30 de outubro de 2015

E o usuário, como fica?

Em uma tremenda briga entre o aplicativo Uber e os Taxis, como fica o direito de escolha dos passageiros?


Desde que surgiu, o Uber gera polêmica em todo o mundo. Aqui no Brasil, não poderia ser diferente, ainda mais após a polêmica que seria uma concorrência injusta com os taxistas, que fazem protestos para pedir aos governos estaduais que proíbam o aplicativo pois eles pagam vários impostos próprios para exercer a profissão, coisa que não ocorre com quem é motorista cadastrado no Uber. Alguns já aprovaram a proibição, como Recife (que proibiu também o 99Taxis e o Easy Taxis) e outros querem a regulamentação desse serviço, como é o caso da prefeitura de São Paulo.

Mas, no meio de tantas polêmicas dessa disputa, como fica o direito de escolha dos usuários?

Já não temos um serviço público de transportes (trens, metrô e ônibus) descente, sofremos com congestionamentos intermináveis e, quando podemos escolher o serviço de transporte que nos satisfaça para situações em que não há como usar o carro e muito menos o transporte público, como ir até o aeroporto antes de pegar o avião ou voltar pra casa após a balada na qual você bebeu, nem o tipo de transporte as pessoas poderão escolher? Será que o grande medo dos taxistas, por trás dessa "injustiça", não é o fato de que terão uma concorrência direta e o fato das corridas terem caído em média 10% em grandes cidades do mundo, como Nova Iorque, enquanto os usuários de Uber só crescem?


A favor ou contra?

Em uma busca pela região da Vila Prudente, consegui buscar duas opiniões: a de um taxista e de um motorista do Uber que, mesmo relutantes, aceitaram dar suas opiniões. Para Ricardo**, motorista cadastrado no Uber, o aplicativo está gerando milhares de empregos e dá a possibilidade das pessoas escolherem o tipo de veículo que usarão por preço e conforto.

Já para o "Seu Afonso", um dos motoristas de táxi mais antigos na ativa do bairro da Vila Prudente (São Paulo), apesar de ser claramente contra o Uber, ele pensa que o aplicativo surgiu para atiçar a concorrência e fazer melhorar o serviço dos táxis. Ele e alguns colegas estão investindo em alguns " luxos" extras - sem cobrar a mais ao passageiro por isso - como telas de TV, frigobar e ar-condicionado para atrair clientes fixos pelo bairro e evitar que muitos se tornem usuários do Uber. Inclusive, surgiu uma empresa que está ajudando taxistas pelo mundo a lidarem com essa concorrência.

O grande fato é que proibir não adianta. Tem que ter a regulamentação de serviços como o Uber para que as pessoas possam escolher a melhor opção de se locomover pela cidade como melhor convém. E vocês, o que acham dessa disputa?

** O motorista pediu pra ter o nome trocado pois já recebeu ameaças de taxistas pela região de Vila Prudente / Mooca.

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