21 de setembro de 2015

As Mulheres x Estado Islâmico

Em um mundo onde as mulheres cada vez mais buscam o seu espaço e sua independência, por que cada vez mais mulheres são atraídas pelo modo de vida do grupo terrorista, tornando-as submissas. Para as que resistem ao EI, sobram a escravidão e a tortura.


Refugiadas sírias


Não há dúvidas que o Estado Islâmico usa da religião para espalhar o ódio em todo o oriente médio. Mas o que mais intriga as pessoas ao redor do mundo é o seguinte: porque as mulheres, especialmente na Europa, largam suas vidas e famílias e vão em busca de uma vida reclusa e submissa ao lado do grupo terrorista? O que há por trás dessa onda crescente de mulheres se unindo ao grupo e qual é exatamente a estratégia do "EI" para atraí-las?

Se, por um lado, as mulheres que são consideradas hereges pelo grupo são escravizadas e torturadas, as mulheres que se convertem e se unem ao EI podem exercem papéis-chave e ter até um tratamento de rainha. Um elemento romântico e sonhador demais, mas que infelizmente está fazendo efeito. Para as que resistem ao EI, sobram a escravidão e a tortura, levando muitas delas à morte.

Mas algumas poucas conseguem sobreviver à esse inferno. Jinan, de 18 anos, conseguiu fugir roubando chaves e hoje vive como uma refugiada e chegou a escrever um livro junto ao jornalista francês Thierry Oberlé.

"Esses homens não são humanos, só pensam em morte, em matar. Usam drogas sem parar. Querem se vingar de todo o mundo. Afirmam que um dia o Estado Islâmico reinará no mundo inteiro", disse em entrevista à France Presse, E segundo a própria, os terroristas tratam as mulheres que são escravizadas como algo pior do que lixo, a ponto de apenas beberem água com ratos mortos boiando ao lado.

Para quem não quer ser pega pelos combatentes, resta a fuga para a Europa e Ásia. Algumas sortudas conseguem fugir para mais longe, como Oceania e Américas. Todas, junto com homens, crianças e idosos, querem fugir da guerra e da morte. Muitas mulheres, grávidas, dão a luz no meio do caminho. Será que o Brasil, pode fazer algo pra ajudar na luta contra esses monstros e ajudar às refugiadas e suas famílias de alguma forma? Buscamos opiniões de algumas brasileiras sobre o assunto.

Para a publicitária Ligia Borges, toda a ajuda e assistência que o país puder prestar é válida, mas a cultura diferente pode ser algo que impeça essa ajuda de ser concretizada. Mas a luta pra combater os jihadistas e ajudar as refugiadas, por mais dificil que seja, tem que ser feita.

Já para a biológa Carla Mergel, o Brasil pode ajudar resgatando e dando abrigo em nosso país para as refugiadas, agindo apenas como pacifista e um país acolhedor. Fora isso, é difícil que o Brasil entre em um combate contra o Estado Islâmico pois, apesar de saber com diplomacia, a voz do país está bem "fraca" devido aos problemas internos do próprio país, como a corrupção.

O grande fato é que o mundo pode e deve ajudar a essas refugiadas e suas famílias para aliviar essa crise humanitária, além de lutar - da maneira que puder - contra esses fanáticos, que já estão sendo denominados como "os novos nazistas" ou "os nazistas do século XXI".

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