado O Livro da Morte. Já escrevi sobre os livros anteriores aqui no blog, e eu simplesmente achava que sabia o que esperar sobre o terceiro livro. Me enganei, pois se eu posso resumir o livro em uma palavra apenas, seria essa: SURPREENDENTE.

CUIDADO: Tem muitos spoilers nesse post. 
Não leia caso você não tenha lido o livro da morte. #DicaDeAmiga

Fazia muito tempo que livros de ficção e de literatura brasileira não me surpreendiam desse jeito. E o jeito que o PJ escreveu cada palavra dos três livros não me deixava parar de ler um capítulo sequer. Imaginem a minha cara quando o autor leu o prólogo do livro pra uma platéia lotada no dia 11 de maio de 2015, no teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (São Paulo) antes da noite de autógrafos?! Como assim o começo do livro era o final da história? Como assim o Newton foi assassinado?

Eu olhava pras pessoas nas cadeiras ao lado e não conseguia disfarçar a minha surpresa. Mas logo me lembrei do remake daquela novela “O Rebu”, que tinha um personagem assassinado logo no primeiro capítulo e os seguintes foram contando como tudo chegou àquele ponto. Nisso eu acertei na mosca, só que com um detalhe: as conversas virtuais entre New e Laroiê (Exu) aconteciam agora em um blog – nos livros anteriores, era através de emails – ou seja, os posts estavam dos mais recentes pros mais antigos.



Enquanto isso, no Orum, os orixás homens e orixás mulheres ainda disputavam o controle do Destino, mas a história agora era contada pelo ponto de vista feminino. A gente descobre o verdadeiro papel de Exu na história, vê como é de fato a personalidade e as peculiaridades de cada orixá – alguns, inclusive, que eu não conhecia, como é o caso de Ewá – e as conversas entre Nanã e Oxalá, os dois orixás mais velhos do Orum, me fizeram lembrar de muitas pessoas conhecidas. “Vão ser brigões assim lá longe…”, pensava ao ler as conversas deles.

Mas o final, pra mim, que mais surpreendeu foi o de minha mãe Oxum. De princesinha mimada à mulher que tomou uma grande decisão que mudou o curso dessa guerra dos sexos no mundo dos encantados. Já no mundo moderno, confesso que não esperava a morte do Newton, mesmo achando esse personagem um tremendo filho da p***, mas adorei o final da pseudo-guia Pilar. O jeito daquela mulher me dava nojo! Quem dera que todos que usam da fé (independente da religião) pra abusar da boa vontade e do desespero das pessoas tivessem o mesmo fim dela.

Espero que não demore pro PJ escrever outras histórias. Já o admirava pelos trabalhos super reconhecidos no mercado da propaganda, agora o admiro ainda mais como escritor e como pessoa. Que o Deuses de Dois Mundos ajude a quebrar ainda mais todos os preconceitos contra as religiões afro-brasileiras e que abra um novo espaço pra mudanças boas na literatura brasileira.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro da Traição



Lembram do post que fiz aqui no blog há alguns dias sobre o primeiro livro da saga “Deuses de Dois Mundos”? Esta é uma resenha do segundo livro da série. Depois de um tempo, terminei de ler o segundo livro da saga – “O Livro da Traição” – e queria contar sobre o que eu achei dele para vocês. Vamos lá? Mas só um aviso: não recomendo ler essa resenha se você não leu o livro, pode conter spoilers (fatos ou trechos do livro).

Como disse, esse é o segundo livro da série que, além de contar a continuação da história do Newton Fernandes, um jornalista que faz de tudo mesmo – sem nenhum limite ou escrúpulo – pra conseguir tudo o que mais deseja e da história de Orunmilá e seus guerreiros na missão de resgatar os 16 odus desaparecidos, para que o destino dos Orixás e dos homens não caiam em mãos erradas. Ambas as histórias se cruzam ainda mais nesse livro, ainda mais depois de uma traição nos dois lados da saga.

O livro te prende pelo modo em que o PJ conduz as duas histórias. Você não consegue parar de ler! Mas no caminho você não sabe se tem vontade de dar uns tabefes no New, se tem dó do velho babalaô, se diz “bem feito” pra Oxóssi e Xangô, se tem medo de Ogum ou se você se surpreende com as atitudes da então boba e ingênua Oxum retratados no livro. Pelo menos eu me senti assim, não sabia como eu reagiria se esses personagens do livro fossem reais e eu presenciasse as coisas que eles fazem (Acho que eu teria coragem de dar uma surra no New pra ele nunca mais esquecer…rs).

Só sei que fiquei com mais vontade de continuar lendo a saga,esperando agora o último volume, "O Livro da Morte". Mas recordando o que eu fiquei sabendo pelo próprio autor e na fila da noite de autógrafos do lançamento do “Livro da Traição” em maio de 2014, “Deuses de Dois Mundos” vai chegar à Hollywood!

A série teve seus direitos de adaptação para cinema, quadrinhos e TV vendidos e a produção parece que começa em 2016 ou 2017. Segundo o site Blah Cultural, quem comprou os direitos foi a The Alchemists, produtora dos seriados Smallville, Heroes e East Los High. A produção do filme no Brasil e nos EUA vai ser feita pela Disruption Entertainment, produtora de Supremacia Bourne (2004) e Círculo de Fogo (2013).

Que venha o livro da Morte!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Resenha: Deuses de Dois Mundos - O Livro do Silêncio

Uma saga dentro da mitologia africana com toques brasileiros.



Fazia tempo que algo da literatura brasileira não me chamava tanto a atenção. Aliás, fazia tempo que nenhum tipo de literatura de ficção me chamava a atenção a ponto de eu correr atrás dos livros tradicionais – e antes que me perguntem, não, eu não sou adepta dos e-books porque eu tenho dor de cabeça forte ao ler textos muito longos na tela de computador / smartphone ou tablet.

Ouvi falar da saga “Deuses de Dois Mundos” por acaso nas redes sociais, em especial nas páginas de jornais especializados em propaganda. Afinal, o autor PJ Pereira é um dos maiores nomes da propaganda brasileira (se você não o conhece, pede a ajuda do tio Google aí!) – e confesso que quando li a resenha da saga (em especial, do primeiro livro chamado “O livro do Silêncio”) e o book trailer que está disponível no youtube, fiquei radiante em ler aquilo tudo.

Afinal, fiquei super curiosa em ler um romance baseado na mitologia africana e ainda por cima, escrito por uma pessoa que não tem uma ligação natural com a Umbanda ou o Candomblé – como é o caso do PJ (vejam entrevistas dele sobre o livro que vocês vão entender). Essa saga tem três livros: Livro do Silêncio (2013), Livro da Traição (2014) e o livro da Morte (2015). Vamos focar no primeiro livro da saga, pra início de conversa:



O Livro do Silêncio conta o início da saga de Newton Fernandes, um jornalista ambicioso que corre atrás do que quer e faz de tudo pra conseguir – coisas boas e nem tão boas assim. Ao mesmo tempo, em um outro mundo, Orunmilá, o maior adivinho de todos os tempos, perdeu o seu dom de ler os búzios. O Orum estava em silêncio… Isso porque as Iá Mi Oxorongá roubaram os Príncipes do Destino, dezesseis almas especiais que mostravam o futuro dos homens. Mas o que essas duas histórias tem em comum?

OBSERVAÇÃO: SE VOCÊ AINDA NÃO LEU O LIVRO, PARE DE LER ESSE POST AGORA POIS A PARTIR DESSE PONTO, TERÁ MUITOS SPOILERS DO LIVRO.

Quando você começa a ler o livro, nos primeiros capítulos, você não entende o que a busca de Orunmilá e de seus guerreiros e a história do jovem New tem em comum. Mas, ao continuar lendo, as conexões entre eles começam a aparecer. Não entrarei em detalhes sobre a história em si (porque não gosto de ler, muito menos escrever spoilers) mas ao ler cada palavra escrita pelo PJ, você vai se surpreender com essas conexões, a medida que elas surgem.

O que me surpreendeu na história também, no lado da história de Orum, é como cada Orixá é retratado: Eles são deuses com características fantásticas e características humanas: O silêncio de Orunmilá, a sensualidade e ciúmes de Oxum, a ansiedade e impulsividade de Exu, a elegância e sensualidade masculina de Xangô, a força de Ogum e a valentia de Iansã… Todos eles são levados para nós de forma única, como nunca imaginava ver em uma obra.

Independente de sua crença, a saga Deuses de Dois Mundos é um livro fascinante, que te prende. Sério, tinha dias que eu começava a ler e dificilmente parava, a não ser que realmente precisasse. E uma dica pra quem não acredita em religiões africanas: leiam e descubram que muitos preconceitos que as pessoas tem em relação à elas são baseadas em mentiras inventadas. Só digo uma coisa: vale muito a pena ler o livro do Silêncio.