14 de agosto de 2015

BEDA #14: Grace - Entre a fé e a fama (Resenha)


Raramente assisto filmes do gênero gospel, mesmo se tratando de musicais. Mesmo não sendo evangélica, cheguei a assistir alguns com amigos que são e simplesmente os achava bem clichês. Mas o filme "Grace: entre a fé e a fama" (Grace Unplugged, 2013), estava passando na TV a cabo e me chamou a atenção. Vou tentar fazer uma análise "ecumênica" - no sentido de tentar não envolver demais a religião no meio do que achei - da minha opinião.

Sinopse: Aos 18 anos de idade, Grace Rose Trey é uma cantora gospel de grande sucesso em sua vizinhança e na sua igreja, onde canta todos os domingos. Seu pai, Johnny, teve uma carreira de músico e chegou a emplacar um grande sucesso décadas atrás, mas logo foi esquecido e acabou abandonando o mundo das artes para se dedicar a fé cristã.

Um dia, Grace recebe a proposta de se mudar para Los Angeles e tentar a carreira como ídolo pop, ou "a nova Katy Perry", segundo o empresário Frank Mostin. Sem avisar os pais, Grace abandona o lar e parte para Los Angeles, onde suas crenças serão testadas pelo concorrido mundo do estrelato...

É um filme que tem seus clichês como qualquer outro filme americano, independente do gênero. Mas tudo o que acontece com a personagem me chamou a atenção, num aspecto geral: Será que é preciso acabar com seu caráter e seus valores pra conseguir ir atrás de seus sonhos? E isso não vale apenas pra quem é cristão (católico ou evangélico), espírita, budista, candomblecista, umbandista, ateu ou que tenha qualquer outro tipo de crença...

Quantas pessoas, por exemplo, entram em um trabalho dos sonhos e, de repente, mudam seu caráter de dia pra noite?! Quantas pessoas deixam de lado a sua fé e/ou mudam a sua personalidade pra ir atrás de algo que tanto desejam?! É isso que a história de Grace passa pra nós. Ela quer conhecer o mundo, mostrar seu talento...mas a negação e a superproteção do pai a faz se sentir "sufocada" e, por isso, ela vai atrás de seus desejos seguindo por caminhos errados.

Me lembrou bastante a história bíblica do filho pródigo, mas com um ar moderno e musical. As músicas são lindíssimas e os atores tem uma ótima química em cena. Vale a pena assistir, independente de sua crença (ou não-crença).

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