8 de outubro de 2015

A crise, o desemprego e histórias de quem vive com eles.

A bomba explodiu e afeta a todos no país, dos mais jovens aos que tem muita experiência no mercado. Em um ano, o número de desocupados cresceu em 1,8 milhão. E a situação tende a piorar com a crise econômica

"Perdi meu trabalho" - E agora? Desenho demonstra preocupação
de quem perde o emprego nesses tempos de crise.
Que a crise econômica e o desemprego viraram verdadeiras bombas nos últimos tempos, isso é um fato e não precisa ser expert para perceber. Mas essa bomba explodiu no país e está afetando à todos - dos mais jovens que buscam a primeira experiência à quem se dedicou à formação para buscar melhores oportunidades, passando para quem estava estabilizado em um trabalho.

As taxas de desemprego só cresceram e estão preocupando. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Economia e Estatística - em pesquisa divulgada no final de setembro desse ano, a taxa de desemprego ficou em 8,6% entre maio e julho de 2015. É a maior taxa da série histórica do indicador, que tem início em 2012.


“Esse aumento foi significativo [de 8% para 8,6%, em relação ao trimestre encerrado em abril e o terminado em julho]”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, em entrevista ao site G1. “Como teve aumento expressivo da desocupação, não tinha como a taxa não atingir esse percentual.” - No confronto com os meses de maio a julho de 2014, o número de desocupados cresceu em 1,8 milhão, estima o IBGE – uma alta de 26,6%. Com essa alta do desemprego, as incertezas do futuro das pessoas e também das empresas, que não contratam e não conseguem vender seus produtos, é extremamente grande.

Dilemas de quem vive com o desemprego

Para quem é demitido (ou "desligado", como algumas empresas costumam dizer com a intenção de ser menos insensível - como se o ato já não fosse duro o bastante), um monte de dilemas e dúvidas surgem na cabeça: Porque eu? O que eu fiz de errado? O que eu faço agora? Com o passar do tempo e com a não-recolocação dessa mesma pessoa no mercado, isso tende a piorar.

Para o assistente bilingue Lukas Dubas, "A pior coisa é a sensação de que nada dá certo, bate um certo desespero pois mesmo com um currículo qualificado, eu não conseguia entrar no mercado de trabalho novamente, sem contar crises de ansiedade e auto estima".

Para a bióloga Carla Montanari, ficar sem trabalhar em sua área traz uma desvantagem gigante, pois "as técnicas e metodologias evoluem muito rápido e o tempo que você fica fora do mercado é um tempo de desatualização, que você mesmo "parado" tem que correr atrás para se atualizar."

Apesar disso, trabalhar fora da área de formação não foi ruim para ela: "Apesar das desvantagens que falei, é um período que não deixa de ser de crescimento pessoal também, novos ambientes e coisas novas."


Lukas ficou mais de 01 ano desempregado, teve crises de ansiedade deu a volta por cima
"A dica é: não ficar parado - vivi de bicos até encontrar o que buscava".

O "lado bom" disso tudo...

Mas como tudo nessa vida tem dois lados, há pessoas que descobriram o "lado bom" na crise e no desemprego, como se conseguissem desativar a bomba ao cortar o fio certo, como em cenas de filmes de ação. Muitas pessoas, ao se verem desempregadas, andam descobrindo sua verdadeira vocação profissional e/ou seu lado empreendedor. E ainda tem aquelas que dão a volta por cima e se recolocam no mercado.

Para a fotógrafa Juliana Silva, foi ao ser demitida de um emprego que ela descobriu seu lado empreendedor ao se lançar no mercado fotográfico: "É muito bom estabelecer a sua própria rotina, sem depender de chefes ou colegas de trabalho que só querem puxar o seu tapete."

Mas a própria admite que ser empreendedor não é para qualquer um: "Não basta saber fazer bem apenas o que você gosta, você tem que conhecer todas as etapas para fazer dar certo. Afinal, você se torna a cabeça e o coração da empresa e quer que ela funcione e viva, mesmo em tempos tão ruins como os atuais".

Já Lukas, que voltou ao mercado de trabalho há pouco tempo, dá a dica pra quem está tentando encontrar uma nova oportunidade: "Não desista e permaneça focado no que você quer e não fique parado. Eu fiquei 01 ano e 04 meses desempregado, vivia de bicos - fazendo eventos e dando aulas particulares de inglês pra conseguir dinheiro até encontrar meu trabalho atual."

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