7 de junho de 2016

O medo, o fim e um breve recomeço

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Faz pouco tempo que li um texto no Obvious sobre fim de relacionamentos que me inspirou e deu coragem pra escrever sobre uma história que vivi e que eu gostaria de compartilhar, apesar da falta de coragem que havia até então. E quando pensei em um título para este post, acabei encontrando em uma canção da banda Rosa de Saron chamada "O meio e o fim", que não tem nada a ver com o assunto em questão - mas a frase calhou como uma luva: 'O medo, o fim e um breve recomeço'.

No final de 2015, conheci uma pessoa e engatamos um relacionamento. Não éramos namorados, mas pelo tempo que durou (04 meses) e pela intensidade que tudo aconteceu, não dá pra dizer que era apenas uma 'ficada' - ficar, pra mim, não passa de um dia/uma noite. Tudo foi tão rápido e tão forte que dei o azar de me apaixonar. Não faço o tipo "garota apaixonada", que faz planos pro futuro e tal...mas estava completamente envolvida. E, de certa forma, esse relacionamento foi me mudando, "me fazendo amadurecer" como uma amiga me disse, e eu até que estava gostando disso, por incrível que pareça.

Apesar de não criar muitas expectativas (pois sabia de algumas coisas que viriam pela frente em minha vida - como a minha cirurgia de redução dos seios - e as consequências pessoais (além das físicas) que isso poderia me trazer), me deixei envolver. E foi o pior erro que cometi, sinceramente. No meu ponto de vista torto, estava tudo bem. Ledo engano, minha cara Juliana.

Foi um baque receber uma carta (quem hoje em dia escreve cartas? E envia pelo correio?) dele dizendo, entre milhares de motivos que foram difíceis de engolir, que era o fim. Não sei quais eram os reais motivos dele, mas só o fato de que poucos dias antes estávamos juntos - ou seja, ele já estava pensando em terminar e não teve coragem de falar nada olhando em minha cara, pois ninguém termina um relacionamento, seja ele de que tipo for, de um dia para o outro - e de que aquela carta foi digitada e impressa - o que soou frio, distante e, com o perdão da palavra, falso. Fiquei arrasada e foi muito difícil superar.

Nos primeiros dias, em casa, foi complicado segurar a decepção. Para as pessoas conhecidas na rua, eu me fazia de forte e andava em passos lentos, mas certeiros, rumo ao 'labirinto escuro' e tentando voltar à viver a minha vida. O casamento da minha melhor amiga, que aconteceu poucos dias depois da tal carta, me ajudou a soltar toda a angústia que eu sentia na pista de dança. Nada que uma festa, estar perto de quem amamos e um visual de arrasar não ajude a superar as tristezas, né?

Demorei pra compreender, nos dias que passaram, tudo o que resultou naquele fim. Larguei mão, não quis mais saber. Cortei todos os laços que tinha que me ligavam ainda àquela história, seja na vida real ou na virtual. Mas hoje eu sinto que esse fim, esse medo e a tristeza que se tornaram consequências de tudo isso foram a melhor coisa que me aconteceu. Saí do tal 'labirinto' citado no texto do Obvious mais forte, mais decidida do que eu quero pra minha vida e mais certa em saber de que, no final de tudo, quem saiu perdendo nessa história não fui eu e sim foi ele, pois ao tomar a decisão de terminar comigo da forma com que ele terminou, ficou na cara que ele nunca teve ideia de quem eu realmente sou. Se ele tivesse terminado comigo do jeito certo, olhando nos meus olhos, muita coisa que eu senti teria sido evitada.

Demorou, mas tive o meu "breve recomeço". Se eu o encontrasse hoje, desejaria que ele fosse feliz, mas bem longe de mim. E o agradeceria, pois foi a atitude dele que me fez "acordar", pois eu não estava sendo quem eu realmente sou. E, se ele terminou comigo desse jeito pelo motivo mais obvio (pra não me ver chorar), isso só mostra que ele não me conhecia pois tudo isso que aconteceu teria sido evitado se ele tivesse falado, olhando nos meus olhos. Ou seja, eu ia levar esse término mais na boa se tivesse acontecido pessoalmente do que por carta ou redes sociais.

Aos homens que lerem esse texto, uma dica: nunca terminem com uma mulher do jeito que esse cara terminou comigo. Isso é uma atitude de gente covarde, que não sabe encarar os próprios problemas.

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